Soluções Microsoft x Software Livre: O TCO venceu

A partir de 11 de novembro de 2016, os software e serviços da Microsoft substituirão o programa de “software livre” que nunca vingou, desde sua implantação imposta pelo governo em 2003.

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Figura 1. Produtos Microsoft voltarão a ser utilizados pelo governo brasileiro.

Sendo assim, os órgãos integrantes do SISP – Sistema de Administração dos Recursos de Tecnologia da Informação – deverão encaminhar manifestação de interesse em adquirir diversas soluções da Microsoft, que pode incluir produtos como: Microsoft Office (Word, Excel, PowerPoint etc.), Windows Professional, Windows Server e Client Access Licence, por meio de licenças perpétuas e subscrições, para atendimento das demandas dos órgãos participantes.

Durante mais de uma década a aquisição de produtos de software da Microsoft foi vista pelo governo brasileiro como um “símbolo de gastança”, mas a verdade que que o “software livre” nunca significou “gratuidade” e – no final das contas – o Custo Total de Propriedade – TCO (Total Cost of Ownership) comprovou que usar soluções baseadas em código aberto não é – e nem nunca foi – sinônimo de menor custo.

A política de adoção de “software livre” no governo sempre foi controversa, pois nunca foi adotada por organismos poderosos como Receita Federal e Banco Central, além dos bancos oficiais. Até mesmo o Ministério do Planejamento, desde o ano passado, já desobedecia a política da STI (Secretaria de Tecnologia da Informação) em prol do uso de “software livre”, quando comprou soluções e serviços da Microsoft.

Recentemente a Microsoft anunciou a escolha e a criação em Brasília do seu “Centro de Transparência”, que tem por finalidade a segurança cibernética e a troca de informações com governos da América Latina sobre a origem de ataques virtuais.

Fonte da informação: Convergência Digital

Pointing up Explicando: O TCO (Custo Total de Propriedade, tradução de Total Cost of Ownership) é um sistema de cálculo destinado à avaliação da relação custo x benefícios relacionados à compra de componentes para a gestão de TI (Tecnologia da Informação). O conceito foi inicialmente desenvolvido pelo Gartner Group, sendo que hoje existem diversas variantes que oferecem maior o menor sofisticação. O objetivo deste cálculo é a obtenção de um número que contemple todos os custos envolvidos ao longo do ciclo de vida de uma solução de TI.

Por exemplo: Uma solução de “software livre” é interpretada erroneamente – por muita gente do ramo de TI, inclusive – como algo que implica na redução de custos em detrimento o uso de soluções proprietárias, como os produtos da Microsoft.  Acontece que o uso de solução baseada em “software livre” exige o custo extra de profissionais qualificados para o desenvolvimento, suporte e manutenção das soluções, entre outras variáveis, o que é comprovadamente menos eficiente na relação custo x benefício final.

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Microsoft Lumia 950 com Windows 10 Mobile: primeiras impressões

Neste artigo vou relatar minha análise inicial do novo smartphone top de linha da Microsoft, o Lumia 950, criado para ser o smartphone mais produtivo e que trabalha como um PC através do exclusivo Modo Continuum do Windows 10 Mobile.

Primeiramente a aquisição do produto no exterior me fez esperar – ansiosamente – por 30 dias. Essa foi a parte que eu não gostei. Pois é… Apesar do site da Microsoft Brasil anunciar que o produto chegará ao nosso país, até agora só temos um aviso de “em breve” e nada mais. Não teve outro jeito: tive que importar o produto! Ainda há dúvidas se este produto realmente será comercializado por aqui – espero que sim. Atualmente as condições econômicas de nosso país não estão nada favoráveis, infelizmente. Mas, com a Internet e os serviços de compras internacionais dá pra escapar.

Com o produto em mãos pude constatar sua qualidade, até então apenas “sentida” em fotos e vídeos pela Internet e opinião de terceiros. O que dizer do produto então?

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Figura 1 – Microsoft Lumia 950 usando Windows 10 Mobile.

