O KRACK E A VULNERABILIDADE DAS REDES WI-FI

Analistas de segurança alertam que uma série de vulnerabilidades descobertas no padrão Wi-Fi (rede sem fio), denominada KRACK, deixa expostos milhões de usuários no mundo todo.

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Figura 1. Vulnerabilidade em redes Wi-Fi deixam milhões de usuários expostos.

A falha está presente nas criptografias WPA e WPA2, bastante utilizadas em roteadores Wi-Fi para disponibilizar acesso à Internet sem fio em nossas casas, no trabalho, shoppings, aeroportos etc. Em resumo: as conexões de acesso à Internet sem fio, que pensávamos estar protegidas, na verdade podem estar perigosamente expostas, conforme revela a Equipe de Preparação para Emergência de Computadores dos Estados Unidos (US-CERT):

“O impacto da exploração dessas vulnerabilidades inclui decodificação, repetição de pacotes, sequestro de conexão TCP, injeção de conteúdo HTTP entre outros.”

A vulnerabilidade exige que um dispositivo esteja no alcance de um invasor mal-intencionado.


Microsoft sai na frente

Em uma declaração ao The Verge, a Microsoft afirmou que qualquer pessoa que aplique as atualizações do Windows manualmente ou que mantenha o Windows pronto para aplicar as atualizações automáticas deve estar protegida:

“Nós lançamos uma atualização de segurança para resolver esse problema no dia 10 de outubro, dentro do ciclo mensal de atualizações regulares do Patch Tuesday da empresa. Os clientes que aplicaram a atualização ou que mantém ativada a opção para atualizações automáticas estão protegidos.”

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Figura 2. Microsoft já disponibilizou atualização de segurança.

As demais plataformas

O problema é maior para usuários da plataforma Linux e Android (cerca de 41% dos dispositivos que usam esta plataforma estão perigosamente vulneráveis), pois esses dispositivos – em especial os que usam o Android 6 ou posterior – contém uma vulnerabilidade que torna trivial a interceptação e manipulação de tráfego de rede Wi-Fi, segundo os especialistas de segurança. Contatada, a Google admite a falha em seu sistema e espera encontrar e disponibilizar uma correção nas próximas semanas.

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Figura 3. Dispositivos que usam o sistema Android, da Google, são os mais afetados.

Como a vulnerabilidade permite que alguns ataques funcionem contra todas as redes Wi-Fi que usam criptografias WPA ou WPA2, mostrando que a fraqueza está no padrão Wi-Fi, dispositivos da Apple (iPhones, iPads e MacOS) também podem estar sujeitos. A Apple ainda não se manifestou a respeito.

As recomendações

Se você é usuário Windows 10 (PC ou celular), basta manter o sistema configurado para atualizações automáticas e pronto!  Se ainda utiliza versões antigas do Windows, trate de migrar para o Windows 10, que é a versão mais atual e a mais segura do Windows.

Se você é usuário de dispositivos iOS e Android, evite o uso de redes Wi-Fi, dando preferência a usar a conexão 4G ou 3G de seu pacote de dados, até que seus sistemas sejam corrigidos.

Em ambos os casos, procure atualizar o firmware de seus dispositivos de rede, como roteadores, por exemplo.

A Wi-Fi Alliance, organização que certifica padrões de dispositivos de conexão sem fio, já foi alertada e prepara uma série de ações para corrigir tais vulnerabilidades juntos aos fabricantes de dispositivos.

Com informações de Windows Central, WindowsTeam e TecMundo.
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Soluções Microsoft x Software Livre: O TCO venceu

A partir de 11 de novembro de 2016, os software e serviços da Microsoft substituirão o programa de “software livre” que nunca vingou, desde sua implantação imposta pelo governo em 2003.

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Figura 1. Produtos Microsoft voltarão a ser utilizados pelo governo brasileiro.

Sendo assim, os órgãos integrantes do SISP – Sistema de Administração dos Recursos de Tecnologia da Informação – deverão encaminhar manifestação de interesse em adquirir diversas soluções da Microsoft, que pode incluir produtos como: Microsoft Office (Word, Excel, PowerPoint etc.), Windows Professional, Windows Server e Client Access Licence, por meio de licenças perpétuas e subscrições, para atendimento das demandas dos órgãos participantes.

