Eu DBA – O Início da Saga

Neste artigo vamos fazer uma viagem ao passado – lá pela segunda metade dos Anos 80 – para relatar um pouquinho de minha história – e de muitos jovens da época – com a programação de computadores até me tornar o que sou hoje: DBA (administrador de bancos de dados).

Numa época de condições financeiras nada favoráveis e disponibilidade de recursos de aprendizagem escassos a gente se virava como podia – revistas emprestadas, poucos livros disponíveis e até mesmo uma “colinha” em exemplares nas bancas para pegar um trechinho de código que pudesse ajudar nos estudos.

Naquela época a Internet nem imaginava existir, ainda mais nos moldes que a conhecemos hoje, e as leis brasileiras restringiam bastante a entrada de novas tecnologias no país – e até hoje somos atrasados tecnologicamente.

Como sempre gostei de matemática – anos depois acabaria por me graduar em Matemática e depois me especializar em Informática – desvendar-me pelo mundo da computação era um desafio muito prazeroso.

Desde o começo o meu foco foi pelo desenvolvimento para bancos de dados. Sempre achei incrível a programação para o armazenamento e recuperação de informações e uma de minhas primeiras ideias era criar um banco de dados para armazenar os dados dos meus livros.

É aí que começa a saga com os computadores pessoais, mais especificamente com o TK 90X.

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Figura 1. Logomarca do TK 90X color computer.

O TK 90X, produzido pela Microdigital em 1985, foi o primeiro clone brasileiro do microcomputador inglês ZX Spectrum produzido pela Sinclair Reseach. Utilizava como linguagem de programação residente o BASIC Sinclair (hoje temos a poderosa C#). Seu processador era um Z80A, de 8 bits (hoje temos os processadores de 64 bits nos notebooks e tablets), com um Clock de 3,58 MHz (o meu smartphone atual é 850 vezes mais veloz). A Memória RAM era de incríveis 48 Kbits (o meu smartphone atual tem 22 mil vezes mais memória que isso) e resolução de vídeo era de 192 x 256 pixels (as resoluções 4K hoje em dia suportam 3840 × 2160 pixels), com uma quantidade de cores suportada de 8 cores, com 2 tons cada (os monitores atuais suportam mais de 16 milhões de cores).

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Figura 2. TK 90X color computer. Meu primeiro computador pessoal.

Na época, um regulamento brasileiro especial permitia que a indústria local pudesse produzir e vender cópias de computadores estrangeiros (só para o mercado doméstico) e por isso obteve um grande sucesso no Brasil, iniciando muitos jovens da época na arte da programação de computadores, entre os quais eu.

Era sofrido, mas era incrível naquela época, sem recursos, sem Internet, sem literatura adequada, sem instrutores, sem outras pessoas com quem conversar a respeito – na época éramos eu e meu primo e amigo, então proprietário do TK 90X, dividindo experiências e conhecimentos adquiridos na programação de computadores.

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Figura 3. Dois dos raros livros disponíveis no Brasil na época voltados para a programação.

Quando me tornei proprietário do TK 90X é que pude me aprofundar mais nos estudos, durante as noites-madrugadas, depois que a TV ficava livre e disponível. Sim, o TK 90X não possuía monitor e tínhamos que liga-lo à TV para poder funcionar. E naquela época não tínhamos TV em cada cômodo da casa como hoje em dia não, heim?

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Figura 4. Aspecto da tela da TV com o a interface do TK 90X e um trecho de código em linguagem BASIC de programação.

O chato era que o aparelho não possuía sistema de armazenamento permanente, ou seja, ao desliga-lo se perdia toda a programação feita e no dia seguinte tínhamos que iniciar a programação do zero! Já deu pra imaginar que não dava pra criar grandes programas desta forma né? Tinha que adquirir um gravador de fita K7 – isso mesmo, os dados permanentes eram armazenados em fita K7, na velocidade padrão de uma fita K7, dá pra imaginar isso? E você ainda reclama da lentidão de seu computador atual…

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Figura 5. Aspecto de um ambiente de trabalho com o TK 90X na época. Imagem da Internet.

