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Montando o Sistema Solar – 2ª Etapa (Fase 6): Saturno

Nem completou um mês desde o último post sobre a montagem do meu sistema planetário e estamos de volta para mostrar como está o conjunto após a inserção de um dos mais belos planetas: Saturno.

Saturno – o senhor dos anéis

O segundo maior planeta do sistema solar se tornou célebre por seus espetaculares anéis e seu grande sistema de satélites.  O planeta possui 60 luas conhecidas!

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Figura 1 – Saturno, seus anéis e algumas de suas luas.

O diâmetro de Saturno é um pouco menor do que o de Júpiter (cerca de 80% do diâmetro de Júpiter), enquanto que seu peso equivale a um terço.  Trata-se, portanto, do planeta menos denso do sistema solar – na verdade, é mais leve do que a água.

Como Júpiter, Saturno é composto em sua maioria por dois gases mais leves, o hidrogênio e o hélio, com traços de outros elementos.  A principal diferença entre os dois mundos está nas baixas temperaturas que ocorrem nesses lugares tão afastados do sistema solar.  Nas regiões superiores de Saturno a temperatura chega aos -153ºC, cerca de 30ºC menos que Júpiter.

Saturno está a 1.433 milhão de km do Sol (79 minutos-luz).  Sua superfície equivale a 83,7 planetas Terra, mas por ter pouca densidade a gravidade comparada com a terrestre é de apenas 0,91.

O material da sexta fase da 2ª etapa

Eis o material para colocar o segundo maior planeta do sistema solar no planetário.

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Figura 2 – Material necessário para a inserção de Saturno no planetário.

Em minhas mãos, o segundo maior dos planetas do sistema solar.

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Figura 3 – Saturno, o segundo maior dos planetas.

As engrenagens dessa fase são praticamente as mesmas da fase anterior, quando Júpiter foi inserido no planetário.

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Figura 4 – Duas das engrenagens necessárias para o cálculo correto da órbita de Saturno.

A dificuldade aumenta apenas no momento de retirar o eixo central para inserção das novas engrenagens, devido ao peso do conjunto que já é considerável para ser manuseado por apenas uma das mãos.

Nesta fase um outro fator de dificuldade foi a necessidade da troca dos pés da base de sustentação, justamente devido ao aumento do peso do conjunto.  Os novos pés possuem uma base de apoio maior que os anteriores.  A retirada dos pés anteriores necessitou do uso de alicate, mas a inserção dos novos foi realizada sem necessidade de qualquer ferramenta.

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Figura 5 – Novos pés de apoio inseridos na base do sistema.  Ao lado, o antigo pé de apoio.

Finalizando, podemos ver o novo aspecto do planetário com a inserção do planeta Saturno.

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Figura 6 – Saturno inserido no planetário.

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Figura 7 – Aspecto final do planetário após a inserção do planeta Saturno.

Concluída mais uma fase, o próximo destino será o planeta de cor turquesa Urano, o primeiro planeta descoberto na era do telescópio.  Vamos aguardar!!! Smiley piscando

Montando o Sistema Solar – 2ª Etapa (Fase 5): Júpiter

Não demorou muito desde o último post e já estamos aqui novamente para mostrar como está o meu sistema planetário com a chegada a Júpiter, o maior dos planetas, dando um novo aspecto visual ao planetário.  Vamos aprender um pouco mais sobre esse grande planeta e na sequência ver como ficou o planetário.

Júpiter – o rei do sistema solar

Batizado em homenagem ao rei dos deuses, Júpiter é o planeta de maio dimensão do sistema solar, a ponto de poder conter todos os demais planetas em seu interior!

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Figura 1 – Júpiter é o primeiro de todos os gigantes gasosos e o terceiro objeto mais brilhante que pode ser avistado no céu noturno.

Júpiter é tão grande que sua massa equivale a 318 planetas Terra.

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Figura 2 – A superfície de Júpiter equivale a 122 planetas Terra.

Júpiter está numa órbita com distância média de 778 milhões de quilômetros do Sol (43 minutos-luz), tem um dia cerca de 10 horas e um ano que equivale a 12 anos terrestres.  A temperatura de Júpiter na alta atmosfera é de cerca de –110º C.