Durante mais de uma década a aquisição de produtos de software da Microsoft foi vista pelo governo brasileiro como um “símbolo de gastança”, mas a verdade que que o “software livre” nunca significou “gratuidade” e – no final das contas – o Custo Total de Propriedade – TCO (Total Cost of Ownership) comprovou que usar soluções baseadas em código aberto não é – e nem nunca foi – sinônimo de menor custo.

A política de adoção de “software livre” no governo sempre foi controversa, pois nunca foi adotada por organismos poderosos como Receita Federal e Banco Central, além dos bancos oficiais. Até mesmo o Ministério do Planejamento, desde o ano passado, já desobedecia a política da STI (Secretaria de Tecnologia da Informação) em prol do uso de “software livre”, quando comprou soluções e serviços da Microsoft.

Recentemente a Microsoft anunciou a escolha e a criação em Brasília do seu “Centro de Transparência”, que tem por finalidade a segurança cibernética e a troca de informações com governos da América Latina sobre a origem de ataques virtuais.

Fonte da informação: Convergência Digital

Pointing up Explicando: O TCO (Custo Total de Propriedade, tradução de Total Cost of Ownership) é um sistema de cálculo destinado à avaliação da relação custo x benefícios relacionados à compra de componentes para a gestão de TI (Tecnologia da Informação). O conceito foi inicialmente desenvolvido pelo Gartner Group, sendo que hoje existem diversas variantes que oferecem maior o menor sofisticação. O objetivo deste cálculo é a obtenção de um número que contemple todos os custos envolvidos ao longo do ciclo de vida de uma solução de TI.

Por exemplo: Uma solução de “software livre” é interpretada erroneamente – por muita gente do ramo de TI, inclusive – como algo que implica na redução de custos em detrimento o uso de soluções proprietárias, como os produtos da Microsoft.  Acontece que o uso de solução baseada em “software livre” exige o custo extra de profissionais qualificados para o desenvolvimento, suporte e manutenção das soluções, entre outras variáveis, o que é comprovadamente menos eficiente na relação custo x benefício final.

Microsoft Lumia 950 com Windows 10 Mobile: primeiras impressões

Neste artigo vou relatar minha análise inicial do novo smartphone top de linha da Microsoft, o Lumia 950, criado para ser o smartphone mais produtivo e que trabalha como um PC através do exclusivo Modo Continuum do Windows 10 Mobile.

Primeiramente a aquisição do produto no exterior me fez esperar – ansiosamente – por 30 dias. Essa foi a parte que eu não gostei. Pois é… Apesar do site da Microsoft Brasil anunciar que o produto chegará ao nosso país, até agora só temos um aviso de “em breve” e nada mais. Não teve outro jeito: tive que importar o produto! Ainda há dúvidas se este produto realmente será comercializado por aqui – espero que sim. Atualmente as condições econômicas de nosso país não estão nada favoráveis, infelizmente. Mas, com a Internet e os serviços de compras internacionais dá pra escapar.

Com o produto em mãos pude constatar sua qualidade, até então apenas “sentida” em fotos e vídeos pela Internet e opinião de terceiros. O que dizer do produto então?

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Figura 1 – Microsoft Lumia 950 usando Windows 10 Mobile.

Bom, se o Sistema Operacional Windows 10 Mobile já roda muito bem em aparelhos com 1 GB de RAM, imagina neste aparelho que possui 3 GB de RAM e 32 GB de espaço para armazenamento interno, sem contar na possibilidade de uso de cartão de memória de 200 GB. A fluidez do sistema é total, aliado ao seu poderoso processador de seis núcleos a 1800 MHz!

Seu display é um show a parte em qualidade gráfica – com absurdos 564 dpi – brilho e contraste de cor, o que permite uma perfeita visibilidade mesmo em ambiente de intensa luz solar, além de fácil limpeza e amplo ângulo de visão, possui a proteção Gorilla Glass 3. O melhor display que já vi até agora num smartphone! Possui tecnologia AMOLED, ClearBlack, com controle automático de brilho e tela capacitiva multiponto ultrassensível.

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Figura 2 – Aspecto geral do display do Microsoft Lumia 950 e interface do Windows 10 Mobile.

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Figura 3 – Aspecto da interface “Todos os aplicativos” do Windows 10 Mobile no Microsoft Lumia 950.

