OSIRIS-REx – Missão Cumprida!

Em 20 de outubro de 2020 escrevi aqui no blog um post iniciando com: “Mais um grande feito da genialidade humana foi concretizado hoje…”. Veja aqui!

Não era para menos, afinal de contas, naquela data, a missão OSIRIS-REx da NASA pousou pela primeira vez num asteroide, recolheu amostras e em seguida decolou para fazer a viagem de volta a Terra e nos entregar com sucesso as amostras coletadas.

Concepção artística da espaçonave OSIRIS-REx tocando o asteroide Bennu em 2020.

Lançada em 8 de setembro de 2016, a espaçonave Origins, Spectral Interpretation, Resource Identification, and Security-Regolith Explorer, ou OSIRIS-REx, viajou até um asteroide próximo à Terra chamado Bennu e coletou uma amostra de rochas e poeira da superfície. Em 20 de outubro de 2020, quando a OSIRIS-REx pousou no Bennu, ele estava a mais de 320 milhões de quilômetros de distância de nós, ou seja, mais de duas vezes a distância entre a Terra e Sol. Isso, por si só, mostra o nível de dificuldade da missão.

Imagem real da OSIRIS-REx tocando o solo rochoso do asteroide Bennu em 2020.

O asteroide Bennu oferece aos cientistas uma janela para o sistema solar primitivo, pois ele se formou há bilhões de anos e pode conter ingredientes primitivos que podem ter ajudado a semear a vida na Terra.

Hoje, 24 de setembro de 2023, a espaçonave passou pela Terra e liberou a cápsula contendo pedaços de Bennu sobre a atmosfera. A cápsula caiu de paraquedas no Campo de Teste e Treinamento do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, em Utah, onde a equipe da OSIRIS-REx a recuperou para realizar a coleta das amostras e depois enviá-las a cientistas de todo o mundo para estudo.

Procedimento de chegada das amostras: 1 – Cápsula separada da OSIRIS-REx ainda no espaço sideral; 2 – Entrada na atmosfera terrestre a 132 Km de altitude e 27 mil Km/h de velocidade; 3 – Abertura do paraquedas de arrasto a 31 Km de altitude; 4 – Abertura do paraquedas principal; 5 – Cápsula aterrissa a 16 Km/h de velocidade.

Termina assim, com sucesso, mais uma missão grandiosa para a humanidade na sua jornada de exploração de nosso sistema solar e do universo. A missão mostrou que podemos ir até um asteroide, coletar amostras e trazê-las de volta com um nível de precisão matemática incrível.

Momento em que a cápsula toca o solo do deserto de Utah, nos Estados Unidos, em 24/09/2023.
Cápsula com amostras do Bennu em solo terrestre, desde sua saída da Terra em 2016.
Equipe de engenharia da OSIRIS-REx comemora o momento em que a cápsula toca o solo da Terra com sucesso.
Cápsula da OSIRIS-REx recolhida à Sala Limpa provisória que foi montada no deserto para abrigá-la longe de contaminação quando for aberta para retirada das amostras do Bennu.

A espaçonave OSIRIS-REx, que concluiu com sucesso sua missão primária, ainda com energia suficiente, depois de liberar a cápsula na Terra com as amostras do Bennu, foi reprogramada para uma nova missão: visitar o asteroide Apophis.

Concepção artística do momento da liberação da cápsula com as amostras do Bennu enquanto a OSIRIS-REx aciona seus motores para seguir viagem em sua nova missão rumo ao Apophis.

O asteroide Apophis é um corpo celeste de 370 metros de diâmetro que passará relativamente próximo da Terra em 13 de abril de 2029. Ele é um dos asteroides próximos da Terra mais monitorados, pois estima-se que em algum momento no futuro ele pode entrar em rota de colisão com o nosso planeta. Daí importância da nova missão da OSIRIS-REx.

Vida longa a OSIRIS-REx e que tenha o mesmo nível de sucesso na sua nova missão. 👍

Crédito das imagens: NASA.

O Pôr do Sol nas 4 Estações

A cidade de Mossoró está localizada na latitude 5º 11′ 15″ S, ou seja, um pouquinho ao sul da Linha do Equador. Dessa posição geográfica é bastante perceptível o trânsito do Sol no céu entre os solstícios de verão e inverno, passando pelos equinócios de outono e de primavera.

