Montando o Sistema Solar – Apresentação

Como um apaixonado pela ciência – em especial a astronomia – sempre fui fascinado pelo Sistema Solar – o Sol, os planetas, as luas, asteroides e cometas – e desde criança esse é o tipo de literatura que me atrai, tendo colecionado várias publicações a respeito numa época em que as revistas impressas e os livros em bibliotecas eram as principais – senão as únicas – fontes de conhecimento disponíveis.  Lembro-me que foi com uma dessas publicações, uma calculadora científica, lápis, papel e um transferidor que calculei a rota do cometa Halley no final de 1985 e início de 1986 para facilitar a localização do mesmo no céu durante minhas observações. Smiley nerd

Agora, na era da Internet, onde as publicações impressas em fascículos estão ficando escassas, substituídas pelas consultas online diretamente no computador e aplicativos espetaculares que nos permitem “viajar” a qualquer lugar do planeta, a descoberta de uma publicação ímpar e rara, com edição limitada, fez-me voltar no tempo e iniciar uma nova coleção sobre o nosso Sistema Solar.

Trata-se da obra: Monte e Descubra o Sistema Solar, da Editora Planeta DeAgostini do Brasil Ltda., que nos presenteia com esta fascinante coleção.  Parabéns a editora e aos produtores da obra.

Claro, não foi apenas pela publicação impressa em si, pois o conteúdo informativo sobre o Sistema Solar pode ser facilmente encontrado em sites especializados na Internet, mas pelo que a mesma contém e me proporcionará: a construção de um planetário. 

Na verdade serão duas construções: o planetário baseado em nosso Sistema Solar, com o modelo definido pela IAU (União Astronômica Internacional) em 24 de agosto de 2006, data em que uma nova definição dos planetas incluíram Ceres e Éris como novos planetas anões, juntamente com Plutão que foi “rebaixado” de categoria; e o magnífico sistema Terra-Lua-Sol.  A conclusão dos trabalhos, no entanto, levará meses, uma vez que os módulos de montagem serão distribuídos em etapas e, em cada uma delas, fases.

No meu primeiro contato com as peças do planetário pude constatar a alta qualidade do material utilizado.  Realmente impressionante, pelo peso, consistência e precisão nos detalhes, dando a certeza de um material de grande resistência.  As engrenagens são de latão maciço e as peças fixas são de chapas de latão, enquanto os planetas são de chapas metálicas e as luas de metal maciço.  No final, todo o conjunto será movido a eletricidade para dar o movimento real dos planetas em torno do Sol.

Um pouco de História

O primeiro planetário foi encomendado em 1704 por Charles Boyle, o quarto conde de Orrery, ao famoso fabricante de instrumentos John Rowney.  O conde cedeu seu título ao modelo, que no Reino Unido passou a ser conhecido como “Orrery”.  Hoje o nome pode parecer estranho, mas naquela época o tempo era rapidamente reconhecido como o título de uma propriedade perto de Cork, na Irlanda.  O modelo original do planetário foi criado pelo famoso relojoeiro e inventor londrino George Graham, que cedeu a John Rowney os direitos de reprodução. 


O modelo de planetário que irei montar foi desenhado e fabricado originalmente pelo artista londrino Louis Calmels, inspirado nos instrumentos científicos clássicos dos séculos XVII e XVIII e construído durante seu tempo livre.  É um fruto do seu fascínio pela astronomia e um testemunho de como o Sistema Solar é conhecido hoje.  É realmente louvável o trabalho deste artista.

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Figura 1 – Aspecto do planetário criado por Louis Calmels e que acompanha a obra “Monte e Descubra o Sistema Solar” da Editora Planeta DeAgostini

Postarei aqui a minha experiência durante a montagem do planetário, ao mesmo tempo em que darei informações científicas a respeito de cada corpo celeste envolvido na etapa/fase abordada.  Então, se você curte ciência e astronomia, fique ligado nos próximos posts. Smiley piscando

Mundo virtual: até que ponto nossa privacidade está exposta e de quem é a culpa?