O acabamento do produto é muito bom, os botões laterais dão um charme a mais ao produto. A capa traseira, que pode ser facilmente trocada, também possui um aspecto visual muito bom, além de ótima pegada. O aparelho é bastante leve e fino para um aparelho com 5,2 polegadas de tela, pesando apenas 150 gramas. Gostei bastante da pegada e do peso do aparelho. Pra quem só viu o produto em fotos e vídeos eu afirmo: o produto é realmente top.

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Figura 4 – Aspecto dos botões laterais do Microsoft Lumia 950.

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Figura 5 – O Microsoft Lumia 950 possui uma tela de 5.2” e boa pegada.

O aparelho possui um sistema de reconhecimento de íris para identificação do usuário – o Windows Hello – que tenho usado bastante – até já me viciei, deixando de usar o teclado para a senha de acesso – e que tem funcionado melhor do que eu esperava, uma vez que uso óculos de grau e durante o “cadastro” da íris o sistema recomendou a retirada dos óculos – que logicamente não obedeci – mas mesmo assim o funciona satisfatoriamente, inclusive em ambiente sem luz! Quando, por algum motivo – que pode ser distância ou alinhamento – o Windows Hello não reconhece a íris, o teclado é habilitado para a inserção manual da senha de acesso. Mas, como citei, tenho usado pouco a inserção manual – geralmente após o aparelho ser reiniciado há a necessidade de informação do PIN manualmente – pois já me acostumei com a facilidade do Windows Hello.

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Figura 6 – O reconhecimento de íris do Microsoft Lumia 950 em ação.

O que senti falta no aparelho – em relação ao meu Lumia 925 anterior com Windows Phone 8.1 – foi o recurso de duplo toque na tela para ativar o desbloqueio. Aliado ao Windows Hello este recurso seria muito mais prático do que pressionar o botão lateral do aparelho. Também tenho estranhando a ausência de outro recurso que eu usava – e gostava – bastante: virar o aparelho para silenciar uma chamada que não desejava atender. Espero que uma atualização futura do firmware possa trazer estes recursos ao aparelho.

Falando um pouco das câmeras, as mesmas são um show à parte! A traseira, com 20 megapixels, lentes Zeiss e tecnologia PureView possui abertura f/1.9, distância focal de 26 mm e sensor retroiluminado com 1/6.1 cm de tamanho e sistema de flash natural, com três leds. O sistema de foco pode ser manual ou automático e permite focalizar um objeto com até 10 cm de distância. É simplesmente espetacular!

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Figura 7 – Aspecto traseiro do Microsoft Lumia 950 e o detalhe de sua câmera PureView com lestes Zeiss e sensor de 20 megapixels com flash triplo led natural.

A qualidade das imagens é simplesmente incrível. As fotos podem ser salvas em formato JPG e também RAW (DNG), o que adorei, pois como sou amante da fotografia, adoro fotos com a alta qualidade que só um arquivo RAW pode proporcionar. Em termos de gravação de vídeo, aí é imbatível: filma em 4K e 30 fps, com estabilização óptica e quatro microfones. Com certeza o Lumia 950 se tornará minha nova câmera para o registro fotográfico do cotidiano.

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Figura 8 – Exemplo de uma foto do tipo JPG tirada com o Microsoft Lumia 950 durante o anoitecer.

A câmera frontal também dá um show. Com resolução Full HD para gravação de vídeo, tem 5 megapixels de resolução para fotos, com lente grande-angular e abertura f/2.4. Não é qualquer câmera fotográfica de bolso que possui essa abertura de lente não!

E os sensores? Bom, o Lumia 950 possui barômetro, giroscópio, SensorCore, acelerômetro, magnetômetro, sensor de proximidade e sensor de luz ambiente. Tá bom pra você? Pra mim tá ótimo!

Quanto a usabilidade, sua bateria de 2900 mAh segura bem o dia. E olha que todos os recursos do aparelho ficam ligados o tempo todo comigo: dados da rede celular, Wi-Fi, Bluetooth, Windows Hello, brilho automático da tela e aplicativos em segundo plano, como Skype e Mensagens, Calendário, Outlook, MSN Notícias, Twitter, Disqus, MyTube e aplicativos de blogs especializados em tecnologia. A bateria é substituível.