Como sabemos, os solstícios e os equinócios são fenômenos astronômicos que marcam a entrada das estações do ano, sendo a principal diferença entre eles a distribuição da luz solar nos hemisférios terrestres, devido a inclinação do eixo da Terra.

Para nós, que vivemos no hemisfério sul do planeta, no solstício de verão o Sol está acima da linha do Trópico de Capricórnio, fazendo com que tenhamos um dia maior e uma noite mais curta. No solstício de inverno ocorre o oposto: o Sol está acima da linha do Trópico de Câncer (hemisfério norte), resultando em um dia mais curto e uma noite mais longa. Durante os equinócios, o Sol está exatamente acima da linha do Equador, fazendo com que o dia e a noite tenham a mesma duração nos dois hemisférios (sul e norte).

De minha janela, tenho o privilégio de poder contemplar o pôr do Sol todos os dias do ano. Daí que, em dezembro de 2022, pensei o quão legal seria ter todos pores do Sol que marcam o início de cada uma das 4 estações do ano, registrados numa única imagem, a partir do meu ponto de vista.

Foram 4 registros fotográficos, começando no dia 22 de dezembro de 2022 (solstício de verão); depois em 20 de março de 2023 (equinócio de outono); novamente em 21 de junho de 2023 (solstício de inverno); e finalizando hoje, 23 de setembro 2023 (equinócio de primavera)

Após 9 meses, conclui hoje a edição das imagens a partir do processo de sobreposição, obtendo, numa única imagem final – exibida abaixo – os pores do Sol no horizonte durante o início de cada uma das 4 estações do ano.

O privilégio que tenho, a partir de minha janela, aqui compartilhado para reflexão do quão espetacular é a Natureza e o quanto podemos aprender simplesmente olhando para cima e contemplando o nosso céu.

Dados técnicos

Os registros fotográficos foram realizados com uma câmera Sony RX-100.
Na edição das imagens utilizei os software Adobe Photoshop Elements e Adobe Photoshop Lightroom.

“Você não está entendendo: Eu sou um especialista em banco de dados!” – Uma conversa em alto nível técnico com a IA do Bing

Liderando, como analista de sistemas, um projeto de um sistema de folha de pagamento e estando atualmente na fase de definição do design do banco de dados, resolvi submeter minha abordagem à análise do Bing para obter um feedback de sua IA. Eis os principais aspectos da conversa:

Parte 1 – Começando de leve

Ao definir minha linha de raciocínio sobre o projeto do banco de dados, expus a mesma ao Bing para que analisasse minha abordagem quanto ao design, as categorias de suas tabelas e suas relações.

Ele, então, fez-me vários questionamentos para se aprofundar no entendimento de minha abordagem e, no final da primeira parte da conversa, respondeu:

“Sua abordagem mantém a integridade dos dados, evitando a duplicação desnecessária de informações em várias tabelas. Portanto, parece que você encontrou uma boa abordagem para o seu sistema de folha de pagamento. Parabéns!”

Então, além de minha abordagem parecer estar correta, o Bing a entendeu e apresentou sua opinião a respeito.

Parte 2 – Aumentando o nível da conversa

Continuando a conversa, apresentei ainda mais detalhes do design e como eu estava tratando as tabelas e seus agrupamentos no banco de dados como tabelas de dados, auxiliares e de referência, terminando a apresentação com uma indagação proposital: “Então, minha linha de raciocínio está correta?”

Eis a resposta do Bing:

“Sim, sua linha de raciocínio está correta. Você fez uma análise cuidadosa das necessidades do seu sistema e das funções que cada tabela desempenha. Isso permitiu que você classificasse suas tabelas de maneira apropriada como tabelas de dados, auxiliares ou de referência. Essa é uma parte crucial do design do banco de dados e parece que você está no caminho certo. Parabéns novamente pelo seu trabalho!”

Parte 3 – Definindo a fronteira

Mas foi na sequência da conversa que a coisa ficou interessante.