Um gigante muito veloz

Atualmente sabe-se que Júpiter é uma enorme massa de hidrogênio e hélio liquefeitos, nos quais se notam traços de outros elementos e compostos químicos de diversas tonalidades que criam as camadas de nuvens das regiões superiores da atmosfera.  No centro talvez se encontre um sólido núcleo rochoso do tamanho da Terra, embora os cientistas estejam muito longe de ter certeza disso.

O planeta gira sobre seu eixo em cerca de 10 horas e por isso conta com o dia e a noite mais curtos de todo o sistema solar.

Júpiter tem 63 luas conhecidas e as mais famosas – as luas galileanas – são as quatro maiores que foram descobertas por Galileu Galilei, mostradas na figura 3.

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Figura 3 – Júpiter e as Luas de Galileu, que são: Io, Europa, Ganimedes e Calisto (de cima para baixo).

O material da quinta fase da 2ª etapa

E mãos à obra. Com o material necessário à mesa iniciei a montagem das engrenagens para colocar o maior planeta do sistema solar no planetário.

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Figura 3 – O material necessário para a inserção de Júpiter no sistema planetário.

Não deixo de me impressionar com a qualidade do material do planetário.  Como é importado da Inglaterra, fico imaginando a qualidade dos produtos que são vendidos por lá e o respeito com o consumidor.  Repare na qualidade do produto no detalhe da figura 4. De parabéns o fabricante. Polegar para cima

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Figura 4 – Júpiter e as luas galileanas na minha mão: qualidade e realismo nos detalhes da superfície do planeta, pintada à mão!

Como as engrenagens de suporte a Júpiter são praticamente iguais ao do planeta anão Ceres (post anterior), não incluirei as fotos das mesmas aqui e já mostrarei diretamente Júpiter inserido no planetário, conforme figura 5 a seguir.

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Figura 5 – Aspecto de Júpiter e suas principais luas inseridos no planetário: detalhe para a famosa mancha de Júpiter, uma tempestade que dura séculos e é maior que a Terra.

Na figura a seguir mostrarei como ficou o sistema de engrenagens dos seis planetas já inseridos no planetário.  Tá ficando complexa – e pesada – a coisa toda! Smiley surpreso

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Figura 6 – Engrenagens de suporte aos planetas: outro número igual de engrenagens ainda serão inseridas até a conclusão.

Finalizando, o aspecto geral do planetário após a inserção de Júpiter, que deu um novo e belo aspecto visual ao conjunto.

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Figura 7 – Aspecto geral do planetário após a inserção de Júpiter: no visual, todos os demais planetas com destaque para a inconfundível e boa Terra.

Concluída mais uma fase, o próximo destino será o planeta Saturno, outro gigante gasoso,  e seus famosos anéis.  Vamos aguardar!!! Smiley nerd

Montando o Sistema Solar – 2ª Etapa (Fase 4): Ceres

Neste post mostrarei como está o meu sistema planetário após cruzarmos a órbita de Marte e chegarmos ao cinturão de asteroides.

Ceres – restos do que seria o quinto planeta?

Descoberto em 1801, com um tamanho reduzido e considerável distância da Terra, tornou-se uma incógnita até a década de 1990, quando os novos telescópios, muito mais potentes, permitiram que o antigo ponto de luz, semelhante a uma estrela, se convertesse em um disco com uma superfície enigmática.

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Figura 1 – Ceres: o maior corpo celeste do cinturão de asteroides.

Com uma distância média de 415 milhões de quilômetros do Sol (23 minutos luz), Ceres possui um diâmetro equatorial de 975 KM, um dia de 9 horas de duração e um ano que equivale a pouco mais de 12,5 anos terrestres.

Planeta ou asteroide?

Pouco depois de sua descoberta, astrônomos o consideraram um resto do predito (e hoje descartado) “quinto planeta”.  Inclusive quando foram descobertos outros asteroides brilhantes, como Pallas, Juno e Vesta, todos foram considerados planetas.  Entretanto, o número crescente de mundos localizados entre Marte e Júpiter levou William Herschel (o descobridor de Urano) a sugerir que se tratava de um novo tipo de objetos, que foram denominados de asteroides, termo grego que significa “similar a uma estrela”.