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Figura 9 – Curtindo minhas músicas no Deezer usando o Microsoft Lumia 950 pra se conectar com a caixa de som portátil da Sony via Bluetooth.

A carga rápida da bateria esquenta o aparelho e por isso estranhei um pouco na primeira vez, mas depois que atinge cerca de 50% da carga em incríveis 30 minutos a temperatura abaixa e depois que atinge 100%, mesmo conectado, a temperatura cai para a normal de uso, ou seja, quase imperceptível. Considerando que na minha região a temperatura é bem elevada, considero aceitável, apenas estranhei a primeira vez.

Em relação a minha experiência com o Windows 10 Mobile ainda estou me acostumando com todos os seus recursos, em relação ao Windows Phone 8.1 que usava anteriormente com o Lumia 925. Muita coisa avançou e aproximou a experiência com o sistema em relação à versão para PC, notebooks e tablets, o que é muito legal, pois adoro a integração entre sistemas e a sensação de continuidade na usabilidade proporcionada.

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Figura 10 – Na sala ou no quarto, vejo minhas fotos diretamente na TV via rede Wi-Fi a partir do aplicativo Lumia Play To.

O sistema é fluido e sem travamentos, mas tenho sentido falta da integração dos eventos do Calendário marcados como “Busy” (ocupado) com o modo “Quiet Hours” da Cortana. Adorava usar este recurso no Windows Phone 8.1 para evitar o recebimento de chamadas e mensagens indesejadas em eventos específicos, como reuniões, palestras e eventos agendados marcados com o status de ocupado. Espero que nas futuras atualizações do Calendário este importante recurso retorne ao Windows 10 Mobile.

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Figura 11 – Ao ligar o veículo o sistema Sync do carro (também Microsoft) ativa o Bluetooth do Microsoft Lumia 950 automaticamente, permitindo os comandos de voz para ativar o telefone ou mesmo para ouvir músicas a partir do celular.

Ainda não tive a oportunidade de usar o Lumia 950 no modo Continuum, o que espero fazer posteriormente, quando relatarei aqui a experiência.

Minha avaliação final do produto? Espetacular! Realmente, top de linha nos recursos e também no acabamento. Que o Windows 10 Mobile atinja um novo patamar em recursos, usabilidade e integração com a versão de aniversário prevista para o início de agosto. Já estou ansioso pela atualização!

Inteligência Artificial: a exterminadora de privacidade

A Internet – ainda – é um território livre, mas está cada vez mais acirrada a briga entre as gigantes do setor para “conhecer os hábitos” do internauta a ponto de invadir sua privacidade usando-se de argumentos aparentemente revolucionários e que trarão sempre vantagens para as pessoas.

O problema é que toda evolução tecnológica desenvolvida sob pretextos nobres no mundo virtual tem um propósito financeiro e de domínio do setor, sendo imposta ao usuário – sempre em conta gotas para uma melhor absorção e sem grande percepção. Mas será que realmente o objetivo é realmente nobre? Será que precisamos realmente de uma intervenção tão presente em nossas vidas, em tudo que fazemos, mesmo nas coisas mais despropositadas, como uma simples navegação pela Internet? Eu penso que não, e chego a me assustar com tamanho avanço que o ser humano atingiu no desenvolvimento da Inteligência Artificial – IA – num espaço de tempo tão curto e aplicado ao mundo virtual no qual estamos apenas engatinhando – a Internet como conhecemos tem apenas 20 e poucos anos.

Não sejamos ingênuos. Sabemos que estamos expostos desde o primeiro momento que entramos na nuvem da Internet. Desde o nosso endereço virtual – o número IP de nossos dispositivos no momento que estamos conectados, aliado ao GPS, que permite saber em que parte do planeta estamos – até aquilo que desejamos expor conscientemente através de nossas redes sociais – e também de forma inconscientes, quando nos rendemos às tentações do “saiba aqui o significado do seu nome” ou mesmo “encontre aqui a sua cara metade”, tudo o que fazemos na nuvem pode ser medido, analisado, espionado e, com certeza, armazenado – inclusive com a tecnologia atual tudo quanto é informação já pode ser totalmente armazenada, sem a necessidade de descartar nada, por mais insignificante que possa parecer a informação. É o preço que se paga para ter em troca o mundo ao toque da tela de nossos dispositivos, mas daí estarmos a mercê de robôs cada vez mais inteligentes, analisando tudo que publicamos – e até mesmo o que pensávamos em publicar e que acabamos desistindo ou mesmo imaginar o que estamos a escrever – é algo realmente intimidador, no mínimo.