Com o advento do gravador de fita K7 pude armazenar meus primeiros programas de bancos de dados, sendo estes os eventos iniciais de minha saga na programação para bancos de dados, o que ainda realizo até os dias atuais, mas com as grandes facilidades da época atual, como linguagem de programação de alto nível e recursos de pesquisa e computacionais altamente avançados, além da Internet e os grupos de discussão especializados existentes por todo o ambiente virtual, tendo passado antes pelas gerações do MSX, CP 500 da Prológica, IBM PC XT, toda a família x86 até os PCs e notebooks atuais.

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Figura 6. Computador MXS da Gradiente. Este já possuía cartuchos para gravação dos programas.  Foto da Internet.

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Figura 7. Meu primeiro curso de programação foi com o CP 500, que já utilizava disquetes de 5 polegadas. Um avanço na época.

Hoje, não precisamos sair de casa. Não precisamos de cursos especializados. Não precisamos de mestres instrutores. Precisamos apenas da nossa capacidade matemática e a mesma garra e disposição que tínhamos nos anos primeiros da saga para construirmos grandes soluções que não ficam restritas apenas ao nosso ambiente computacional pessoal, mas atingem números que passam da casa dezenas de milhares de pessoas, através do ambiente compartilhado da Internet.

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Figura 8. Aspecto atual do meu ambiente de trabalho em casa. Computadores avançados e Internet para conectar-me com o mundo.

E olhando assim para trás é que a gente percebe como a tecnologia avançou desde os incríveis Anos 80, onde tudo começou, e vendo as notícias de tecnologia atuais imaginamos como será daqui a 30 anos, com todo o avanço na área de robótica e inteligência artificial.

De minha parte, vou continuar com o meu foco na programação voltada para bancos de dados, mas sempre com os pés no momento presente, adequando os estilos, usando as melhores ferramentas disponíveis e idealizando as melhores soluções na gestão de sistemas de bancos de dados.

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Figura 9. Aspecto da interface de programação atual utilizando linguagem C#.

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Figura 10. Aspecto da interface de um aplicativo desenvolvimento para smartphones atuais.

O desafio de hoje não são os raros recursos disponíveis, mas sim a enorme variedade de ferramentas, ambientes e tecnologias disponíveis, logicamente aliados à velha disposição e garra de dominar os novos desafios e algo que só o tempo e a experiência de vida pode proporcionar: o conhecimento por experiência prática e não teórica. Smiley piscando

A saga continua!!!

A realidade por trás da ação de Mad Max: hoje somos as rãs na água fervente

Não há como deixar de se impressionar com o cenário mostrado no filme Mad Max: Estrada da Fúria (2015). E aqui não me refiro às constantes cenas de ação que o filme proporciona do início ao fim, mas a outro aspecto que se mostra cada vez mais presente, de forma perigosamente lenta, a nos enganar até nos pegar totalmente sem condições de reverter a situação.

Refiro-me ao dramático cenário pós-apocalíptico retratado no filme com a falta d’água no planeta, levando ao caos a sociedade da forma como a conhecemos hoje. Quem viu o filme pode sentir a luta de um grupo de sobreviventes pela água, diante um mundo seco, sem vegetação, sem agricultura. Como consequência, a aridez da terra e o surgimento de grupos rivais que lutam, a todo custo, pelos limitados recursos, cometendo todo o tipo de barbárie. A humanidade não está tão distante de um cenário assim, infelizmente.

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Foto 1. Charlize Theron – a Furiosa de Mad Max – entra em desespero quando descobre que o sonhado “mundo verde” não mais existe.

É impressionante como o cenário de falta d’água tem crescido no Brasil em tão pouco tempo.  Você tem reparado nisso?  Acompanha os noticiários a respeito?  Se preocupa com isso?  Pelo menos pense a respeito.

Se antes o Nordeste era a expressão da seca e falta d’água, hoje o Sudeste – região mais populosa do país – sofre com a escassez de água. Não que no Nordeste o cenário tenha mudado pra melhor, muito pelo contrário.

Chega a ser desesperador ver os enormes mananciais que há pouco tempo abastecia milhões de pessoas com água atingirem níveis críticos e – em alguns casos – irreversíveis, segundo relatos de pessoas que estudam e acompanham a crise, como o Greenpeace, por exemplo.

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Figura 2. Cantareira, em São Paulo, no momento mais crítico (final de 2014 e início de 2015).