Bom, se o Sistema Operacional Windows 10 Mobile já roda muito bem em aparelhos com 1 GB de RAM, imagina neste aparelho que possui 3 GB de RAM e 32 GB de espaço para armazenamento interno, sem contar na possibilidade de uso de cartão de memória de 200 GB. A fluidez do sistema é total, aliado ao seu poderoso processador de seis núcleos a 1800 MHz!

Seu display é um show a parte em qualidade gráfica – com absurdos 564 dpi – brilho e contraste de cor, o que permite uma perfeita visibilidade mesmo em ambiente de intensa luz solar, além de fácil limpeza e amplo ângulo de visão, possui a proteção Gorilla Glass 3. O melhor display que já vi até agora num smartphone! Possui tecnologia AMOLED, ClearBlack, com controle automático de brilho e tela capacitiva multiponto ultrassensível.

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Figura 2 – Aspecto geral do display do Microsoft Lumia 950 e interface do Windows 10 Mobile.

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Figura 3 – Aspecto da interface “Todos os aplicativos” do Windows 10 Mobile no Microsoft Lumia 950.

O acabamento do produto é muito bom, os botões laterais dão um charme a mais ao produto. A capa traseira, que pode ser facilmente trocada, também possui um aspecto visual muito bom, além de ótima pegada. O aparelho é bastante leve e fino para um aparelho com 5,2 polegadas de tela, pesando apenas 150 gramas. Gostei bastante da pegada e do peso do aparelho. Pra quem só viu o produto em fotos e vídeos eu afirmo: o produto é realmente top.

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Figura 4 – Aspecto dos botões laterais do Microsoft Lumia 950.

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Figura 5 – O Microsoft Lumia 950 possui uma tela de 5.2” e boa pegada.

O aparelho possui um sistema de reconhecimento de íris para identificação do usuário – o Windows Hello – que tenho usado bastante – até já me viciei, deixando de usar o teclado para a senha de acesso – e que tem funcionado melhor do que eu esperava, uma vez que uso óculos de grau e durante o “cadastro” da íris o sistema recomendou a retirada dos óculos – que logicamente não obedeci – mas mesmo assim o funciona satisfatoriamente, inclusive em ambiente sem luz! Quando, por algum motivo – que pode ser distância ou alinhamento – o Windows Hello não reconhece a íris, o teclado é habilitado para a inserção manual da senha de acesso. Mas, como citei, tenho usado pouco a inserção manual – geralmente após o aparelho ser reiniciado há a necessidade de informação do PIN manualmente – pois já me acostumei com a facilidade do Windows Hello.

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Figura 6 – O reconhecimento de íris do Microsoft Lumia 950 em ação.

O que senti falta no aparelho – em relação ao meu Lumia 925 anterior com Windows Phone 8.1 – foi o recurso de duplo toque na tela para ativar o desbloqueio. Aliado ao Windows Hello este recurso seria muito mais prático do que pressionar o botão lateral do aparelho. Também tenho estranhando a ausência de outro recurso que eu usava – e gostava – bastante: virar o aparelho para silenciar uma chamada que não desejava atender. Espero que uma atualização futura do firmware possa trazer estes recursos ao aparelho.

Falando um pouco das câmeras, as mesmas são um show à parte! A traseira, com 20 megapixels, lentes Zeiss e tecnologia PureView possui abertura f/1.9, distância focal de 26 mm e sensor retroiluminado com 1/6.1 cm de tamanho e sistema de flash natural, com três leds. O sistema de foco pode ser manual ou automático e permite focalizar um objeto com até 10 cm de distância. É simplesmente espetacular!

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Figura 7 – Aspecto traseiro do Microsoft Lumia 950 e o detalhe de sua câmera PureView com lestes Zeiss e sensor de 20 megapixels com flash triplo led natural.

A qualidade das imagens é simplesmente incrível. As fotos podem ser salvas em formato JPG e também RAW (DNG), o que adorei, pois como sou amante da fotografia, adoro fotos com a alta qualidade que só um arquivo RAW pode proporcionar. Em termos de gravação de vídeo, aí é imbatível: filma em 4K e 30 fps, com estabilização óptica e quatro microfones. Com certeza o Lumia 950 se tornará minha nova câmera para o registro fotográfico do cotidiano.