Lembram-se da máxima: “se conselho gratuito fosse bom…” acho que é mais ou menos isso, mas não importa… o que quero dizer é que no mundo virtual devemos desconfiar das mensagens apelativas dando conselhos mágicos, tirados ninguém sabe de onde, que procuram induzir aqueles que os seguem a algo que acreditam tornar a sua vida mais segura ou menos exposta.

Pois bem, vendo o número crescente de posts recentes no Facebook de pessoas pedindo por tudo para que seus amigos desabilitem certa opção para, com isso, ter mais privacidade na rede social com a alegação de que “com as mudanças do Facebook, agora todos ficam sabendo das nossas coisas e gente que nem está nos nossos contatos, só porque um contato faz um ‘comentário’ ou ‘curte’ algo nosso…”, resolvi escrever esse artigo para desmistificar um pouco a questão da privacidade no Facebook, mas que também serve de exemplo para outros serviços no mundo virtual.

Primeiramente temos que ter a compreensão que o Facebook é uma rede social e, como tal, tem o objetivo realmente de expor conteúdo, mensagens, comentários, fotos, vídeos, etc. tanto entre amigos, amigos de amigos e até mesmo que nem conhecemos. Isso não tem nada demais, é o que a ferramenta propõe e isso você deve compreender.

Então onde está o “X” da questão no que se refere à falta de privacidade? No usuário, claro! Ou seja, em você.

Acontece que a grande – mas é a grande mesmo – maioria dos usuários adora estar postando suas coisas (textos, fotos, vídeos, etc. de forma quase que compulsiva) e também vendo o que os outros postam – o que também não há nada de errado nisso – mas desconhece a ferramenta que tanto utiliza a ponto de se colocar numa situação de exposição gratuita sem saber.

O Facebook possui um alto poder de personalização daquilo do que você deseja ou não que seja visualizado por outras pessoas, quer sejam amigos ou não. Ah! Isso você não sabia? Sério? E de quem é a culpa? É sua, ora! Como você usa tanto uma ferramenta, passando horas e horas postando e respondendo mensagens e nunca parou alguns minutos – uma única vez – para personalizar as opções de sua conta e de sua privacidade? Como disse a culpa é sua!

Então agora você sabe que existe sim uma maneira – aliás, várias maneiras – de o Facebook ficar do jeito que você quer, com a privacidade que você deseja, sem ter que ficar achando que esse tipo de conselho que chega por e-mail ou por posts desconhecidos no próprio Facebook trará a desejada privacidade e sensação de segurança no mundo virtual.

Bom, acho que já deu pra perceber que essa dica que está rolando por aí não vai resolver o seu problema, ou seja, essa falsa dica não passa de um fenômeno viral ou SPAM. Ou você acha realmente que uma ferramenta tão popular como o Facebook, que possui cerca de um bilhão de usuários no mundo todo, faria com que você tivesse que depender da boa vontade de seus amigos em desmarcar uma determinada opção para ter a privacidade desejada? Você achou isso? Ou pior, você nem entendeu do que se tratava, mas como a dica estava num post de um amigo seu, que recebeu de um amigo dele, que recebeu de sabe-se lá de quem e por aí vai, você simplesmente tratou de executá-la e replicá-la na sua linha do tempo para seus amigos? Isso não está parecendo aquelas correntes inúteis que temos no serviço de e-mail do tipo “leia isso: é verdade!” ou então “essa pessoa precisa de sua ajuda! compartilhe essa mensagem” e que só fazem mesmo é aumentar o número de SPAM na rede, contribuindo para o congestionamento e lentidão na troca de mensagens realmente úteis e que, aos poucos, está fazendo com que gastemos cada vez mais tempo com a manutenção de nossa caixa postal, excluindo o lixo eletrônico? Pois é, voltamos ao ponto inicial sobre o usuário que usa uma ferramenta sem conhecê-la e daí gera todo um problema, para ele próprio e para o sistema como um todo.