Não obstante, o recente descobrimento de Eris, um mundo gelado maior que Plutão, obrigou os astrônomos a reconsiderar suas definições e criar uma nova classe, a dos “planetas anões”, constituída por objetos grandes o bastante para terem forma esférica, mas pequenos demais para terem suas órbitas separadas de outros objetos.  Em consequência disso, Plutão, Eris e Ceres passariam a fazer parte desse tipo (apesar deste último continuar sendo um asteroide), e talvez Vesta no futuro, caso seja demonstrado que sua enorme cratera é a única razão que o impede de ser completamente esférico.

O material da quarta fase da 2ª etapa

Instruções, kits e ferramentas na mesa.  É hora de iniciar a montagem.  Sempre ao som de uma deliciosa seleção musical! Smiley piscando

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Figura 2 – Material para montagem de Ceres no planetário.

O conjunto já montado já possui um peso considerável, pois todo o material é bastante consistente, além do excepcional acabamento.  Coisa pra inglês ver!

Só a título de curiosidade: todo o material é importado de Londres, Inglaterra. Smiley nerd

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Figura 3 – Catracas para o correto movimento orbital de Ceres.

A retirada de todo o conjunto da base para inserção de um novo planeta exige bastante cuidado para não danificar o planetário.  O peso já é bastante considerado! Smiley pensativo

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Figura 4 – Aspecto do planetário retirado da base para inserção do novo planeta.  Cuidado no manuseio.

Abaixo já podemos ver Ceres inserido no planetário, ocupando seu posto de maior objeto do cinturão de asteroides.

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Figura 5 – Ceres inserido no planetário.

A seguir o aspecto geral do planetário após a inserção de Ceres, o primeiro planeta anão.

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Figura 6 – Aspecto geral do planetário após a inserção de Ceres (objeto mais à esquerda).

Concluída mais uma fase, o próximo passo será a inserção do maior planeta do Sistema Solar, Júpiter.  Até lá.  Polegar para cima

Montando o Sistema Solar – 2ª Etapa (Fase 3): Marte

Em mais uma fase de montagem do meu sistema planetário, chegamos a terceira fase da segunda etapa, que contempla o quarto planeta do Sistema Solar.

Marte – o planeta vermelho

Marte é um mundo rochoso em condições extremas, muito parecido com a Terra e que estimula a imaginação.

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Figura 1 – Marte: o planeta vermelho.

Com um tamanho equivalente à metade da Terra e coberto por uma camada de fina areia oxidada, o famoso planeta vermelho é o último dos planetas rochosos que se encontram na zona interior do sistema solar.

O ano de Marte dura 687 dias terrestres o planeta possui uma órbita muito elíptica, fazendo com que sua distância do Sol oscile entre 207 e 249 milhões de quilômetros.  Essa condição faz com que a distância entre Marte e a Terra também varie entre 57 e 99 milhões de quilômetros.  Apesar da diferença no ano, os padrões diários e estacionais são muito parecidos entre Marte e Terra: o planeta realiza uma rotação completa em 24 horas e 37 minutos e possui uma inclinação axial de 25,2º – valor um pouco maior do que o da Terra, que é de apenas 23º.  Em consequência disso, os dois hemisférios se veem expostos alternadamente à luz solar, dando lugar ao seu próprio ciclo de estações, como acontece na Terra.

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Figura 2 – Comparação de tamanho entre os planetas rochosos: Mercúrio (à esquerda), Vênus, Terra e Marte (à direita).

A superfície de Marte nos mostra um mundo envolvido por rochas e tempestades de poeira que costumam escurecê-la periodicamente.  Possui enormes vulcões, muito maiores que os terrestres, como também enormes depressões, mais longa e mais profunda que o Grand Canyon.  Também possui vestígios do que podem ter sido antigos leitos fluviais e inclusive ilhotas formadas por enormes inundações no passado remoto.

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Figura 3 – Aspecto da superfície de Marte.  Bastante parecida com os desertos terrestres.

As luas de Marte: Phobos e Deimos

Em órbita do planeta encontram-se dois satélites de pequeno tamanho e de forma bastante irregular, chamados de Phobos e Deimos.  São corpos cobertos de crateras e que, por sua aparência, talvez procedam do cinturão de asteroides.

Apesar de terem apenas 27 e 15 quilômetros de tamanho, são distinguidos com facilidade no céu marciano.

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Figura 4 – Aspecto dos satélites de Marte: Phobos e Deimos.

O material da terceira fase da 2ª etapa

Mais cinco fascículos para conclusão da terceira fase da segunda etapa.