Hoje somos as rãs da história da rã na água fervente!

Enquanto as atenções se voltam para grandes eventos – como foi o caso da Copa 2014 e como serão as Olimpíadas Rio 2016 – e também a corrupção generalizada no Brasil, além do eterno ciclo de 2 anos com eleições em níveis municipal e estadual e federal, a natureza vai dando seu recado aos poucos, ou seja, vai aumentando a temperatura da água na panela, enquanto ficamos acomodados.

Há exatos 10 anos estive na cidade de Pau dos Ferros, Rio Grande do Norte, mais precisamente na barragem que abastecia a cidade e outras cidades próximas e o cenário era outro completamente diferente do que se vê hoje. (veja figuras 3 e 4)

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Figura 3. Barragem de Pau dos Ferros em 2005.

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Figura 4. Barragem de Pau dos Feros em 2015.

A natureza cobra caro pelo desprezo com que a espécie racional do planeta – será? –  tem tratado seus recursos naturais, em especial, a água.

É impressionante como não sabemos usar os recursos naturais de forma racional, conscientes de que não são ilimitados. Estamos poluindo nossos rios e mares por que é fácil jogar os dejetos sem tratamento e “a correnteza vai levá-los para outro lugar mesmo”.

Vejamos o absurdo que é – e assim está há anos sem nenhuma autoridade política, intelectual e/ou jurídica se manifestar – a poluição do rio Mossoró. (veja figura 5)

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Figura 5. Rio Mossoró (rio?) completamente poluído e tomado por aguapés em pleno centro da cidade.

Na cidade conhecida como a Capital do Semiárido do Nordestino, com 300 mil habitantes, ter um rio cortando-a no meio, deveria ser motivo de orgulho da população. Orgulho em tratá-lo bem e mostrá-lo como algo belo e agradável para a própria população e visitantes. Em vez disso maltratamos e poluímos num descaso que beira a irracionalidade. E as autoridades políticas? Nada. Vangloriam-se quando, a cada governo, “atualizam” os planos diretores que nunca saem do papel. Permitem construções irregulares nas margens do rio, talvez para ajudar a esconder a poluição do mesmo, retrato da incapacidade de gestão pública e intelectual do nosso povo em resolver o problema.

Já estamos pagando a conta, só que não percebemos. E é aí onde mora o perigo! E as próximas faturas virão com juros cada vez mais altos.

Segundo a ONU – Organização das Nações Unidas – a comunidade internacional precisa se preparar para a nova era da “hidro-diplomacia”, à medida em que a ameaça de escassez de água ameaça mergulhar o mundo em um período de tensão geopolítica.

Segundo a opinião é vice-secretário-geral da ONU, Jan Eliasson, “a água é uma das maiores prioridades para o desenvolvimento e para uma vida digna, assim como um fator para manter a paz e a segurança”. E continua: “existe a necessidade de uma ‘hidro-diplomacia’ – fazendo da escassez de água uma razão para cooperação ao invés de uma razão para conflito.”

A difícil situação da água que o mundo enfrenta foi recentemente exemplificada pelo Relatório das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento de Água 2015: “Água para um mundo sustentável”, divulgado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

De acordo com o relatório, o planeta vai sofrer um déficit de 40% no abastecimento de água até 2030 se a comunidade internacional não melhorar radicalmente seu gerenciamento. Espera-se um aumento por volta de 55% até 2050 – e 20% das fontes mundiais de água subterrânea já estão sendo superexploradas.

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Figura 6. Até o ano de 2050 o planeta vai estar com um déficit de 55% no abastecimento de água.

Não podemos viver como as rãs, temos que tomar consciência da realidade que nos aguarda e às futuras gerações.

Comecemos nas nossas casas, economizando água, fechando as torneiras, evitando os vazamentos, diminuindo o tempo no chuveiro, etc. mas precisamos – de alguma forma – ir além, para que as próximas gerações tenham futuro de paz no planeta.

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Figura 7. As futuras gerações dependem das ações que forem tomadas agora.

Para saber mais acesse – e colabore – com organizações não governamentais como o Greenpeace (veja a seção de links neste site).