Depois do sermão acima, que com certeza te fez refletir um pouco sobre o assunto, vamos ver o que realmente você pode fazer no Facebook para conseguir uma maior privacidade.

A primeira coisa que você precisa saber é que você possui dois perfis no Facebook: um público e outro personalizado para seus amigos.

É aí que pode estar o seu problema, ou seja, o que você não quer que outras pessoas vejam, exceto seus amigos, pode estar sendo exibido no seu perfil público, fazendo com que qualquer pessoa na Internet veja o que você coloca no Facebook, quer seja um post, um comentário, quem são seus amigos, suas informações pessoais, suas fotos, etc.

O que você precisa fazer é muito simples: tornar o perfil público o mais restritivo possível – de acordo com sua preferência – e personalizar aquilo que realmente deseja que seus amigos vejam de você.

Vou basear as explicações a seguir na forma como personalizei os meus perfis, tanto público como o de amigos, mas você poderá fazer como achar melhor para o seu caso, não sendo necessário seguir exatamente o meu modelo.

Vamos começar então!

Primeiro saiba como você pode analisar como está o seu perfil público e como está o seu perfil para seus amigos.

Acesse o seu perfil clicando no seu nome ou na sua foto de perfil quando estiver na tela inicial do Facebook. Isto levará você para a tela onde você verá a sua linha do tempo. Então clique na setinha para baixo que existe no botão Registro de atividades, conforme figura abaixo, e em seguida na opção Ver como…

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Isto fará o Facebook mostrar o seu perfil público, ou seja, como você é visto por qualquer pessoa na Internet.

Repare que nessa mesma tela – canto superior esquerdo – há uma caixa de texto onde você poderá digitar o nome de algum amigo seu. Isso fará o Facebook mostrar como seus amigos veem o seu perfil.

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Entendeu? Há um perfil público e outro para amigos. O que você deve fazer é configurar o Facebook para que cada um seja exibido de acordo com a sua preferência. E é o que veremos a seguir.

Configurei um perfil público bastante restritivo, somente com o que não é possível evitar: meu nome, minha foto de perfil e minha foto de capa. Essas três informações são obrigatórias no Facebook e não há como deixar de ser vista por qualquer pessoa. Pode ser bom pra mim, mas não pra você. Se o seu objetivo é que outra pessoa te encontre com maior facilidade, restringindo tanto assim você dificultará a vida dela, que pode inclusive ser um amigo seu de verdade, que mora longe e lembrou-se de você, ou mesmo um amigo antigo da faculdade ou da época do colégio. Então, use o recurso com moderação e de acordo com seu objetivo na rede social.

Na figura abaixo você pode ver como um perfil público configurado com um alto nível de restrição – como é o meu caso – é visto por qualquer um que não esteja na lista de amigos.

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Repare que, desta forma, as únicas informações que alguém que não seja seu amigo verá no Facebook serão: seu nome, sua foto de perfil e sua foto de capa. Justamente as únicas informações que o Facebook não permite ocultar, bastando você selecionar as imagens corretas para essas duas áreas, sabendo que serão públicas.

Agora repare na imagem abaixo e veja como a coisa já muda de figura. Trata-se, agora, do perfil para amigos.

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Novas informações surgiram: casado com, sobre, amigos, fotos, posts, atividades recentes, mensagens diretas e notificações, etc. Mais informações sobre você, mas que serão vistas apenas pelos amigos, pois assim foi configurado o Facebook para tal.

Daí vem a primeira lição: não é o Facebook que te expõe para o mundo de forma gratuita, mas você mesmo, que de forma descuidada dá as informações para quem quiser tê-las.

Como configurar então?

Uma vez conectado ao Facebook, repare no canto superior direito a opção Página inicial. Ela contém uma setinha do lado direito que aponta para baixo. Clicando nela surgirá um menu de opções conforme a figura abaixo, contendo duas opções importantes: Configurações da conta e Configurações de privacidade.