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Figura 8 – Exemplo de uma foto do tipo JPG tirada com o Microsoft Lumia 950 durante o anoitecer.

A câmera frontal também dá um show. Com resolução Full HD para gravação de vídeo, tem 5 megapixels de resolução para fotos, com lente grande-angular e abertura f/2.4. Não é qualquer câmera fotográfica de bolso que possui essa abertura de lente não!

E os sensores? Bom, o Lumia 950 possui barômetro, giroscópio, SensorCore, acelerômetro, magnetômetro, sensor de proximidade e sensor de luz ambiente. Tá bom pra você? Pra mim tá ótimo!

Quanto a usabilidade, sua bateria de 2900 mAh segura bem o dia. E olha que todos os recursos do aparelho ficam ligados o tempo todo comigo: dados da rede celular, Wi-Fi, Bluetooth, Windows Hello, brilho automático da tela e aplicativos em segundo plano, como Skype e Mensagens, Calendário, Outlook, MSN Notícias, Twitter, Disqus, MyTube e aplicativos de blogs especializados em tecnologia. A bateria é substituível.

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Figura 9 – Curtindo minhas músicas no Deezer usando o Microsoft Lumia 950 pra se conectar com a caixa de som portátil da Sony via Bluetooth.

A carga rápida da bateria esquenta o aparelho e por isso estranhei um pouco na primeira vez, mas depois que atinge cerca de 50% da carga em incríveis 30 minutos a temperatura abaixa e depois que atinge 100%, mesmo conectado, a temperatura cai para a normal de uso, ou seja, quase imperceptível. Considerando que na minha região a temperatura é bem elevada, considero aceitável, apenas estranhei a primeira vez.

Em relação a minha experiência com o Windows 10 Mobile ainda estou me acostumando com todos os seus recursos, em relação ao Windows Phone 8.1 que usava anteriormente com o Lumia 925. Muita coisa avançou e aproximou a experiência com o sistema em relação à versão para PC, notebooks e tablets, o que é muito legal, pois adoro a integração entre sistemas e a sensação de continuidade na usabilidade proporcionada.

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Figura 10 – Na sala ou no quarto, vejo minhas fotos diretamente na TV via rede Wi-Fi a partir do aplicativo Lumia Play To.

O sistema é fluido e sem travamentos, mas tenho sentido falta da integração dos eventos do Calendário marcados como “Busy” (ocupado) com o modo “Quiet Hours” da Cortana. Adorava usar este recurso no Windows Phone 8.1 para evitar o recebimento de chamadas e mensagens indesejadas em eventos específicos, como reuniões, palestras e eventos agendados marcados com o status de ocupado. Espero que nas futuras atualizações do Calendário este importante recurso retorne ao Windows 10 Mobile.

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Figura 11 – Ao ligar o veículo o sistema Sync do carro (também Microsoft) ativa o Bluetooth do Microsoft Lumia 950 automaticamente, permitindo os comandos de voz para ativar o telefone ou mesmo para ouvir músicas a partir do celular.

Ainda não tive a oportunidade de usar o Lumia 950 no modo Continuum, o que espero fazer posteriormente, quando relatarei aqui a experiência.

Minha avaliação final do produto? Espetacular! Realmente, top de linha nos recursos e também no acabamento. Que o Windows 10 Mobile atinja um novo patamar em recursos, usabilidade e integração com a versão de aniversário prevista para o início de agosto. Já estou ansioso pela atualização!

Inteligência Artificial: a exterminadora de privacidade

A Internet – ainda – é um território livre, mas está cada vez mais acirrada a briga entre as gigantes do setor para “conhecer os hábitos” do internauta a ponto de invadir sua privacidade usando-se de argumentos aparentemente revolucionários e que trarão sempre vantagens para as pessoas.