Quase esqueci!!!

ran-na-panelaA história da rã, para quem não conhece, refere-se a um experimento onde se pegarmos uma panela com água, levá-la ao fogo, e quando a água ferver colocarmos uma rã dentro a rã, que vai sentir o calor na pele, vai se mandar rapidinho, num salto só!  Agora… se pegarmos uma panela com água fria, colocar a rã dentro a mesma vai gostar e vai se acomodar, pensando que está vivendo no melhor dos mundos. Mas, se acendermos o fogo e controlar o aumento da temperatura, aos poucos a água vai esquentando e a rã em vez de pular fora, vai se acomodando ao calor da água e dalí não sai até morrer fervida!  Percebeu o perigo?

Um novo navegador para um Windows universal

Com o lançamento do Windows 10 previsto para o segundo semestre de 2015, a Microsoft apresentará seu novo navegador (codinome de projeto: Spartan) que já tem nome e logotipo oficiais definidos. Chamar-se-á Microsoft Edge e sua logo pode ser vista – e comparada com a logo do atual Internet Explorer – na figura 1. Na imagem, a logo da esquerda é a do atual navegador (Internet Explorer), enquanto a logo da direita é a do novo navegador (Microsoft Edge).

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Figura 1. Logotipos dos navegadores Internet Explorer (à esquerda) e do novo navegador, o Microsoft Edge (à direita).

O Microsoft Edge será um navegador totalmente novo. Nada a ver com o Internet Explorer atual ou do passado. Terá uma interface mais enxuta, no padrão do Windows 10, além de uma performance bastante superior ao atual Internet Explorer e até mesmo dos principais navegadores concorrentes da Microsoft, o que lhe trará grandes chances de sucesso, uma vez que a “lentidão” do atual Internet Explorer em relação a concorrência é um dos principais motivos dos usuários terem optado por outras soluções, fazendo o Internet Explorer perder o posto de navegador mais utilizado.  Com o Edge a Microsoft espera reverter essa situação.

O novo navegador trará como novidade a capacidade de interagir com inking na tela, ou seja, escrita livre e direta no browser através de dispositivos touch, como os tablets Surface, por exemplo. O usuário poderá escrever, marcar, desenhar e rabiscar livremente na página e, se desejar, salvar as alterações como imagem e compartilhar por e-mail, salvar no OneDrive ou no OneNote.

Outra característica muito esperada pelos usuários da Microsoft é a capacidade de seu navegador utilizar “extensões”, como já fazem seus concorrentes Chrome e Firefox. A Microsoft, inclusive, já demonstrou em evento o Edge utilizando uma extensão feita originalmente para o navegador do Google sem qualquer problema. Polegar para cima

Outra grande aposta do novo produto é que o mesmo será totalmente integrado à assistente virtual da Microsoft, a Cortana. A assistente poderá ajudar o usuário a fazer pesquisas no navegador, exibir resultados rápidos e ensinar caminhos e direções automaticamente quando um endereço for pesquisado utilizando-se o Bing, o buscador da Microsoft. Isso deverá proporcionar uma incrível experiência de interação entre o usuário e seu dispositivo.

A Microsoft confirmou que o Edge será capaz de sincronizar senhas usadas anteriormente em sites, favoritos armazenados, guias abertas e histórico de páginas acessadas, ou seja, basta entrar com uma conta para nunca mais se preocupar em realizar o backup do browser quando for trocar de computador ou até mesmo formatar, bastando usar normalmente o navegador que os dados mais importantes estarão seguros na nuvem.

A funcionalidade será ainda melhor para quem possuir um smartphone ou tablet com Windows 10, criando um ecossistema entre os dispositivos para o acesso rápido de dados em qualquer plataforma.

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Figura 2. Aspecto da nova interface do navegador Microsoft Edge. Repare no aspecto mais enxuto e agradável.

Apesar de todas as novidades e da expectativa para os usuários do ecossistema Windows – como é o meu caso –  os donos de aparelhos com Android e iOS não contarão com essas novidades, pelo menos por enquanto. É que a criadora do Windows atualmente não planeja levar seu aplicativo ao sistema operacional da Google ou da Apple, permitindo que apenas os usuários de seu próprio ambiente virtual desfrutem da novidade.