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Na opção Configurações da conta você terá os parâmetros gerais de sua conta no Facebook, além de outras opções sobre segurança, notificações, sobre assinantes, aplicativos, dados do seu celular, etc. Essas informações são importantes para a manutenção de sua conta no Facebook e você não precisa se preocupar a ponto de informar algo que não seja verdade, só para preencher os campos. Apenas informe aquilo que deseja realmente constar no seu cadastro e que seja exigido pelo Facebook, pois cada informação tem um objetivo específico. Por exemplo: o número do seu celular. Não precisa ter receio em informá-lo, pois com ele o Facebook poderá notificá-lo no caso de novas mensagens, novos pedidos de amizades, se você foi citado num post ou comentário, etc. diretamente no seu aparelho. O fato de informar seu número nessa área não significa que o mesmo será conhecido, nem mesmo por seus amigos, se assim você desejar, pois o mesmo pode ser usado apenas para um serviço de notificação do Facebook e que pode ser bastante útil pra você. Se não quer o serviço e também não quer divulgar o número, não há porque cadastrá-lo. Entendeu o espírito da coisa? Você analisa cada caso. Se houver vantagem para você, se vai lhe trazer algum benefício, a informação é válida e deve ser cadastrada sem problemas. Não interessa? Não sabe o porquê daquilo? Então pra que informar algo que não lhe trará benefício algum se nem o Facebook está te obrigando fazer?

É na segunda opção, Configurações de privacidade, que você começará a definir o que pode ser visualizado e por quem. Você começa a separar seu perfil público do seu perfil para os amigos.

Clicando na opção Configurações de privacidade uma tela com várias opções será mostrada, mas eu vou dividi-la em três seções para melhor compreensão.

A primeira seção – Controlar a privacidade ao publicar– informa que você pode gerenciar a privacidade de uma publicação no momento em que estiver postando algo.

Repare o círculo em destaque na figura abaixo.

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Essa é a caixa de texto de uma publicação sua: No que você está pensando? É onde você coloca seus posts. Veja que o círculo destaca uma área que lhe permite clicar e escolher algumas opções, conforme imagem abaixo.

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Com estas opções você pode definir quem verá o seu post: Público (todo mundo), Amigos (somente seus amigos), Somente eu (só para você) e Personalizado (quem você definir especificamente). O símbolo de marcação ao lado da opção Personalizado indica que essa é a opção padrão. Você pode escolher outra, como por exemplo, Amigos, para ser a sua opção padrão.

A segunda seção – Para aplicativos móveis sem o seletor de público – trata da configuração para quem usa dispositivos móveis como smartphones cujo aplicativo do Facebook para o seu aparelho não possua a opção para selecionar quem verá o seu post. Então você poderá definir nas preferências de sua conta como esse aplicativo deverá ser comportar. Quer que qualquer pessoa veja seu post quando for feito a partir de um smartphone? Marque a opção Público. Quer que sejam apenas seus amigos? Marque a opção Amigos. Entendeu? São opções válidas apenas para postagens a partir de um smartphone ou celular.

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A terceira e última seção possui cinco grupos de personalização de privacidade, mas vou me concentrar apenas nos dois mais importantes. Você terá condições de analisar os demais depois do que aprender aqui.

Abaixo a imagem com a descrição de cada grupo, que de tão clara, nem vou repetir aqui.

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Você terá acesso às opções de personalização clicando em Editar configurações do lado direito.

Nota: Mais uma vez informo que as opções a seguir estão de acordo com a minha preferência, que pode não ser exatamente a sua. Objetivo é mostrar como se faz e onde você deverá se concentrar para personalizar o seu Facebook, portanto analise bem cada opção e deixe-o com a sua cara, pois se você for restritivo ao extremo perderá muitas das funcionalidades e do que ele propõe. Conhecimento e moderação são as palavras chave nesse caso.

Antes de continuar, você já percebeu o escopo das opções certo? Temos como alternativas: Público (ou todos), Amigos (seus amigos diretos), Amigos de amigos (o nome já diz tudo), Somente eu (no caso, você), Ninguém e Personalizado, além de Ativado e Desativadoem alguns casos.