O problema é que toda evolução tecnológica desenvolvida sob pretextos nobres no mundo virtual tem um propósito financeiro e de domínio do setor, sendo imposta ao usuário – sempre em conta gotas para uma melhor absorção e sem grande percepção. Mas será que realmente o objetivo é realmente nobre? Será que precisamos realmente de uma intervenção tão presente em nossas vidas, em tudo que fazemos, mesmo nas coisas mais despropositadas, como uma simples navegação pela Internet? Eu penso que não, e chego a me assustar com tamanho avanço que o ser humano atingiu no desenvolvimento da Inteligência Artificial – IA – num espaço de tempo tão curto e aplicado ao mundo virtual no qual estamos apenas engatinhando – a Internet como conhecemos tem apenas 20 e poucos anos.

Não sejamos ingênuos. Sabemos que estamos expostos desde o primeiro momento que entramos na nuvem da Internet. Desde o nosso endereço virtual – o número IP de nossos dispositivos no momento que estamos conectados, aliado ao GPS, que permite saber em que parte do planeta estamos – até aquilo que desejamos expor conscientemente através de nossas redes sociais – e também de forma inconscientes, quando nos rendemos às tentações do “saiba aqui o significado do seu nome” ou mesmo “encontre aqui a sua cara metade”, tudo o que fazemos na nuvem pode ser medido, analisado, espionado e, com certeza, armazenado – inclusive com a tecnologia atual tudo quanto é informação já pode ser totalmente armazenada, sem a necessidade de descartar nada, por mais insignificante que possa parecer a informação. É o preço que se paga para ter em troca o mundo ao toque da tela de nossos dispositivos, mas daí estarmos a mercê de robôs cada vez mais inteligentes, analisando tudo que publicamos – e até mesmo o que pensávamos em publicar e que acabamos desistindo ou mesmo imaginar o que estamos a escrever – é algo realmente intimidador, no mínimo.

Esta semana, uma das gigantes da Internet atual – o Facebook – anunciou o seu “robô” com Inteligência Artificial, chamado DeepText.

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Figura 1 – DeepText é o novo robô com Inteligência Artificial desenvolvido pelo Facebook.

Segundo a empresa, o texto é a forma predominante de comunicação no Facebook – daí o uso cada vez maior de aplicativos de troca de mensagens como Skype, WhatsApp, Telegram, Viber, Messenger e outros –, então é importante para a companhia compreender as várias maneiras que o texto é usado nos seus produtos – rede social e o Messenger – e como isso poderá ajudar a melhorar a experiência das pessoas com seus produtos. Uma das vantagens, segundo o Facebook, seria até mesmo a eliminação de Spam na rede social.

O DeepText é um robô com IA avançada, desenvolvido para cada vez mais compreender e aprender, com base no texto digitado pelos usuários, com precisão quase humana – reparem bem: precisão quase humana – o conteúdo de milhares posts por segundo, abrangendo inicialmente mais de 20 idiomas.

A tecnologia DeepText já está sendo testada em algumas experiências de Facebook. No caso do Messenger, por exemplo, DeepText será usado para obter uma melhor compreensão de quando alguém pode querer ir a algum lugar.

Também estão começando a usar modelos de DeepText de alta precisão e multi-linguagem para ajudar as pessoas a encontrar as ferramentas certas para sua finalidade. Por exemplo, alguém poderia escrever um post que diz: “Eu gostaria de vender minha bicicleta velha por R$ 200, alguém interessado?”. DeepText seria capaz de detectar que o post é sobre a venda de algo, extrair as informações significativas, tais como o objeto que está sendo vendido e seu preço e pedir ao vendedor para usar as ferramentas existentes que facilitam essas transações através do Facebook.

O DeepText tem o potencial para melhorar ainda mais a experiência do Facebook em compreender as mensagens cada vez melhor para extrair a intenção, sentimento e entidades (por exemplo, pessoas, lugares, eventos, etc.), usando sinais contraditórios de conteúdo como texto e imagens, e automatizando a remoção de conteúdo censurável como spam.