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Figura 5 – Material de montagem do planeta vermelho.

Com o kit de montagem na mesa e todas as peças à mão, comecei a montagem desmontando o eixo principal do sistema e separando o planeta Terra do sistema provisoriamente.

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Figura 6 – Kit de montagem: ferramentas e peças.

As peças, sempre de excepcional qualidade e acabamento, impressionam-me sempre.

A montagem em si começa a ficar mais complicada, pois o conjunto como um todo começa a ficar pesado, dificultando o manuseio para o acréscimo dos novos planetas.

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Figura 7 – Montando as engrenagens do planeta Marte.

Marte inserido no Planetário

Concluída a montagem das engrenagens, o aspecto final do planetário após a inserção de Marte e seus satélites.

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Figura 8 – Aspecto do planetário após a inserção de Marte.

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Figura 9 – As engrenagens planetárias cada vez mais complexas.

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Figura 10 – Aspecto mais atual do planetário.

Concluída mais uma fase, o próximo passo será a inserção do planeta anão Ceres, localizado no cinturão de asteroides localizados entre Marte e Júpiter.  Até lá. Smiley piscando

Montando o Sistema Solar – 2ª Etapa (Fase 2): Terra e Lua

Dando continuidade a montagem do meu sistema planetário, ao final deste post veremos como está o projeto após a inserção do mais importante planeta de todos: Terra – o nosso lar.

Terra – o nosso lar

Única no nosso sistema solar, a Terra é um mundo propenso à vida, parecendo que foi criada com o objetivo de permitir que a nossa espécie – e outras tantas incontáveis – pudesse existir.

O único planeta conhecido que possui um clima bastante moderado, com mares e vastas extensões de terra firme e um incrível, mas delicado, sistema de alternância de ciclos e equilíbrio entre diversas forças. 

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Figura 1 – Terra vista do espaço.

Vários aspectos tornam o nosso planeta especial e exclusivo no sistema solar:

  • É o único planeta a apresentar placas tectônicas, permitindo regular a temperatura interna do planeta.
  • Possui uma inclinação axial de 23,45º que possibilita, ao longo do período de translação, que primeiro um hemisfério e depois o outro receba uma grande quantidade de luz que, aliado ao período de rotação de apenas 24 horas, permite a alternância de dias e noites, sem as quais a Terra seria um mundo morto, muito mais frio nos polos e tremendamente tórrido no equador.
  • Possui um campo magnético protetor, como uma espécie de couraça que desvia as partículas mais daninhas da radiação solar antes de alcançarem a nossa superfície.
  • E possui um satélite natural – a Lua – relativamente grande em relação ao planeta, protegendo-nos da maioria dos impactos de asteroides, além de promover, aliado a outros fatores, o ciclo das mares na Terra, essencial ao equilíbrio planetário necessário à manutenção da vida.

Situada a 150 milhões de quilômetros do Sol, é o maior dos planetas rochosos.  Suas dimensões excedem um pouco as de Vênus e bastante as de Marte e Mercúrio.  Em comparação ao Sol e até mesmo aos demais planetas do sistema solar, no entanto, nosso planeta não passa de um ponto perdido no espaço. 

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Figura 2 – Concepção artística mostrando a proporção de tamanhos entre o Sol e planetas do sistema solar.

O sistema Terra-Lua

A Lua, satélite natural da Terra, possui um tamanho considerável em comparação ao nosso planeta.  Isso faz com que ambos tenham uma grande influência recíproca e alguns cientistas classificarem a Terra-Lua como um planeta duplo.

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Figura 3 – A Lua.

A Lua tem um tamanho equivalente à quarta parte da Terra, com 1/50 do seu volume e 1/80 de sua massa.  Isto é muito grande para um satélite.

Um dos fenômenos naturais terrestres mais conhecidos e facilmente comprovado por nós são as marés, que acontecem por influência direta da Lua, que provoca uma espécie de abaulamento ocasionado pelo puxão causado pela gravidade do nosso satélite natural.  Na verdade a influência gravitacional é tal que chega a alterar a forma do nosso planeta!  Ou seja: a Terra não seria a mesma sem a Lua.

O material da segunda fase da 2ª etapa

Com quatro fascículos e uma leitura sempre agradável e enriquecedora, as peças para a montagem do sistema Terra-Lua são apresentadas.