Basta entender o que cada opção de personalização significa – leia com atenção – e escolher a opção apropriada. Não tem erro.

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Essas são, verdadeiramente, as principais opções de personalização de seu Facebook, definindo o seu perfil exatamente como você deseja e garantindo a privacidade de suas informações, posts, comentários, fotos, etc.

Nota: Existem ainda os famosos aplicativos do Facebook, como aqueles para registrar aniversários, joguinhos e outras coisas do tipo que fazem todos cair na tentação de aceitar os convites. Saibam apenas que são aplicativos de terceiros, que em nada tem a ver com o Facebook ou sua política de privacidade. Use-os por sua conta e risco, ok?

Ah! Quer saber minha opinião sobre esses aplicativos? Eu não uso nenhum e nego todos os convites de amigos para usá-los. Mas há quem goste e use, é de cada um. Não quero dizer que isso seja um perigo por si só, apenas não vejo utilidade e se não me interessa não tem por que usá-los certo?

Vemos relatos de pessoas que tem suas vidas pessoais expostas ou informações de segurança pessoal dadas de graça a qualquer um na Internet por total ignorância de como se comportar no mundo virtual. É algo inacreditável de imaginar o porquê de se colocar uma foto mais íntima na Internet se o objetivo é que ninguém veja? Por que informar o endereço residencial completo, com nome da rua, número da casa e até mesmo foto da mesma? Por que indicar pra todo mundo onde você trabalha, qual o seu cargo e sua função na empresa? É aproveitando essas falhas dos usuários que os bandidos virtuais de plantão se aproveitam da situação e, sem qualquer esforço, obtêm informações importantes para a ação criminal.

Nota: E tem quem ache hackers o máximo, imaginando que eles sabem de tudo como se fossem mágicos. Quem pensa assim nem imagina que está sendo seu parceiro. Smiley de boca aberta

Minha mensagem final

A mensagem final deste artigo não deve ser restrita apenas ao Facebook, mas a qualquer atividade no mundo virtual. Serve para o uso do correio eletrônico, objetivando os cuidados com o SPAM e o PHISHING, além de contribuir para o fim das famosas “correntes” do tipo “repasse isso ao máximo de pessoas que puder”; serve para o Twitter; serve para as salas de bate papo na Internet e tudo mais que possa – de alguma forma – estimular a divulgação de dados pessoais desnecessariamente.

Espero que este artigo tenha servido para algo além de simplesmente personalizar o seu Facebook, mas principalmente para a reflexão sobre um comportamento menos promíscuo na Internet em prol da segurança de todos.

Divulgue este artigo para seus amigos, é com conhecimento daquilo que usamos na Internet que a tornaremos um ambiente menos arriscado para nós.

O excesso de megapixels das câmeras digitais e a qualidade da imagem nas fotos

Participando de um fórum técnico de câmeras fotográficas digitais pude ajudar a um dos membros sobre uma dúvida que, acredito, atinge a grande maioria dos que gostam de fotografia digital amadora mas não possuem informações ou conhecimento técnico suficiente para fazer a escolha correta na hora da compra.

O questionamento feito por um dos membros é algo bastante comum em fóruns técnicos, porém sem aprofundamento, o que gera mais dúvida do que esclarecimento: o excesso de megapixels pode comprometer a qualidade das fotos de uma câmera digital?

Em minha resposta à questão procurei mostrar que em tecnologia não podemos, em afirmações curtas e sem algumas explicações técnicas – mesmo que de forma superficial – dar uma resposta direta: sim ou não. Mas também a coisa não é tão complicada de se entender. Então, vamos lá.

A afirmação genérica de que o “excesso de megapixels” compromete a qualidade das fotos é algo que devemos analisar com bastante cuidado.