E o projeto do Facebook não para por aí! Os próximos passos do DeepText são:

Interesse em melhor compreender as pessoas
Compreensão conjunta do conteúdo textual e visual
Novas arquiteturas de rede neural profunda

Empresas como Google, Facebook e Microsoft investem pesado em evoluir a capacidade de as máquinas pensarem.  Do outro lado, há os que veem um risco sério na evolução desenfreada da IA, que poderia colocar em risco o futuro da humanidade. O físico Stephen Hawking, por exemplo, vê sérios riscos no desenvolvimento de inteligência artificial além do patamar que temos atualmente. Segundo o cientista, formas primitivas de inteligência artificial criadas até hoje são comprovadamente úteis – ele mesmo se comunica atualmente através de um sistema baseado em IA – mas ele teme as eventuais consequências de se criar algo que possa superar o pensamento do ser humano, acreditando que isso poderá evoluir por si mesmo e se redesenhar de forma contínua e crescente, superando inclusive a lenta evolução biológica dos seres humanos, que não poderiam competir de igual pra igual e, portanto, logo seriam sobrepostos.

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Figura 2 – O físico Stephen Hawking mostra-se preocupado com o avanço da Inteligência Artificial além dos moldes atuais.

A coisa é séria! O próprio Google decidiu tomar precauções, caso suas máquinas se rebelem! A DeepMind, adquirida pela companhia em 2014 e que se tornou seu braço de IA, criou medidas de segurança para que operadores humanos possam, em caso de necessidade “tomar controle de um robô que não esteja se comportando e que possa causar consequências irreversíveis”. Smiley surpreso

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Figura 3 – Ilustração baseada no filme: O Exterminador do Futuro.

Imaginar que chegamos ao ponto de a vida imitar a arte ao nível do filme “O Exterminador do Futuro” é algo, realmente, assustador não? O que você acha a respeito? Deixe sua opinião a respeito aqui no site.

Snowden ataca novamente: e desta vez o alvo é a Google

O sucesso do aplicativo de mensagens – que na verdade não é só de mensagens – WhatsApp acendeu o sinal de alerta na Google, que acaba de apresentar um concorrente aos produtos do Facebook (WhatsApp e Facebook Messenger) e também Telegram, demonstrando que a gigante também vacila e às vezes tem que correr atrás de outros produtos de sucesso – isso quando não consegue comprá-los. Pois bem, esse novo produto chama-se Allo, anunciado durante o evento Google I/O 2016.

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Figura 1. Mensageiros digitais estão entre os aplicativos para smartphones mais utilizados na atualidade.

Usando sua velha tática de marketing, a Google apresenta um produto com “grandes diferenciais” no aspecto de inteligência artificial, com a justificativa de que o aplicativo “aprenderá mais com o uso e o passar do tempo”, e na análise de dados, para “conhecer melhor” seus usuários e oferecer sempre bons produtos e serviços. A Google gosta tanto de “inventar” pra se mostrar diferente, que até mesmo criou a expressão Expressions no aplicativo, uma espécie de solução própria para os conhecidos Emoticons e Stickers.

E o que o Snowden – o homem que revelou o escândalo global de espionagem e monitoramento mantido pela NSA (Agência de Segurança Nacional dos EUA) – tem a ver com isso?

É que o Snowden se autotransformou numa espécie de “protetor” e “defensor” dos frágeis usuários da Internet – quais serão os seus reais interesses, hein? – contra a invasão de suas privacidades, chegando ao ponto de publicar na sua conta oficial no Twitter a recomendação para que as pessoas não utilizem o novo aplicativo da Google, conforme imagem a seguir.

Post do Snowden no Twitter
Figura 2. Mensagem do Edward Snowden na sua conta do Twitter alertando contra o uso do novo aplicativo de mensagens digitais da Google devido a falta de segurança.

Como assim?!?!?

O principal motivo da recomendação do Snowden para não se usar o aplicativo é a ausência de criptografia ponta a ponta por padrão no serviço de mensagens da Google, tornando-o altamente perigoso e inseguro, devendo ser evitado. Pelo menos por enquanto.