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Figura 4 – As peças da segunda fase da etapa 2.

Não deixo de me impressionar com a qualidade do material que compõe as peças do planetário.  Abaixo, em destaque, uma das catracas para mostrar o belíssimo acabamento do produto.

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Figura 5 – Uma das catracas quem compõe a engrenagem do sistema Terra-Lua.

Os planetas de cada kit são exclusivos, pois são pintados a mão, um a um.  Abaixo, o planeta Terra com um excepcional acabamento artístico.

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Figura 6 – O excelente trabalho de pintura à mão do globo terrestre.

Mãos à obra!

Juntadas as peças e as ferramentas necessárias, que incluem chave philips, chaves allens e tesoura, iniciei a montagem das engrenagens do sistema Terra-Lua.  Um trabalho que exige bastante atenção e cuidado, pois algumas peças exigem o lado correto para colocação dos parafusos e os mesmos são muito pequenos, correndo o risco fácil de se perderem.  Para isso, portas e janelas fechadas e um sonzinho suave para acompanhar são pré-requisitos fundamentais. Smiley piscando

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Figura 7 – Parafusando uma das engrenagens.

Ao final de alguns minutos as engrenagens estavam montadas e mais uma vez tive que fazer a desmontagem do eixo central do planetário, o que exigiu bastante cuidado devido as engrenagens dos planetas anteriores, além do peso que já é considerável.

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Figura 8 – As engrenagens já instaladas no eixo central do planetário. Cada vez mais complexo.

Após a inserção das engrenagens, foi a vez de acoplar o braço de sustentação da Terra e da Lua, dando uma beleza particular ao planetário, afinal a Terra é o planeta mais lindo que existe. Polegar para cima


Figura 9 – O sistema Terra-Lua inserido no planetário. 

Afastando-se um pouco, percebemos melhor a inserção do sistema Terra-Lua no planetário e a complexidade de engrenagens que já se mostra visível.

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Figura 10 – O Sol e os três primeiros planetas: Mercúrio, Vênus e o sistema Terra-Lua. Complexidade visível do sistema de engrenagens.

E por último, o aspecto do planetário ao final da montagem das peças da segunda fase da 2ª etapa, que já contém os três primeiros planetas e a primeira lua do sistema solar.

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Figura 11 – Aspecto atual do planetário.

Mais uma fase concluída.  Agora é aguardar o recebimento dos próximos fascículos com novas peças para dar continuidade ao projeto.  Não vejo a hora!

Próximo destino: Marte! Smiley piscando

Montando o Sistema Solar – 2ª Etapa (Fase 1): Vênus

Primeira etapa concluída, agora começa a 2ª etapa do projeto,  a maior das três, com 10 fases no total. 

Neste post mostrarei como está o projeto após a inserção do planeta Vênus e a engrenagem gravada que tem a função muito precisa de comprovar a posição dos planetas em um determinado momento, mas primeiro vamos saber mais um pouquinho sobre o nosso vizinho mais próximo. Smiley nerd

Vênus – o planeta infernal

Apesar de receber o nome da deusa romana do amor e da beleza, Vênus é o mais próximo que se pode imaginar de um mundo infernal, devido a sua atmosfera tórrida, asfixiante e hostil a qualquer forma de vida, mantendo praticamente constante uma temperatura média na superfície de 465º C e uma atmosfera composta na sua maior parte por dióxido de carbono (CO2), que exerce uma pressão sobre a superfície 100 vezes maior que a da Terra, e ácido sulfúrico condensado que provoca chuvas ácidas de grande poder corrosivo. Ou seja, qualquer objeto que alcance a superfície do planeta logo será destruído, queimado e fundido.  Tudo isso ao mesmo tempo!

Vênus situa-se a uma distância média de 108 milhões de quilômetros do Sol e, portanto, a cerca de 48 milhões de quilômetros da Terra em sua maior aproximação.  Sua massa equivale a 0,82 Terras e sua gravidade corresponde a 0,9 da força gravitacional terrestre.  Com um período de translação correspondente a 225 dias terrestres e com uma rotação a cada 243 dias terrestres, em Vênus 1 dia é mais longo que 1 ano! Estranho né?  Estranho também é saber que Vênus gira em direção contrária em relação aos demais planetas (rotação).  É realmente um planeta estranho. Smiley surpreso

Destaque no céu

Depois do Sol e da Lua, é o corpo celeste que mais se destaca no nosso céu nos finais de tarde/início de noite e ao amanhecer, sendo facilmente reconhecido, conforme podemos constatar na imagem a seguir, onde foi fotografado por mim em 04/08/2013, logo após o pôr do Sol.