Vem aí o Windows 10 : Uma família de serviços numa única plataforma operacional

Num evento pra lá de aguardado pelos usuários dos produtos Windows e chamado de “The Next Chapter”, ocorrido em 21/01/2015 em sua sede em Redmond, nos Estados Unidos, a Microsoft anunciou as novidades de sua próxima plataforma operacional.

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Figura 1. Windows 10 será multiplataforma e gratuito para usuários desde o Windows 7 durante o primeiro ano.

Numa grande jogada da Microsoft, a empresa convergiu as funcionalidades de suas várias versões Windows – existentes até a versão 8.1 – numa única e multiplataforma, que rodará em seus diversos dispositivos, desde o Surface Hub – uma tela de alta definição de 50 polegadas – até o Windows Phone, o seu smartphone! Isto é um avanço sem precedentes na Microsoft. Uma estratégia bastante ousada e inteligente para consolidar e integrar um único nome – produto – à vida cotidiana das pessoas: Windows, independente de qual dispositivo o usuário esteja utilizando.

Atualização Gratuita

Numa grande jogada para migração rápida e passar a ideia de que o Windows é um serviço, e não um produto, a Microsoft anunciou: o Windows 10 será gratuito para atualização durante o primeiro ano para usuários com licenças do Windows a partir da versão 7.

A empresa promete, a partir do Windows 10, atualizações mais rápidas e um compromisso ainda maior com a privacidade dos usuários, algo que os usuários do Windows Phone 8.1 já vem percebendo de uns meses pra cá.

Entre as principais novidades podemos destacar:

Função Continuum

Útil em dispositivos dois-em-um, permitirá ao usuário alternar entre dois modos de operação diferentes: Modo PC e Modo Tablet, adequando à interface e funcionalidades a cada ambiente operacional. Show! Polegar para cima

Central de Ações

Passa a ser funcional, onde poderemos interagir com um aplicativo diretamente a partir das notificações emitidas, sem necessidade de abrir o aplicativo para pode trabalhar com ele.

Cortana

Chegará definitivamente ao PC, assim como já acontece no Windows Phone, realizando todas as tarefas nos desktops, além de executar ações em segundo plano a partir de comandos de voz numa linguagem muito próxima da humana.

Pesquisa Integrada

Além da busca na Internet, também realizará no próprio dispositivo e também no OneDrive.

Windows Phone

Será possível a customização do plano de fundo com fotos, além de funcionalidades como a listagem dos últimos aplicativos instalados sempre no top do menu de aplicativos. A Central de Ações ganhará novas opções de atalhos e em maior quantidade, além de permitir a interação com as notificações sem necessidade de abrir os aplicativos. Teremos a possibilidade de mover o teclado virtual, além de redimensioná-lo e como uma grande novidade a integração do aplicativo nativo de mensagens ao Skype e um novo Office para dispositivos móveis com diversas novidades para tornar seu uso mais prático.

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Figura 2. Lumia 1520 utilizado para mostrar o Windows 10 rodando num smartphone.

Spartan

Um novo browser foi confirmado – apesar do nome Spartan ainda ser provisório – e com ele será possível salvar páginas para visualização off-line com integração a Cortana.

Novidades em Hardware

As novidades em termos de hardware foram: Surface Hub, que será uma tela de alta definição com 50 polegadas rodando Windows 10 e o HoloLens, os novos óculos de holografia da Microsoft, que permitirão aos usuários criar os mais diversos objetos em holografia e depois imprimi-los em 3D.

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Figura 3. Surface Hub – uma tela de alta definição para apresentações com Windows 10.

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Figura 4. HoloLens – os óculos para manipulação de imagens holográficas.

Novas Metas da Microsoft

E por último foram apresentadas as novas metas da Microsoft a partir de agora: o desejo de estar em todos os lugares com o Windows 10, atraindo as pessoas para o seu sistema operacional com o objetivo de fazer o consumidor “amar” o Windows diariamente.

Eu, particularmente, adorei as novidades. Smiley piscando

Como usuário dos produtos Windows – do sistema operacional no PC, notebook e celular ao OneDrive na nuvem e o Bing como ferramenta de busca, além do Office como produtividade e suas ferramentas de desenvolvimento de sistemas – não poderia estar mais contente com tantas novidades e uma disposição da Microsoft em oferecer cada vez melhores produtos, mais integrados entre si e numa velocidade mais condizente com os avanços tecnológicos que temos no nosso dia. 