Esta semana, uma das gigantes da Internet atual – o Facebook – anunciou o seu “robô” com Inteligência Artificial, chamado DeepText.

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Figura 1 – DeepText é o novo robô com Inteligência Artificial desenvolvido pelo Facebook.

Segundo a empresa, o texto é a forma predominante de comunicação no Facebook – daí o uso cada vez maior de aplicativos de troca de mensagens como Skype, WhatsApp, Telegram, Viber, Messenger e outros –, então é importante para a companhia compreender as várias maneiras que o texto é usado nos seus produtos – rede social e o Messenger – e como isso poderá ajudar a melhorar a experiência das pessoas com seus produtos. Uma das vantagens, segundo o Facebook, seria até mesmo a eliminação de Spam na rede social.

O DeepText é um robô com IA avançada, desenvolvido para cada vez mais compreender e aprender, com base no texto digitado pelos usuários, com precisão quase humana – reparem bem: precisão quase humana – o conteúdo de milhares posts por segundo, abrangendo inicialmente mais de 20 idiomas.

A tecnologia DeepText já está sendo testada em algumas experiências de Facebook. No caso do Messenger, por exemplo, DeepText será usado para obter uma melhor compreensão de quando alguém pode querer ir a algum lugar.

Também estão começando a usar modelos de DeepText de alta precisão e multi-linguagem para ajudar as pessoas a encontrar as ferramentas certas para sua finalidade. Por exemplo, alguém poderia escrever um post que diz: “Eu gostaria de vender minha bicicleta velha por R$ 200, alguém interessado?”. DeepText seria capaz de detectar que o post é sobre a venda de algo, extrair as informações significativas, tais como o objeto que está sendo vendido e seu preço e pedir ao vendedor para usar as ferramentas existentes que facilitam essas transações através do Facebook.

O DeepText tem o potencial para melhorar ainda mais a experiência do Facebook em compreender as mensagens cada vez melhor para extrair a intenção, sentimento e entidades (por exemplo, pessoas, lugares, eventos, etc.), usando sinais contraditórios de conteúdo como texto e imagens, e automatizando a remoção de conteúdo censurável como spam.

E o projeto do Facebook não para por aí! Os próximos passos do DeepText são:

Interesse em melhor compreender as pessoas
Compreensão conjunta do conteúdo textual e visual
Novas arquiteturas de rede neural profunda

Empresas como Google, Facebook e Microsoft investem pesado em evoluir a capacidade de as máquinas pensarem.  Do outro lado, há os que veem um risco sério na evolução desenfreada da IA, que poderia colocar em risco o futuro da humanidade. O físico Stephen Hawking, por exemplo, vê sérios riscos no desenvolvimento de inteligência artificial além do patamar que temos atualmente. Segundo o cientista, formas primitivas de inteligência artificial criadas até hoje são comprovadamente úteis – ele mesmo se comunica atualmente através de um sistema baseado em IA – mas ele teme as eventuais consequências de se criar algo que possa superar o pensamento do ser humano, acreditando que isso poderá evoluir por si mesmo e se redesenhar de forma contínua e crescente, superando inclusive a lenta evolução biológica dos seres humanos, que não poderiam competir de igual pra igual e, portanto, logo seriam sobrepostos.

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Figura 2 – O físico Stephen Hawking mostra-se preocupado com o avanço da Inteligência Artificial além dos moldes atuais.

A coisa é séria! O próprio Google decidiu tomar precauções, caso suas máquinas se rebelem! A DeepMind, adquirida pela companhia em 2014 e que se tornou seu braço de IA, criou medidas de segurança para que operadores humanos possam, em caso de necessidade “tomar controle de um robô que não esteja se comportando e que possa causar consequências irreversíveis”. Smiley surpreso

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Figura 3 – Ilustração baseada no filme: O Exterminador do Futuro.

Imaginar que chegamos ao ponto de a vida imitar a arte ao nível do filme “O Exterminador do Futuro” é algo, realmente, assustador não? O que você acha a respeito? Deixe sua opinião a respeito aqui no site.

