Um pequeno e pálido ponto azul

Após 19 anos no espaço, a sonda Cassini – da NASA – está em sua última missão na órbita de Saturno, começando, em 26/4/2017, uma série de manobras que a levarão mais próxima do planeta, oportunidade em que explorará seus anéis.

No dia 22/4/2017 Cassini passou pela última lua de Saturno e atingiu a gravidade do planeta, para encerrar sua missão com a execução de 22 órbitas, sendo a última programada para o dia 15 de setembro de 2017, quando deve ser destruída, voando diretamente para a atmosfera de Saturno. Enquanto a sonda sobreviver à gravidade – que será maior a cada órbita – aproveitará para tirar fotos e fazer medições sobre a composição dos anéis de Saturno.

A nave sobreviveu à primeira investida aos anéis e, na oportunidade, registrou uma imagem simplesmente incrível: um pequeno e pálido ponto azul, fielmente acompanhado por outro menor, mais embranquecido. A Terra – nosso lar – e a Lua, distantes mais de 1,2 bilhões de quilômetros.

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Figura 1 – Foto realizada pela sonda Cassini entre os anéis do planeta Saturno no início de sua jornada final, que se encerrará em setembro de 2017. Os pequenos pontos na escuridão são o nosso planeta Terra e a nossa Lua.

Vendo essa imagem, não tem como a gente não parar para pensar a respeito e, assim fazendo, não tem como não se lembrar do que disse o grande astrônomo e cientista Carl Sagan (9/11/1934—20/12/1996), quando, em 14/2/1990, viu uma foto da Terra tirada pela sonda Voyager 1 de uma distância de 6 bilhões de quilômetros da Terra, com uma resolução bastante inferior a esta da Cassini:

“Considere novamente esse ponto. É aqui. É nosso lar. Somos nós. Nele, todos que você ama, todos que você conhece, todos de quem você já ouviu falar, todo ser humano que já existiu, viveram suas vidas. A totalidade de nossas alegrias e sofrimentos, milhares de religiões, ideologias e doutrinas econômicas, cada caçador e saqueador, cada herói e covarde, cada criador e destruidor da civilização, cada rei e plebeu, cada casal apaixonado, cada mãe e pai, cada criança esperançosa, inventores e exploradores, cada educador, cada político corrupto, cada ‘superstar’, cada ‘líder supremo’, cada santo e pecador na história da nossa espécie viveu ali, em um grão de poeira suspenso em um raio de sol”.

Para refletirmos.

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Montando o Sistema Solar – 2ª Etapa (Fase 2): Terra e Lua

Dando continuidade a montagem do meu sistema planetário, ao final deste post veremos como está o projeto após a inserção do mais importante planeta de todos: Terra – o nosso lar.

Terra – o nosso lar

Única no nosso sistema solar, a Terra é um mundo propenso à vida, parecendo que foi criada com o objetivo de permitir que a nossa espécie – e outras tantas incontáveis – pudesse existir.

O único planeta conhecido que possui um clima bastante moderado, com mares e vastas extensões de terra firme e um incrível, mas delicado, sistema de alternância de ciclos e equilíbrio entre diversas forças. 

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Figura 1 – Terra vista do espaço.

Vários aspectos tornam o nosso planeta especial e exclusivo no sistema solar:

  • É o único planeta a apresentar placas tectônicas, permitindo regular a temperatura interna do planeta.
  • Possui uma inclinação axial de 23,45º que possibilita, ao longo do período de translação, que primeiro um hemisfério e depois o outro receba uma grande quantidade de luz que, aliado ao período de rotação de apenas 24 horas, permite a alternância de dias e noites, sem as quais a Terra seria um mundo morto, muito mais frio nos polos e tremendamente tórrido no equador.
  • Possui um campo magnético protetor, como uma espécie de couraça que desvia as partículas mais daninhas da radiação solar antes de alcançarem a nossa superfície.
  • E possui um satélite natural – a Lua – relativamente grande em relação ao planeta, protegendo-nos da maioria dos impactos de asteroides, além de promover, aliado a outros fatores, o ciclo das mares na Terra, essencial ao equilíbrio planetário necessário à manutenção da vida.

