2020: O ano para adotarmos o verdadeiro comportamento digital

O dado de um relatório da Panorama Research deste ano (2020) deixou-me boquiaberto e pensativo: Apenas 4% das organizações brasileiras possuem comportamento digital! Inacreditável, né? 😮

Em plena era da informação, infelizmente para muitos, a condição de se ter um verdadeiro comportamento digital parece ser algo além de suas capacidades. Para esses, até mesmo considerar seus smartphones como instrumentos de apoio às atividades cotidianas pessoais e profissionais é algo inimaginável ou complicado demais. Para essas pessoas, mais cedo ou mais tarde, chegará o momento da cobrança pela falta de adaptação ao mundo digital.

Mas, e as organizações? Podem se dar ao luxo de escolher estar ou não em sintonia com as exigências da era da informação e do conhecimento? Sobreviverão fora desse contexto? O dado bastante representativo – negativamente falando – da pesquisa da Panorama Research e o caos em termos logísticos que vivenciamos durante a crise da pandemia da COVID-19 parecem confirmar a perigosa situação em que nos encontramos.

O pânico que tomou conta de todos com relação à COVID-19 – em especial no momento de pico da pandemia – não deveria ter afetado tão negativamente a logística das organizações, caso as mesmas possuíssem o chamado ‘comportamento digital’.

Home Office: um modelo de trabalho eficientemente comprovado no mundo todo e que pode atingir grande parcela dos setores das organizações, contribuindo para a adoção da cultura digital.

No Brasil, infelizmente, por trás da onda politizada do “fique em casa” também se instalou a onda do “parar de trabalhar e de estudar”, até que a desacreditada OMS (Organização Mundial de Saúde) possa decretar o fim da pandemia, mesmo quando uma parcela significativa da força de trabalho das organizações poderia simplesmente ter migrado imediatamente a logística de trabalho para o modelo de home office (uma realidade em várias empresas no mundo todo, desde antes da pandemia de 2020). Em relação às escolas e universidades, a adoção imediata do modelo de ensino à distância (algo existente há décadas, antes mesmo da era da Internet) deveria ter sido a atitude correta a se adotar. Mas não foi o que aconteceu. Não havia o preparo digital mínimo das pessoas e nem das organizações. A crise de 2020 mostrou o quanto a maioria das organizações possui uma cultura ainda distante daquilo exigido num comportamento digital: preparação e estratégia.

A maior parte do modelo de ensino no Brasil pode adotar os recursos digitais e o ensino à distância.

Em outro estudo recente (2020) do Grupo Cia de Talentos, os dados revelam que somente 36% dos profissionais de alta liderança “acreditam” que suas organizações têm culturas digitais. E isso é pouco. O despreparo é grande. E a falta de investimento no desenvolvimento dos colaboradores também. Segundo o Banco Mundial, apenas 3% das organizações investem no desenvolvimento de seus colaboradores.

Independente do ramo, as organizações devem pensar seus negócios a partir de um ponto de vista tecnológico e que levem em conta os comportamentos digitais no dia a dia, desenvolvendo, de forma natural, uma cultura organizacional voltada para o mundo de hoje e preparada, estrategicamente, para um mundo de amanhã cada vez mais digital.

Esta minha análise e opinião foi baseada a partir da leitura de um editorial da EximiaCo.

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