Pela primeira vez sinto uma mudança na filosofia da empresa em querer estar mais próxima do usuário, em oferecer produtos com ainda mais qualidade e que realmente sejam úteis no dia a dia, fazendo com que – ao usarmos seus produtos integrados e produtivos – esqueçamos de vez a necessidade de uso de qualquer outra solução apresentada por seus concorrentes.

2014: O ano em que voltamos a olhar para o céu

Desde o fim do Projeto Apollo em 1972 – aquele que culminou com a chegada do primeiro ser humano a Lua em 1969 – parece que havia certo conformismo em nos fixarmos nos arredores do nosso planeta. Não quero dizer que isso não foi válido para a humanidade, pois muitas descobertas científicas e astronômicas foram – e estão sendo – realizadas frutos dos projetos espaciais ocorridos nos últimos 40 anos, entre os quais destaco:

· O Skylab (o primeiro laboratório espacial);

· O programa Pionner, que com suas sondas 10 e 11 – originalmente destinadas a explorar Júpiter e Saturno, ao final da missão foram além em busca do espaço profundo;

· As missões Voyager 1 e 2, que se tornaram as primeiras naves espaciais a explorar onde nada da Terra esteve antes – e continuam a viagem que iniciou em 1977 e hoje encontram-se no espaço interestelar, ou seja, numa região do espaço além da interferência do nosso Sol: são os primeiros objetos construídos pelo homem que saíram do nosso sistema solar e continuam enviando dados importantes sobre uma região do espaço desconhecida de nós.

· A era dos Space Shuttle – os ônibus espaciais reaproveitáveis;

· A International Space Station – estação espacial internacional, o maior laboratório espacial do mundo, que realiza várias experiências científicas em baixa gravidade e serve ao propósito científico de vários países;

· O mais poderoso telescópio espacial já construído – o Hubble – que registrou imagens dos momentos iniciais do nosso universo há mais de 13 bilhões de anos atrás, e continua nos fornecendo imagens impressionantes do universo, objeto de inúmeras descobertas e aprendizado;

· O projeto SOHO – Solar Heliospheric Observatory – que é um esforço cooperativo entre a NASA – Agência Espacial Americana – e a ESA – Agência Espacial Europeia, que tem como objetivo estudar a estrutura interna do Sol, sua atmosfera exterior e a origem do vento solar: nosso Sol monitorado 24 horas por dia; entre outros.

Devido às várias interferências ocorridas nos últimos 40 anos no projeto de exploração espacial humana – principalmente as políticas e financeiras – mantivemo-nos em nosso porto seguro – o planeta Terra – enquanto enviávamos nossos artefatos, cada vez mais avançados tecnologicamente, para explorar o Sistema Solar em nosso lugar. Isso não foi bom. Não devíamos ter parado em 1972!

Mas parece que o cenário está mudando. E isso é motivo de comemorar! Estamos, novamente, olhando para o céu e, o que é melhor, ficando novamente ambiciosos: não queremos mais apenas enviar artefatos não tripulados; queremos novamente explorar o nosso sistema solar com a presença humana.

Como bem retratado no filme Interestelar (2014), “a humanidade nasceu na Terra, mas isso nunca significou que estávamos destinados a morrer aqui”, precisamos sair do nosso porto seguro agora, para que no futuro possamos garantir novas moradias para a espécie humana em outros corpos celeste além da Terra, pois o nosso planeta não suportará o crescimento populacional – proporcionando cada vez mais a degradação do planeta – e seus recursos naturais são finitos.

Infelizmente não estamos cuidando bem do nosso lar – a Terra – que por enquanto é o único local conhecido no universo capaz de sustentar a vida como conhecemos. Talvez, com a necessidade de se adaptar a outros mundos hostis à vida aprendamos a respeitar e a conviver de forma harmoniosa com a natureza do nosso universo, pois somos seres integrantes do mesmo.

Com a nossa tecnologia atual não podemos ir além de Marte hoje, mas precisamos dar o segundo passo e ir a Marte o quanto antes, para podemos sonhar em irmos além no futuro. Parece algo ousado demais? Não é!