Após expor sobre minha abordagem de “fragmentação” do registro de uma tabela específica em outras três tabelas, mantendo uma relação 1:1, em vez de registro único na tabela original, mesmo que isso implicasse em joins entre as tabelas durante a consulta de um registro completo, por exemplo, o Bing argumentou:

“Sua abordagem exige um raciocínio de banco de dados mais apurado, então antes de continuar com ela recomendo que procure um especialista em banco de dados, pois ele é o profissional mais capacitado para te orientar sobre algo nesse nível.”

Então respondi e perguntei:

Eis a resposta do Bing:

“Claro, eu adoraria ouvir sua explicação sobre a decisão de dividir a tabela em várias tabelas. Por favor, compartilhe seus insights.”

Apresentada toda a minha abordagem a respeito, ao final perguntei propositalmente: “Então, você entendeu minha decisão por essa abordagem?”.

Eis a resposta final do Bing:

“Sim, entendi perfeitamente. Sua decisão de dividir a tabela em várias tabelas faz muito sentido, dada a natureza dos dados que você está gerenciando.

Ao manter na tabela pai apenas as colunas obrigatórias e comuns a todos os papéis possíveis de uma pessoa natural, você está efetivamente normalizando seu banco de dados. Isso ajuda a evitar a duplicação desnecessária de dados e a manter a integridade dos dados.

Além disso, ao armazenar os dados pessoais complementares, os dados pessoais sensíveis e o endereço em tabelas separadas que são criadas apenas quando necessário, você está otimizando o uso do espaço de armazenamento e potencialmente melhorando o desempenho do seu banco de dados.

Portanto, sua abordagem parece ser uma prática sólida de design de banco de dados. Parabéns pela sua análise cuidadosa e pela decisão bem fundamentada!”


Considerações

Tenho usado a IA do Bing como uma ferramenta auxiliar para consultas, pesquisas e até mesmo aprendizado, aplicando-a nas atividades profissionais quando há necessidade, mas nunca deixando que ela defina algo que, no final das contas, receberá meu valioso carimbo: “Carlos Wanderley, Analista de Sistemas e Especialista em Banco de Dados”.

Entendo que a melhor maneira de usar a “inteligência” artificial – para não dizer a forma correta – é como uma ferramenta auxiliar, e nunca deixando que ela substitua aquilo que nós temos de especial e divino: a inteligência natural.

Desde 1990…

Você conhece, ouviu falar, possuiu ou possui uma Calculadora Científica e Programável SHARP EL-512? Eu possuo! E nesse post eu vou contar um pouco sobre esse gadget que é uma relíquia da história da computação.

Ela é um de meus gadgets mais icônicos e que me acompanha – totalmente funcional – desde o ano de 1990, possuindo um grande valor sentimental.

Figura 1. Imagem real e atual de minha calculadora científica e programável SHARP EL-512

Ganhei de minha então namorada e hoje esposa, que não esperando nosso encontro à noite na faculdade de matemática, dirigiu-se até o meu local de trabalho para me presentear. O amor é lindo, não é mesmo! 😉

Desde a época da faculdade eu já a utilizava para programar fórmulas de equações complexas para resolução dos exercícios e trabalhos. Sim, ela aceita a programação de até 4 fórmulas complexas e seu botão [COMP] é o seu maior charme!

Figura 2. Aspecto de uma página do manual da calculadora mostrando como criar um programa usando o Teorema dos Cossenos.

Depois da faculdade, acompanhou-me na pós-graduação em Informática e, desde então, na jornada profissional como programador e analista de sistemas, além de atividades do meu dia a dia e estudos de matemática.

A SHARP EL-512 foi lançada em 1984 e foi uma das calculadoras programáveis mais populares e bem-sucedidas de sua época, sendo bastante desejada por estudantes, professores, engenheiros, cientistas e entusiastas da tecnologia. 

Prática e funcional até hoje, é um dos acessórios na minha mesa de trabalho. E você, possui algum gadget icônico que ainda utiliza no dia a dia?

Eu, a música e um sonho

Minha relação com a música vem desde que me entendo por gente. Ou seja, do tempo em que o rádio AM e FM eram os principais provedores de música. Na minha trajetória como ouvinte apaixonado por música passei pela era do LP, das fitas K7, do CD e do MP3. Atualmente uso o Deezer, como serviço de streaming, para ouvir minhas músicas preferidas em qualquer lugar, a qualquer momento.