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Figura 1 – Vênus facilmente destacado no céu logo após o pôr do Sol.

O brilho intenso de Vênus, além da proximidade com a Terra, ocorre pelo fato do planeta ser encoberto por uma grossa camada de nuvens (veja figura 2) que refletem até 80% da luz do Sol que incide no planeta, sendo praticamente impossível visualizar sua superfície sem o uso de equipamentos especiais (veja figura 3).

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Figura 2 – Vênus visto sem o uso de equipamentos especiais.  A grossa camada de nuvens impede a visualização de sua superfície.

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Figura 3 – Aspecto da superfície de Vênus revelado após um conjunto de imagens obtidas por RADAR pelas sondas Magalhães e Pioneer montadas sobre um modelo esférico simulado por computador.

O material da primeira fase da 2ª etapa

Após mais uma leitura prévia nos fascículos correspondentes e juntadas as ferramentas e peças necessárias é hora de continuar a montagem do planetário.  Mãos à obra!

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Figura 4 – Ferramentas e peças para mais uma fase de montagem do planetário.

A montagem dos novos planetas, a partir de Vênus, necessitará efetuar a remoção temporária do eixo central da base do planetário, o que exige cuidado com as peças já montadas anteriormente.  O grau de dificuldade também aumenta, pois tudo tem que ficar perfeitamente encaixado para o correto funcionamento.  Leva um tempinho, exige concentração, mas é muito legal poder fazer tudo isso.  O cuidado maior é não perder nenhuma peça, pois não há reserva.  Algumas peças medem apenas 3 mm.

Vênus fazendo companhia a Mercúrio no Planetário

Após a inserção de Vênus, Mercúrio ganha companhia e já podemos contemplar os “planetas interiores” (aqueles que ficam mais próximos do Sol em relação a Terra).  Também já podemos rotacionar os planetas em torno do Sol e perceber a diferença de velocidade de translação entre Mercúrio e Vênus.  É muito legal poder ver na prática a fração do caminho percorrido por Vênus em sua órbita durante 1 ano do planeta Mercúrio. Smiley nerd

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Figura 5 – Vênus inserido no Planetário, fazendo companhia a Mercúrio.  A engrenagem maior, na posição mais inferior, é a base de cálculo da rotação de todos os planetas e se refere ao planeta Terra, ainda não inserido.

A engrenagem gravada

A engrenagem gravada permitirá conhecer o Sistema Solar em uma determinada data, pois a mesma possui várias indicações que fazem parte de um esquema radial (denominado roseta) composto por 180 linhas separadas por intervalos de 2º, permitindo calcular o ângulo aproximado a partir do qual se olha e determina a posição real, considerando-se três datas chaves importantes: 1ª) a posição dos planetas segundo a Estrela de Belém; 2ª) a posição dos planetas em 1º de janeiro de 2000 (novo milênio); e 3ª) a posição dos planetas com a data da resolução do IAU (24 de agosto de 2006).

Abaixo o aspecto geral do planetário já incluindo o Sol, Mercúrio e Vênus.

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Figura 6 – Aspecto do planetário ao final da primeira fase da segunda etapa.

Mais uma fase concluída.  Agora é aguardar o recebimento dos próximos fascículos com as peças que faltam para a conclusão da próxima fase: o planeta Terra e sua Lua.  Não vejo a hora! Smiley piscando

Montando o Sistema Solar – 1ª Etapa: O Sol e Mercúrio

Continuando a sequência de posts que dedicarei a mostrar o trabalho de montagem do meu planetário do Sistema Solar, abordarei neste tópico a primeira etapa da montagem, que constitui na base, eixo central, o Sol e o primeiro planeta: Mercúrio.

Antes de pôr a mão na massa, logicamente, tive que ler os fascículos correspondentes a cada etapa/fase, o que na primeira etapa corresponde aos 4 primeiros fascículos.

É muito legal, mesmo para mim, acostumado a esse tipo de leitura técnica, poder “viajar” pelo Sistema Solar, sempre aprendendo algo novo, e apreciando belas imagens do nosso universo. 