Snowden ataca novamente: e desta vez o alvo é a Google

O sucesso do aplicativo de mensagens – que na verdade não é só de mensagens – WhatsApp acendeu o sinal de alerta na Google, que acaba de apresentar um concorrente aos produtos do Facebook (WhatsApp e Facebook Messenger) e também Telegram, demonstrando que a gigante também vacila e às vezes tem que correr atrás de outros produtos de sucesso – isso quando não consegue comprá-los. Pois bem, esse novo produto chama-se Allo, anunciado durante o evento Google I/O 2016.

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Figura 1. Mensageiros digitais estão entre os aplicativos para smartphones mais utilizados na atualidade.

Usando sua velha tática de marketing, a Google apresenta um produto com “grandes diferenciais” no aspecto de inteligência artificial, com a justificativa de que o aplicativo “aprenderá mais com o uso e o passar do tempo”, e na análise de dados, para “conhecer melhor” seus usuários e oferecer sempre bons produtos e serviços. A Google gosta tanto de “inventar” pra se mostrar diferente, que até mesmo criou a expressão Expressions no aplicativo, uma espécie de solução própria para os conhecidos Emoticons e Stickers.

E o que o Snowden – o homem que revelou o escândalo global de espionagem e monitoramento mantido pela NSA (Agência de Segurança Nacional dos EUA) – tem a ver com isso?

É que o Snowden se autotransformou numa espécie de “protetor” e “defensor” dos frágeis usuários da Internet – quais serão os seus reais interesses, hein? – contra a invasão de suas privacidades, chegando ao ponto de publicar na sua conta oficial no Twitter a recomendação para que as pessoas não utilizem o novo aplicativo da Google, conforme imagem a seguir.

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Figura 2. Mensagem do Edward Snowden na sua conta do Twitter alertando contra o uso do novo aplicativo de mensagens digitais da Google devido a falta de segurança.

Como assim?!?!?

O principal motivo da recomendação do Snowden para não se usar o aplicativo é a ausência de criptografia ponta a ponta por padrão no serviço de mensagens da Google, tornando-o altamente perigoso e inseguro, devendo ser evitado. Pelo menos por enquanto.

Mas não é só o Snowden que defende que os usuários não utilizem o novo produto da Google. Especialistas em segurança alertam para o fato de as conversas e imagens trocadas pelo aplicativo serem “cuidadosamente” analisadas nos servidores da Google, com o objetivo de cada vez mais “aprender” sobre os hábitos dos usuários e, com isso, ofertar melhores produtos e serviços. Serão só estas as razões?

Na verdade, não é que o novo produto da Google não possua criptografia. Ele a possui tal qual o produto do Facebook, que utiliza o sistema Signal, da Open Whispers Systems, para proteger as conversas.

A questão alertada por Snowden e especialistas é que o aplicativo do Facebook usa criptografia de ponta a ponta em todas as comunicações, enquanto que no produto da Google o usuário deverá abrir uma janela de bate papo em modo específico, toda vez que desejar que a conversa seja criptografada. Ou seja, não é padrão no aplicativo, tornando-se mais trabalhoso para o usuário implementar no dia a dia, o que não deverá ser utilizado por muitos dos usuários, principalmente aqueles menos avisados.

A Google, como sempre, justifica o uso de dados sobre seus usuários – com a restrição da segurança e privacidade dos mesmos – com a necessidade de seus robôs lerem e interpretarem as mensagens trocadas entre os usuários para desempenhar suas funções “inteligentes”, uma vez que – com a criptografia – não seria possível realizar tal análise de conteúdo, fazendo com que o aplicativo não se tornasse interessante por não favorecer  qualquer retorno financeiro à Google, considerada a empresa mais valiosa do mundo pelo 6º ano, segundo a Forbes.

 

Na minha opinião…

Não devemos nos deixar enganar. Nem a Google e nem o Facebook são “anjinhos” que só pensam no bem estar de seus usuários. Ambas são gigantes empresariais da área de tecnologia nascidas na era da Internet, oferecendo produtos e soluções “gratuitas” aos seus usuários por um lado, mas que necessitam do retorno financeiro a partir desses produtos por outro lado. E de onde essas gigantes arrecadam esses recursos? Ora, da “venda” dos perfis de seus usuários aos seus clientes comerciais, do outro lado da nuvem. É por isso que, cada vez mais, elas precisam “conhecer melhor” seus usuários e seus hábitos. E fazem isso com maestria através de seus mais diversos algoritmos de inteligência artificial aplicado às suas soluções, sendo os aplicativos mensageiros a bola da vez.