Mas não é só o Snowden que defende que os usuários não utilizem o novo produto da Google. Especialistas em segurança alertam para o fato de as conversas e imagens trocadas pelo aplicativo serem “cuidadosamente” analisadas nos servidores da Google, com o objetivo de cada vez mais “aprender” sobre os hábitos dos usuários e, com isso, ofertar melhores produtos e serviços. Serão só estas as razões?

Na verdade, não é que o novo produto da Google não possua criptografia. Ele a possui tal qual o produto do Facebook, que utiliza o sistema Signal, da Open Whispers Systems, para proteger as conversas.

A questão alertada por Snowden e especialistas é que o aplicativo do Facebook usa criptografia de ponta a ponta em todas as comunicações, enquanto que no produto da Google o usuário deverá abrir uma janela de bate papo em modo específico, toda vez que desejar que a conversa seja criptografada. Ou seja, não é padrão no aplicativo, tornando-se mais trabalhoso para o usuário implementar no dia a dia, o que não deverá ser utilizado por muitos dos usuários, principalmente aqueles menos avisados.

A Google, como sempre, justifica o uso de dados sobre seus usuários – com a restrição da segurança e privacidade dos mesmos – com a necessidade de seus robôs lerem e interpretarem as mensagens trocadas entre os usuários para desempenhar suas funções “inteligentes”, uma vez que – com a criptografia – não seria possível realizar tal análise de conteúdo, fazendo com que o aplicativo não se tornasse interessante por não favorecer  qualquer retorno financeiro à Google, considerada a empresa mais valiosa do mundo pelo 6º ano, segundo a Forbes.

 

Na minha opinião…

Não devemos nos deixar enganar. Nem a Google e nem o Facebook são “anjinhos” que só pensam no bem estar de seus usuários. Ambas são gigantes empresariais da área de tecnologia nascidas na era da Internet, oferecendo produtos e soluções “gratuitas” aos seus usuários por um lado, mas que necessitam do retorno financeiro a partir desses produtos por outro lado. E de onde essas gigantes arrecadam esses recursos? Ora, da “venda” dos perfis de seus usuários aos seus clientes comerciais, do outro lado da nuvem. É por isso que, cada vez mais, elas precisam “conhecer melhor” seus usuários e seus hábitos. E fazem isso com maestria através de seus mais diversos algoritmos de inteligência artificial aplicado às suas soluções, sendo os aplicativos mensageiros a bola da vez.

Cabem aos usuários conhecimento, informação a respeito dos produtos e serviços utilizados e prudência quando da exposição de suas informações pessoais na grande nuvem que é a Internet.

Nem a Google, nem o Facebook – e demais empresas de tecnologia, como a Microsoft, a Apple, AOL, Yahoo, etc. – são bichos papões e nem devem ser encaradas como verdadeiros diabos do mundo digital, afinal de contas tudo é negócio: oferecem produtos gratuitos – que agradam os usuários – mas que deverão gerar recursos financeiros. Se você não paga pelo serviço de forma direta e consciente, vai pagar de forma indireta – e para muitos, também de forma inconsciente – não se iluda!

O importante não é radicalizar e parar de usar essas soluções por receio de violação de privacidade, mas sim usa-las com propósito e prudência, sabendo das vantagens e consequências, pois como qualquer negócio em que nos metemos, temos que analisar relação custo x benefício. Esta é a regra básica para viver de maneira consciente no mundo virtual.

Como parte do boicote da Google, seus produtos oficiais não são ofertados para a plataforma Windows Phone da Microsoft, o que pode frustrar alguns usuários de smartphones com o sistema Windows que desejarem utilizar o novo aplicativo.  Pra mim, no entanto, não faz qualquer diferença, uma vez que não sou usuário dos produtos de software da Google, não afetando em nada a minha vida pessoal e nem profissional.