Não é a quantidade maior de megapixels que degrada uma imagem digital. Parece até contrasenso, pois sabemos que a alta definição de imagem é representada por uma quantidade maior de pixels. Temos como exemplo nossas TVs. A TV HD Ready tem, em média, 1280 x 720 pixels. Já a TV Full HD tem, no mínimo, 1920 x 1080 pixels. Ou seja, mais pixels, melhor resolução. Isso é fato.

O que se tem falado de degradação de imagem em câmeras fotográficas digitais vem do fato de que, comercialmente, a ideia que é vendida é quanto mais megapixels tem uma câmera, melhor será em relação a sua concorrente com um número menor de megapixels. É nessa afirmação, pura e simples, que está o engano. Engano em parte, pois tudo é relativo, como afirmava o gênio Albert Einstein.

O que quero dizer é que a qualidade da foto numa câmera digital não pode – e nem deve – ser atribuída apenas à sua quantidade de megapixels. Aliás, esse não deve nunca ser o requisito número 1 na escolha de uma boa câmera fotográfica digital. Há outros fatores mais importantes, entre os quais: as lentes, o sensor de captação da imagem e o processador da imagem. E é no quesito “sensor” que voltamos ao questionamento sobre o comprometimento da qualidade das fotos pelo excesso de megapixels.

Acontece que, de uns anos pra cá, a popularização das câmeras compactas digitais fez com que os preços baixassem e, com isso, a necessidade de componentes de fabricação mais baratos, entre os quais o sensor. Isso acontece com os computadores, notebooks, netbooks, tablets e smartphones, ou seja, os mais baratos usam processadores mais simples, menos poderosos e de menor custo.

Tem se tornado quase padrão que as compactas populares atuais utilizem um sensor Type 1/2.3″ (esse número indica parâmetros das dimensões do sensor, tais como a sua medida na horizontal e vertical, além da diagonal, ou seja, identifica o sensor pelo tamanho). É aí onde está a grande questão dos megapixels. A relação entre a quantidade exagerada de megapixels e o tamanho do sensor.

Ora, é lógico imaginar que um sensor com 7,7 mm de diagonal e com, digamos, 10 megapixels de capacidade de resolução tenha uma condição de “melhor acomodar 10 milhões de pixels” do que o mesmo sensor com 20 milhões de pixels. Entendeu? É isso que nos referimos a “excesso de megapixel comprometer a imagem”. Não são os megapixels em si. Não é o tamanho do sensor é si. É a relação entre a quantidade de megapixels oferecida pela câmera e o tamanho do sensor utilizado, ou seja, comercialmente vendem o número de megapixels e internamente, sem quase fazer referência alguma, utilizam um sensor com tamanho não adequado para aquela quantidade de megapixels. Pixels muito próximos um do outro acabam por deixar “vazar” iluminação para os vizinhos, degradando a qualidade final da imagem, que perde definição.

Mas, como disse antes, tudo é relativo. Câmeras de marcas de renome, como a Sony, por exemplo, possuem “tecnologia” suficiente para tentar “melhorar” a relação megapixel/tamanho do sensor e com isso obter fotos incrivelmente boas.

O sensor desenvolvido pela Sony e utilizado nas câmeras mais atuais – Sensor CMOS Exmor R – possui uma capacidade incrível de captação de luz, mesmo em ambientes pouco iluminados, além de garantir uma menor interferência de iluminação entre pixels vizinhos, permitindo um número maior de megapixels no sensor.

Minha câmera anterior – que ainda possuo, agora como reserva – é uma Sony P-200, de 7.2 megapixels e um sensor Type 1/1.8″ (repare que é uma câmera mais antiga, de 2005, e mesmo assim possui um sensor maior que as atuais compactas que usam sensor Type 1/2.3″ e com bem mais megapixels. É essa relação que devemos analisar.

Com a minha “antiga” Sony P-200 tenho feito fotos melhores do que algumas compactas mais atuais de 14 ou 16 megapixels, mas que usam um sensor menor e lentes inferiores a Carl Zeiss.  Essa foi a razão que ainda não havia me permitido mudar da minha Sony P-200 com 7 megapixels, sensor Type 1/1.8″ e lentes Carl Zeiss F2.8 para esses modelos mais atuais da faixa mais popular que tem milhões de pixels, mas um sensor menor e lentes não Carl Zeiss.

