As TVs modernas e os truques dos fabricantes para atrair os consumidores

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Nos últimos anos temos sido favorecidos com inúmeras ofertas de TVs com os mais variados recursos tecnológicos que, por vezes, deixa-nos mais confusos na hora da escolha.

Um dos aspectos mais levados em consideração, hoje em dia, é o chamado recurso motion resolution, que indica, teoricamente, a capacidade da TV em evitar o efeito ou sensação humana (variada de pessoa para pessoa) de que a imagem não apresenta uma boa definição na transição dos quadros que a compõe.

Sabemos que, por padrão, os sinais de TV são transmitidos numa taxa de 30 quadros por segundo, ou seja, uma sequência de imagens estáticas que são alteradas 30 vezes por segundo, dando a sensação de movimento. Sabemos, também, que as TVs padrão operam numa taxa de atualização de tela na ordem de 60 vezes por segundo (são os conhecidos 60 Hz). Desta forma as TVs repetem cada quadro recebido para atingir o total de 60 quadros por segundo.

O problema com as TVs modernas (LCD e Plasma) é que alguns usuários (não todos, pois depende da sensibilidade visual de cada pessoa) podem perceber uma espécie de “mancha na imagem” durante a transição dos quadros, principalmente em cenas de movimentos rápidos.

Para reduzir esse efeito, os fabricantes de TVs LCD passaram a usar o recurso de “criação de um quadro extra” entre os quadros recebidos para diminuir o tempo de transição da imagem, favorecendo um melhor conforto visual àqueles usuários com visão mais apurada. Desta forma, uma taxa que antes era 60 Hz passa a ser 120 Hz.

É este recurso, portanto, que diferencia as TVs de LCD atualmente, sendo anunciado pelos fabricantes que quanto maior a taxa de atualização (medida em Hz), melhor a qualidade da imagem. A disponibilidade deste recurso impacta, também, no preço final do produto.

Acontece, no entanto, que a simples apresentação do número 120 Hz (ou mesmo 240 Hz, 480 Hz ou 600 Hz) não indica que o fabricante da TV utiliza uma escala padronizada e universal, pelo contrário, fabricantes distintos utilizam processos distintos para tentar atingir o objetivo de melhorar a imagem ao usuário final.

É neste sentido que começa o marketing de cada empresa, tentando vender a ideia aos usuários de que quanto maior a taxa de atualização da sua TV melhor será a qualidade da imagem final obtida. Mas nem sempre é isto que acontece.

Uma das formas de reduzir a indefinição da imagem é a chamada MEMC (Motion Estimation-Motion Compensation), ou seja, utilização do recurso de interpolação de uso, criando um quadro extra entre cada um dos quadros originais. Este quadro é criado através de um algoritmo próprio definido pelos laboratórios das empresas fabricantes e funciona, na prática, como uma espécie de melhor palpite do processador utilizado pela TV para definir o que deve existir entre um quadro original e outro, baseado no quadro anterior e posterior.

Desta forma, nas TVs de 240 Hz, por exemplo, para cada quadro verdadeiro existem três quadros interpolados. Fabricantes como a Sony e a Samsung utilizam-se do MEMC, tanto nos modelos 120 Hz como 240 Hz.

Outros fabricantes, como a LG, Toshiba e Vizio, usam a tecnologia chamada Scanning Backlight. Esta tecnologia, em vez de uma segunda interpolação, usa o MEMC uma vez para atingir os 120 Hz e, a partir daí, uma combinação com uma luz que pisca muito rapidamente para “simular” uma taxa de atualização de 240 Hz.

Começam aí os cuidados do consumidor ao adquirir um produto levando em conta este aspecto da tecnologia. Neste sentido a Toshiba está tendo o cuidado em anunciar seus produtos ao destacar “Efeito 240 Hz”, para descrever seu método de varredura, baseado em Scanning Backlight.

Analistas do assunto ainda não afirmam que uma forma ou outra seja a melhor, pois tudo é relativo e depende muito da capacidade de cada usuário. Testes com vários usuários confirmaram que a partir de 120 Hz é praticamente imperceptível a diferença entre a qualidade das imagens, mas sempre pode haver aquele usuário mais com sensibilidade visual mais forte a ponto de realmente detectar diferenças entre taxas de varredura de 120 Hz para 240 Hz ou superiores. Já são uma minoria aqueles que percebem diferenças entre 60 Hz e 120 Hz, segundo análises efetuadas.

Segundo alguns analistas, em vez de os fabricantes tentarem vender seus produtos baseados nos números 120 Hz, 240 Hz ou até mesmo 600 Hz, deveriam informar para seus usuários a distância entres os pixels das telas das TV (pixel pitch), como uma medida de quão boa será a imagem de suas TVs.

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