Um novo navegador para um Windows universal

Com o lançamento do Windows 10 previsto para o segundo semestre de 2015, a Microsoft apresentará seu novo navegador (codinome de projeto: Spartan) que já tem nome e logotipo oficiais definidos. Chamar-se-á Microsoft Edge e sua logo pode ser vista – e comparada com a logo do atual Internet Explorer – na figura 1. Na imagem, a logo da esquerda é a do atual navegador (Internet Explorer), enquanto a logo da direita é a do novo navegador (Microsoft Edge).

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Figura 1. Logotipos dos navegadores Internet Explorer (à esquerda) e do novo navegador, o Microsoft Edge (à direita).

O Microsoft Edge será um navegador totalmente novo. Nada a ver com o Internet Explorer atual ou do passado. Terá uma interface mais enxuta, no padrão do Windows 10, além de uma performance bastante superior ao atual Internet Explorer e até mesmo dos principais navegadores concorrentes da Microsoft, o que lhe trará grandes chances de sucesso, uma vez que a “lentidão” do atual Internet Explorer em relação a concorrência é um dos principais motivos dos usuários terem optado por outras soluções, fazendo o Internet Explorer perder o posto de navegador mais utilizado.  Com o Edge a Microsoft espera reverter essa situação.

O novo navegador trará como novidade a capacidade de interagir com inking na tela, ou seja, escrita livre e direta no browser através de dispositivos touch, como os tablets Surface, por exemplo. O usuário poderá escrever, marcar, desenhar e rabiscar livremente na página e, se desejar, salvar as alterações como imagem e compartilhar por e-mail, salvar no OneDrive ou no OneNote.

Outra característica muito esperada pelos usuários da Microsoft é a capacidade de seu navegador utilizar “extensões”, como já fazem seus concorrentes Chrome e Firefox. A Microsoft, inclusive, já demonstrou em evento o Edge utilizando uma extensão feita originalmente para o navegador do Google sem qualquer problema. Polegar para cima

Outra grande aposta do novo produto é que o mesmo será totalmente integrado à assistente virtual da Microsoft, a Cortana. A assistente poderá ajudar o usuário a fazer pesquisas no navegador, exibir resultados rápidos e ensinar caminhos e direções automaticamente quando um endereço for pesquisado utilizando-se o Bing, o buscador da Microsoft. Isso deverá proporcionar uma incrível experiência de interação entre o usuário e seu dispositivo.

A Microsoft confirmou que o Edge será capaz de sincronizar senhas usadas anteriormente em sites, favoritos armazenados, guias abertas e histórico de páginas acessadas, ou seja, basta entrar com uma conta para nunca mais se preocupar em realizar o backup do browser quando for trocar de computador ou até mesmo formatar, bastando usar normalmente o navegador que os dados mais importantes estarão seguros na nuvem.

A funcionalidade será ainda melhor para quem possuir um smartphone ou tablet com Windows 10, criando um ecossistema entre os dispositivos para o acesso rápido de dados em qualquer plataforma.

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Figura 2. Aspecto da nova interface do navegador Microsoft Edge. Repare no aspecto mais enxuto e agradável.

Apesar de todas as novidades e da expectativa para os usuários do ecossistema Windows – como é o meu caso –  os donos de aparelhos com Android e iOS não contarão com essas novidades, pelo menos por enquanto. É que a criadora do Windows atualmente não planeja levar seu aplicativo ao sistema operacional da Google ou da Apple, permitindo que apenas os usuários de seu próprio ambiente virtual desfrutem da novidade.

Vem aí o Windows 10 : Uma família de serviços numa única plataforma operacional

Num evento pra lá de aguardado pelos usuários dos produtos Windows e chamado de “The Next Chapter”, ocorrido em 21/01/2015 em sua sede em Redmond, nos Estados Unidos, a Microsoft anunciou as novidades de sua próxima plataforma operacional.

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Figura 1. Windows 10 será multiplataforma e gratuito para usuários desde o Windows 7 durante o primeiro ano.

Numa grande jogada da Microsoft, a empresa convergiu as funcionalidades de suas várias versões Windows – existentes até a versão 8.1 – numa única e multiplataforma, que rodará em seus diversos dispositivos, desde o Surface Hub – uma tela de alta definição de 50 polegadas – até o Windows Phone, o seu smartphone! Isto é um avanço sem precedentes na Microsoft. Uma estratégia bastante ousada e inteligente para consolidar e integrar um único nome – produto – à vida cotidiana das pessoas: Windows, independente de qual dispositivo o usuário esteja utilizando.