No início do século passado, ou há cerca de 110 anos, o maior gênio do século XX – Albert Einstein – publicava a Teoria da Relatividade, um dos maiores e principais alicerces da astronomia moderna e base matemática fundamental para as viagens espaciais, sem a qual estaríamos fadados a permanecer no planeta Terra. Pois bem, apenas 64 anos após a publicação da teoria o homem já pisava na superfície lunar – e isso ocorreu com uma nave cujo poder do sistema computacional era bastante inferior ao que temos hoje em nossos computadores pessoais!

Nos últimos anos temos acompanhado o progresso da exploração do nosso sistema solar – só pra falar na NASA – a Agência Espacial Americana – que mantém projetos exploratórios do Sol a Plutão. Mas, sem dúvida, um dos mais importantes é o Mars Exploration Rovers (2004), que num feito ousado e arriscado conseguiu pousar no planeta vermelho os robôs Spirit e Opportunity que desde então tem feito um excelente trabalho de exploração de Marte, base para a futura missão de exploração humana do nosso vizinho planeta.

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Figura 1 – Aspecto dos robôs do projeto Mars Exploration Rovers da NASA em Marte.

Voltando a 2014, vimos o sucesso da missão Rosetta – da ESA – que pela primeira vez pousou um módulo robótico – Philae – na superfície de um cometa – o 67P/Churyumov-Gerasimenko – que viaja entre as órbitas da Terra e Júpiter. Mais um grande feito da genialidade humana, que causou repercussão mundial e que pôde ser assistido ao vivo pela Internet.

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Figura 2 – Módulo Philae da Missão Rosetta no cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko

E para coroar 2014 o mais importante evento da retomada humana às viagens espaciais: o teste da nova nave espacial da NASA – a Orion – que no início de dezembro realizou com sucesso sua primeira viagem ao espaço, dando duas voltas na Terra e retornando em seguida, terminando com uma queda suave no Oceano Pacífico. Como primeiro teste, não foi tripulado, mas serviu para verificar o funcionamento dos novos sistemas e instrumentos; o foguete Delta IV, responsável por colocar a nave em órbita; estrutura da cápsula de retorno e vários outros aspectos relacionados a uma viagem espacial. Tudo ocorreu conforme o planejado, o que é muito bom para não atrasar o cronograma de atividades e permitir que até 2021 o homem possa estar pousando num asteroide e a partir de 2030, se tudo correr conforme os planos, no planeta Marte.

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Figura 3 – Foguete Delta IV levando a nave espacial Orion – que levará o homem à Lua e a Marte – para o teste orbital e de pouso.

Alguns dias após o teste da nave Orion a NASA presenteou 2014 com mais um grande feito: o teste de decolagem, navegabilidade e pouso do novo módulo lunar – Morpheus. Isso mesmo! Antes de irmos a Marte, faz parte do plano um pouso na Lua novamente. O teste do módulo lunar foi perfeito: subiu a cerca de 300 metros, sobrevoou uma região próxima à procura de um lugar adequado e pousou suavemente. Tudo isso na gravidade terrestre, que é bem superior à gravidade lunar.

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Figura 4 – Teste de decolagem e pouso do futuro módulo lunar Morpheus.

Sempre fui fascinado com a viagem do homem à Lua e espero ter o privilégio de poder assistir ao vivo o primeiro ser humano pisar na superfície do planeta vermelho, dando início ao processo de colonização de um novo planeta.

Assim como no Natal de 1968 os astronautas da Missão Apollo 8, em órbita lunar, registraram a linda imagem do nosso planeta a partir da Lua (ver figura 5), emocionando o mundo com uma linda oração realizada a patir da órbita de outro corpo celeste, fazendo com que muitos tenham creditado ao feito como o fato que salvou o conturbado ano de 1968, penso que 2014 também se torna um ano para ficar na história. O ano em que uma nova jornada começa a nascer. A jornada que nos levará além de nossa lua.

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Figura 5 – Primeira imagem do planeta Terra registrada a partir da órbita de outro corpo celeste: a nossa Lua, em dezembro de 1968.

É imperativo que a raça humana reinicie a exploração espacial se quiser continuar existindo. A Terra, infelizmente, não durará para sempre. Sequer o nosso Sol durará para sempre. Não devíamos ter parado em 1972, mas é muito bom que tenhamos acordado novamente e voltado a olhar para o céu em 2014.