Situada a 150 milhões de quilômetros do Sol, é o maior dos planetas rochosos.  Suas dimensões excedem um pouco as de Vênus e bastante as de Marte e Mercúrio.  Em comparação ao Sol e até mesmo aos demais planetas do sistema solar, no entanto, nosso planeta não passa de um ponto perdido no espaço. 

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Figura 2 – Concepção artística mostrando a proporção de tamanhos entre o Sol e planetas do sistema solar.

O sistema Terra-Lua

A Lua, satélite natural da Terra, possui um tamanho considerável em comparação ao nosso planeta.  Isso faz com que ambos tenham uma grande influência recíproca e alguns cientistas classificarem a Terra-Lua como um planeta duplo.

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Figura 3 – A Lua.

A Lua tem um tamanho equivalente à quarta parte da Terra, com 1/50 do seu volume e 1/80 de sua massa.  Isto é muito grande para um satélite.

Um dos fenômenos naturais terrestres mais conhecidos e facilmente comprovado por nós são as marés, que acontecem por influência direta da Lua, que provoca uma espécie de abaulamento ocasionado pelo puxão causado pela gravidade do nosso satélite natural.  Na verdade a influência gravitacional é tal que chega a alterar a forma do nosso planeta!  Ou seja: a Terra não seria a mesma sem a Lua.

O material da segunda fase da 2ª etapa

Com quatro fascículos e uma leitura sempre agradável e enriquecedora, as peças para a montagem do sistema Terra-Lua são apresentadas.

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Figura 4 – As peças da segunda fase da etapa 2.

Não deixo de me impressionar com a qualidade do material que compõe as peças do planetário.  Abaixo, em destaque, uma das catracas para mostrar o belíssimo acabamento do produto.

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Figura 5 – Uma das catracas quem compõe a engrenagem do sistema Terra-Lua.

Os planetas de cada kit são exclusivos, pois são pintados a mão, um a um.  Abaixo, o planeta Terra com um excepcional acabamento artístico.

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Figura 6 – O excelente trabalho de pintura à mão do globo terrestre.

Mãos à obra!

Juntadas as peças e as ferramentas necessárias, que incluem chave philips, chaves allens e tesoura, iniciei a montagem das engrenagens do sistema Terra-Lua.  Um trabalho que exige bastante atenção e cuidado, pois algumas peças exigem o lado correto para colocação dos parafusos e os mesmos são muito pequenos, correndo o risco fácil de se perderem.  Para isso, portas e janelas fechadas e um sonzinho suave para acompanhar são pré-requisitos fundamentais. Smiley piscando

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Figura 7 – Parafusando uma das engrenagens.

Ao final de alguns minutos as engrenagens estavam montadas e mais uma vez tive que fazer a desmontagem do eixo central do planetário, o que exigiu bastante cuidado devido as engrenagens dos planetas anteriores, além do peso que já é considerável.

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Figura 8 – As engrenagens já instaladas no eixo central do planetário. Cada vez mais complexo.

Após a inserção das engrenagens, foi a vez de acoplar o braço de sustentação da Terra e da Lua, dando uma beleza particular ao planetário, afinal a Terra é o planeta mais lindo que existe. Polegar para cima


Figura 9 – O sistema Terra-Lua inserido no planetário. 

Afastando-se um pouco, percebemos melhor a inserção do sistema Terra-Lua no planetário e a complexidade de engrenagens que já se mostra visível.

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Figura 10 – O Sol e os três primeiros planetas: Mercúrio, Vênus e o sistema Terra-Lua. Complexidade visível do sistema de engrenagens.

E por último, o aspecto do planetário ao final da montagem das peças da segunda fase da 2ª etapa, que já contém os três primeiros planetas e a primeira lua do sistema solar.

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Figura 11 – Aspecto atual do planetário.

Mais uma fase concluída.  Agora é aguardar o recebimento dos próximos fascículos com novas peças para dar continuidade ao projeto.  Não vejo a hora!

Próximo destino: Marte! Smiley piscando