Atualização Gratuita

Numa grande jogada para migração rápida e passar a ideia de que o Windows é um serviço, e não um produto, a Microsoft anunciou: o Windows 10 será gratuito para atualização durante o primeiro ano para usuários com licenças do Windows a partir da versão 7.

A empresa promete, a partir do Windows 10, atualizações mais rápidas e um compromisso ainda maior com a privacidade dos usuários, algo que os usuários do Windows Phone 8.1 já vem percebendo de uns meses pra cá.

Entre as principais novidades podemos destacar:

Função Continuum

Útil em dispositivos dois-em-um, permitirá ao usuário alternar entre dois modos de operação diferentes: Modo PC e Modo Tablet, adequando à interface e funcionalidades a cada ambiente operacional. Show! Polegar para cima

Central de Ações

Passa a ser funcional, onde poderemos interagir com um aplicativo diretamente a partir das notificações emitidas, sem necessidade de abrir o aplicativo para pode trabalhar com ele.

Cortana

Chegará definitivamente ao PC, assim como já acontece no Windows Phone, realizando todas as tarefas nos desktops, além de executar ações em segundo plano a partir de comandos de voz numa linguagem muito próxima da humana.

Pesquisa Integrada

Além da busca na Internet, também realizará no próprio dispositivo e também no OneDrive.

Windows Phone

Será possível a customização do plano de fundo com fotos, além de funcionalidades como a listagem dos últimos aplicativos instalados sempre no top do menu de aplicativos. A Central de Ações ganhará novas opções de atalhos e em maior quantidade, além de permitir a interação com as notificações sem necessidade de abrir os aplicativos. Teremos a possibilidade de mover o teclado virtual, além de redimensioná-lo e como uma grande novidade a integração do aplicativo nativo de mensagens ao Skype e um novo Office para dispositivos móveis com diversas novidades para tornar seu uso mais prático.

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Figura 2. Lumia 1520 utilizado para mostrar o Windows 10 rodando num smartphone.

Spartan

Um novo browser foi confirmado – apesar do nome Spartan ainda ser provisório – e com ele será possível salvar páginas para visualização off-line com integração a Cortana.

Novidades em Hardware

As novidades em termos de hardware foram: Surface Hub, que será uma tela de alta definição com 50 polegadas rodando Windows 10 e o HoloLens, os novos óculos de holografia da Microsoft, que permitirão aos usuários criar os mais diversos objetos em holografia e depois imprimi-los em 3D.

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Figura 3. Surface Hub – uma tela de alta definição para apresentações com Windows 10.

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Figura 4. HoloLens – os óculos para manipulação de imagens holográficas.

Novas Metas da Microsoft

E por último foram apresentadas as novas metas da Microsoft a partir de agora: o desejo de estar em todos os lugares com o Windows 10, atraindo as pessoas para o seu sistema operacional com o objetivo de fazer o consumidor “amar” o Windows diariamente.

Eu, particularmente, adorei as novidades. Smiley piscando

Como usuário dos produtos Windows – do sistema operacional no PC, notebook e celular ao OneDrive na nuvem e o Bing como ferramenta de busca, além do Office como produtividade e suas ferramentas de desenvolvimento de sistemas – não poderia estar mais contente com tantas novidades e uma disposição da Microsoft em oferecer cada vez melhores produtos, mais integrados entre si e numa velocidade mais condizente com os avanços tecnológicos que temos no nosso dia. 

Pela primeira vez sinto uma mudança na filosofia da empresa em querer estar mais próxima do usuário, em oferecer produtos com ainda mais qualidade e que realmente sejam úteis no dia a dia, fazendo com que – ao usarmos seus produtos integrados e produtivos – esqueçamos de vez a necessidade de uso de qualquer outra solução apresentada por seus concorrentes.