Cabem aos usuários conhecimento, informação a respeito dos produtos e serviços utilizados e prudência quando da exposição de suas informações pessoais na grande nuvem que é a Internet.

Nem a Google, nem o Facebook – e demais empresas de tecnologia, como a Microsoft, a Apple, AOL, Yahoo, etc. – são bichos papões e nem devem ser encaradas como verdadeiros diabos do mundo digital, afinal de contas tudo é negócio: oferecem produtos gratuitos – que agradam os usuários – mas que deverão gerar recursos financeiros. Se você não paga pelo serviço de forma direta e consciente, vai pagar de forma indireta – e para muitos, também de forma inconsciente – não se iluda!

O importante não é radicalizar e parar de usar essas soluções por receio de violação de privacidade, mas sim usa-las com propósito e prudência, sabendo das vantagens e consequências, pois como qualquer negócio em que nos metemos, temos que analisar relação custo x benefício. Esta é a regra básica para viver de maneira consciente no mundo virtual.

Como parte do boicote da Google, seus produtos oficiais não são ofertados para a plataforma Windows Phone da Microsoft, o que pode frustrar alguns usuários de smartphones com o sistema Windows que desejarem utilizar o novo aplicativo.  Pra mim, no entanto, não faz qualquer diferença, uma vez que não sou usuário dos produtos de software da Google, não afetando em nada a minha vida pessoal e nem profissional.

Software ruim: a culpa não é dos desenvolvedores

Lendo um artigo de Jim Bird – colunista internacional do iMasters – com o título “Não reclame de software ruim para o desenvolvedor: a culpa é de seus gestores” vi no texto uma realidade da qual fiz e ainda faço parte como desenvolvedor de software: a eterna alegação de que nossas soluções não parecem “boas o bastante”, ou seja, por culpa nossa – desenvolvedores – enquanto sabemos nós que a realidade é outra bastante diferente.

Em seu artigo, Jim Bird afirma que “gerentes – e não desenvolvedores – decidem o que significa qualidade para a organização. O que é bom e o que é ‘bom o suficiente’”. Entenda-se, aqui, gerentes como os responsáveis pelas organizações, diretorias, setores, etc. Aqueles que, de fato, devem – ou pelo menos deveriam – entender sobre as regras de negócio, rotinas operacionais e fluxo de dados que estão incumbidos de gerenciar. Mas não é assim que acontece na prática, infelizmente.

Como gestor, Jim Bird afirma que cometeu um monte de erros e tomou más decisões sobre sua carreira. Cortou qualidade para cortar custos. Deu para as equipes prazos que não podiam ser cumpridos. Fez controle sobre horários e prioridades, tentando espremer os recursos para tornar o cliente ou um executivo de marketing feliz. Foi intransigente com desenvolvedores e testadores que lhes diziam que o software não estava pronto e que eles não tinham tempo suficiente para fazer as coisas corretamente. Deixou dívidas técnicas se acumularem, insistindo que teriam que entregar agora ou nunca, e que de alguma forma fariam tudo certo mais tarde.  Errou, errou feio, mas aprendeu com os próprios erros, afirma ele.

Para Jim Bird – e eu concordo plenamente com ele – uma das principais falhas em projetos de desenvolvimento de software acontece quando os gestores ignoram os sinais de alerta dados pelos desenvolvedores. A dica, nestes casos, é simples: escute os desenvolvedores quando lhe dizem que algo não pode ser feito, ou não deve ser feito, ou tem que ser feito. Os desenvolvedores estão geralmente dispostos a trabalhar muito, para chegar longe. Então, quando eles dizem que não podem fazer algo, ou que não devem fazer algo, preste atenção!

Por experiência própria, vários projetos de desenvolvimento de software foram abandonados e outros caminham a passos de tartaruga por culpa única e exclusivamente dos gestores terem ignorados os sinais de alerta dos desenvolvedores.