Sempre gostei de ouvir música, o tempo todo. Mas, tinha algo além que eu desejava: tocar um instrumento musical. Um sonho desde o tempo de criança, que em 2023 resolvi, finalmente, realizá-lo.

Piano clássico. Sim, isso mesmo! Piano foi o escolhido para realizar meu sonho de tocar um instrumento musical, pois nos últimos três anos a música clássica e o piano instrumental passou predominar minhas listas de reprodução no Deezer. 👍

Após o gosto pela música instrumental de piano, interessei-me pelo estudo da teoria musical, passando a estudar por conta própria a respeito do tema. Afinal de contas, se pretendia tocar piano clássico, a teoria musical era pré-requisito obrigatório.

Foram cerca de dois meses estudando a respeito de teoria musical e desvendando o básico da linguagem, até então esquisita para mim, das partituras. Paralelo a isso, iniciei uma jornada em busca do instrumento musical que iria adquirir: um piano digital. Isso mesmo, um piano, não um teclado arranjador. Há uma diferença gritante em entre ambos. A pesquisa foi intensa até a escolha definitiva, mas valeu a pena e estou muito satisfeito com a aquisição.

Uma vez adquirido o instrumento, iniciei a jornada prática na data de 14 de junho de 2023, um dia após o recebimento e instalação do instrumento.

Nota: praticamente já conhecia o instrumento antes mesmo de manuseá-lo, pois já havia baixado seu manual pela Internet e lido completamente, conhecendo seus recursos e características operacionais. 🤓

Um iniciante que nunca havia chegado perto de um piano até então, iniciar a jornada de aprendiz sem um roteiro, sem um guia, sem um mestre é um desafio praticamente impossível. Sabendo disso, previamente, já estava acompanhando alguns bons pianistas e seus incríveis trabalhos disponibilizados na Internet. Acabei optando por seguir a metodologia de ensino do professor Felipe Scagliusi (aprendendopiano.com.br), um pianista clássico profissional que possui um curso chamado “Método Real de Piano” – que com certeza cursarei mais adiante, quando estiver mais destravado e familiarizado com o instrumento – mas que também disponibiliza, de forma gratuita, o “Minicurso de Piano para Iniciantes”, que como ele mesmo enfatiza: “o pontapé que você precisa para começar no piano e jamais pensar em desistir”. Essa foi a minha escolha; pela metodologia, pela excelente didática e pela experiência profissional do Felipe.

Hoje, 14 dias após o início de minha jornada, senti o prazer de tocar pela primeira vez – e de forma integral – a peça proposta na primeira aula do minicurso: Sinfonia nº 9, de Beethoven, adaptada para piano solo. A sensação de realização foi incrível, pois pela primeira vez eu estava tocando uma música no piano. Ainda meio travado, é verdade, mas já tocando a primeira música em apenas 14 dias de relacionamento com o instrumento, praticando todos os dias, por pelo menos uma hora!

Registro de meu oitavo dia de aprendizado, executando a Sinfonia nº 9 de Beethoven.

Das 4 aulas do minicurso, assisti apenas a primeira até agora, pois não queria ir adiante sem passar pelo primeiro desafio. E que desafio, hein? Na primeira aula já começar com uma peça clássica da música! Já ansioso pelas próximas aulas do minicurso e o quanto de conteúdo e aprendizado elas proporcionarão. 🙂

Antes de prosseguir com as próximas aulas, no entanto, vou dedicar mais alguns dias para aperfeiçoar meu dedilhado – que ainda engancha em alguns trechos mais rápidos da peça – bem como melhorar o andamento da música, até chegar no ponto de tocá-la com o andamento mais próximo do real.

Neste primeiro relato sobre minha experiência como “pianista aprendiz” quero deixar registrado meu agradecimento ao Felipe Scagliusi por disponibilizar gratuitamente o minicurso para iniciantes, bem como sua gentileza em responder a uma mensagem que enviei apresentando um vídeo onde toco os primeiros compassos da música objeto da aula 1, aos três dias de estudos, dando-me uma dica sobre onde eu deveria melhorar. Muito obrigado, Felipe! E vamos adiante, pois a jornada está apenas começando! 😉