Pois é, os fascículos não trazem apenas as instruções para montagem de cada etapa, mas também um pouco de cada corpo celeste do Sistema Solar, com informações, imagens, curiosidades, etc.  A leitura, assim, torna-se uma prazerosa obrigação. Smiley nerd

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Figura 1 – Estudando as instruções de montagem.

O Sol

Não é por acaso que este corpo celeste dá nome ao nosso sistema planetário.  Sozinho, ele contém 98,4% de toda a massa do sistema solar e controla o movimento pequenos fragmentos que constituem os planetas e os diversos satélites, proporcionando toda a energia para uma girão do espaço que varia entre 15 e 20 bilhões de quilômetros de diâmetro.

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Figura 2 – O Sol.

Nosso Sol localiza-se a acerca de 27.000 anos-luz do centro da nossa galáxia: Via Láctea.  A distância média até o nosso planeta é de 150 milhões de km, ou 8 minutos-luz (tempo que a luz do Sol leva para chegar até nós), e possui uma massa equivalente a 333 mil planetas Terra.

A temperatura do Sol varia de 5.500º C na superfície até cerca de 15.000.000º C no núcleo, sendo composto basicamente de Hidrogênio (92,1%), Hélio (7,8%) e outros elementos (0,1%).  Estima-se que o Sol ainda levará 5 bilhões de anos até consumir todo o seu combustível nuclear para depois morrer.

Mercúrio – o primeiro planeta

É o menor de todos os planetas do Sistema Solar, com um tamanho pouco maior que nossa Lua, estando privado de atmosfera e com a superfície coberta de crateras.

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Figura 3 – Mercúrio, o menor dos planetas.

Mercúrio está localizado a 58 milhões de km do Sol e possui uma gravidade de 0,3 vezes, comparada a gravidade terrestre, ou seja, lá todos os corpos possuem cerca de 3 vezes menos o peso que teria na Terra.  Não possui luas e seu período de translação (ano) corresponde a apenas 88 dias terrestres.  A temperatura em Mercúrio varia de 170º C negativos (noite)  a 430º C (dia).

Devido ao seu tamanho e também pelo fato de nunca se separar mais de 28º do Sol não é fácil observar Mercúrio a partir da Terra, pois apenas no pôr do Sol ou no nascer do Sol é que temos a oportunidade de ver seu brilho no céu, e mesmo assim nada diferente de outras estrelas, necessitando de conhecimento exato de sua posição no céu.

A placa base

Então, após a montagem das peças correspondentes a primeira etapa do planetário, já podemos ter uma ideia do projeto.

Primeiramente foi montada a placa base do planetário.  É ela quem sustenta todo o sistema através do eixo central. 

A placa base possui a data gravada de 24 de agosto de 2006 (data da resolução da IAU).  Isto já identifica todo o planetário como um objeto para colecionadores, com edição limitada.

Graças as gravações na placa base será possível seguir o trajeto dos planetas através das constelações do céu noturno, pois o seu anel móvel permite compensar a posição mutável da Terra em relação às estrelas.

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Figura 4 – A placa base do planetário: o mapa para seguir o trajeto dos planetas.

O Sol e Mercúrio no Planetário

Com a montagem da placa base e do eixo central, foi a vez da inserção do Sol e do planeta Mercúrio no planetário, dando o primeiro aspecto visual do projeto.

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Figura 5 – O Sol e Mercúrio inseridos no planetário.

Neste momento já é possível rotacionar o planeta em torno do Sol, mas ainda sem a noção proporcional de seu período de translação, devido a falta dos demais planetas.

Abaixo, o aspecto geral do planetário ao final da primeira etapa.

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Figura 6 – Aspecto do planetário ao final da primeira etapa de montagem.

Devo dizer que o trabalho de leitura e montagem do planetário está sendo muito prazeroso para mim.  Poder perceber, através das engrenagens, toda a complexidade dos movimentos dos planetas é algo realmente incrível.

A qualidade do material das peças que compõe o planetário é impressionante.  A precisão dos engates mostra o esmero do criador do projeto em entregar aos colecionadores um produto de excepcional qualidade.

Por enquanto é só, mas logo logo um novo post será publicado para mostrar o início da montagem da segunda etapa, que será composta de várias fases, começando pela que colocará o próximo planeta: Vênus.  Até lá! Smiley piscando