Enquanto não pudermos ter gestores com experiência prática, capacitados e atualizados, fica valendo a dica do Jim Bird: “Como gerente, a coisa mais importante que você pode fazer é não enviar sua equipe para o fracasso. E isso não é pedir demais”.

Entendendo “O Segundo da Morte” de 30 de Junho de 2015

O dia 30 de junho de 2015 foi oficialmente escolhido para ser o dia mais longo dos últimos anos, com o acréscimo de 1 segundo. E este segundo é o suficiente para “travar” computadores, sistemas e até a Internet.

De forma mais clara falando, em números redondos um dia dura 86.400 segundos. Este é o padrão que usamos em nosso dia-a-dia. É o chamado relógio ou tempo UTC (Universal Time Coordinated), que se baseia nas previsíveis transições eletromagnéticas dos átomos de Césio, tão confiáveis que o relógio de Césio tem a precisão de 1 segundo em 1.400.000 anos!

Não tão preciso assim, no entanto, é o dia solar da Terra, que é o tempo que o planeta leva para girar e completar uma volta em si mesmo. Este tempo é de 86.400,002 segundos, ou seja, dois milésimos de segundo de diferença em relação ao relógio atômico. Isso ocorre porque a rotação da Terra está gradualmente diminuindo devido a vários fatores, entre os quais a relação gravitacional com o Sol e a Lua, que causa uma espécie de “arrasto” retardando a rotação. Os cientistas estimam que o que solar médio não tem sido 86.400 segundos desde o ano de 1820, aproximadamente.

O comprimento do dia na Terra é influenciado por vários fatores, como aspectos atmosféricos e as variações sazonais e diárias do tempo, bem como a dinâmica do núcleo interno do planeta, o efeito das marés, águas subterrâneas e armazenamento de gelo. Até o El Niño pode causar diferença – neste caso a maior – no período de rotação da Terra.

Mas essa diferença de dois milissegundos – muito menos que o piscar de um olho – dificilmente perceptível no começo, de forma repetida ao longo dos anos, chegaria ao ponto em que nos encontramos, totalizando 1 segundo de diferença.

Os cientistas monitoram o tempo da Terra usando uma técnica extremamente precisa chamada de VLBI (Very Long Baseline Interferometry) realizada por uma rede mundial de estações que são extremamente precisas, pois se utilizam de posicionamentos medidos a partir da referência de objetos astronômicos distantes a bilhões de anos-luz da Terra, como Quasares. Este padrão de medição é chamado UT1 (Universal Time 1) e não é uniforme como o padrão UTC (explicado acima). No padrão UT1 “saltos” para mais ou para menos são realizados para ajustar o relógio de acordo com o período real de rotação da Terra.

Entendo melhor, quando a medição do tempo UT1 chega a divergir muito do padrão de medição UTC, como está ocorrendo agora, é o momento de reagir para corrigir a discrepância adicionando um segundo ao dia.

O acréscimo de um segundo é realizado sempre em 30 de junho ou 31 de dezembro. Normalmente, o relógio mudaria de 23:59:59 para 00:00:00 do dia seguinte. Mas com o segundo salto em 30 de junho, UTC vai passar de 23:59:59 23: 59:60 e depois de 00:00:00 em 1 de julho.

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Figura 1. Ilustração da NASA mostrando que em 30 de junho de 2015 o dia terá 23 horas, 59 minutos e 60 segundos (em vez do normal, que seria 59 segundos).

E o que o sistema computacional tem a ver com isso? Tudo a ver! Nos sistemas computacionais não existe a hora 23:59:60, pois após às 23:59:59 do dia 30 de junho os sistemas passam para 00:00:00 do dia 1 de julho. Mas este ano não! Haverá o “Segundo da Morte” no meio do caminho. E sistemas computacionais de alta precisão na marcação do tempo precisarão ser desligados ou “travados” por um segundo para retornarem exatamente à zero hora do dia 1 de julho.

Para os usuários finais, em geral, isso passará despercebido, mas para os administradores de sistemas deverão ficar alertas quando o relógio oficial marcar zero hora do dia 1 de julho e, se for o caso, fazer os ajustes necessários nos relógios de seus servidores.

Sobrou pra nós! A Terra ficando mais lenta e nós – administradores de sistemas – tendo que se virar para manter o tempo em dia. Smiley confuso