É bem verdade que a minha antiga Sony P-200 ainda não usa o atual sensor CMOS Exmor R e, por isso sua capacidade para fotos noturnas sem flash ou sem uso do tripé fica comprometida, pois também não possui o recurso Steady Shot que evita imagens tremidas com o mínimo de movimento, mas era outro tempo e a tecnologia avançou muito desde então. Nestas situações, contornava o problema com o uso do tripé ou fixando bem a câmera na hora de bater a foto com uma maior exposição ou em ambientes de pouca luz.

Atualmente minha câmera principal é a nova (recém lançada nos Estados Unidos) Sony RX-100 com 20 megapixels, mas que não se constitui em problema algum, pois o seu sensor Type 1″ é bem maior que os sensores Type 1/2.3″, 1/1.8″ e até mesmo o sensor Type 2/3″ das câmeras compactas atuais. Aliado a isso o poderoso Exmor CMOS Sensor e suas espetaculares lentes Carl Zeiss Vario-Sonnar T* F1.8 garantem imagens de excepcional qualidade.

Estou apenas começando a “dominar” os recursos da câmera, mas na brincadeira já fiz fotos que me deixaram impressionado em relação as fotos de outras câmeras, não deixando nada desejar, inclusive, as fotos de câmeras da linha semi-profissional da própria Sony.

Antes do lançamento dessa câmera, em julho/2012, estava direcionado a adquirir uma Sony da linha NEX. Quando vi as especificações da Sony RX-100 decidi-me na hora por sua aquisição, pois a mesma possuía 3 aspectos importantes para a minha escolha que há muito procurava numa câmera digital:

1) Tamanho compacto, praticamente o mesmo tamanho da minha câmera anterior, a Sony P-200, mas com imagens com qualidade profissional. As câmeras da série NEX são bem maiores, devido as lentes intercambiáveis, e consequentemente mais pesadas.

2) Sensor maior e com alta sensibilidade para ambientes com pouca luz. Acredite! até agora não precisei usar o flash mesmo em fotos noturnas.

3) Lentes Carl Zeiss. Isso é fator essencial para mim, devido a experiência com a minha P-200 que usa Carl Zeiss F2.8, em relação a F1.8 da RX-100 (quanto menor o número F mais clara é a lente). As experiências que tive com câmeras com sensor Type 1/2.3″, muitos megapixels e lentes Sony G F3.5 não foram satisfatórias para mim.

Bom, com esse post espero ter podido esclarecer um pouco a questão dos megapixels nas câmeras digitais de forma a lhe permitir tomar uma boa decisão na hora de adquirir sua próxima câmera.

Na oportunidade procurei também falar um pouco da Sony RX-100, minha atual câmera, colocando-a no contexto da explicação como parâmetro da análise em função da Sony P-200 e câmeras compactas em geral.

Ainda a respeito da Sony RX-100, li vem vários reviews que a mesma pode até mesmo ser utilizada como uma câmera reserva compacta para os profissionais da fotografia e num artigo de uma coluna técnica do jornal The New York Times o editor descreve a mesma como “a melhor câmera de bolso já produzida”. Se é exagero ou não, não posso opinar, até por que não conheço muitas outras câmeras e também não quero entrar na discussão “essa é melhor do que aquela”, pois não é o objetivo aqui.  De qualquer forma, fica registrado o fato.

Estou apenas nas minhas primeiras experiências com a Sony RX-100, mas até o momento, ainda descobrindo muito de seus recursos, posso afirmar que estou muito impressionado com a qualidade do produto em si e do resultado de suas fotos, além de muito feliz pela escolha certa que fiz.

Liga das Florestas

Como membro colaborador do Greenpeace gostaria de convidá-lo a participar da campanha contra o desmatamento de nossas florestas. Seja um membro da Liga das Florestas, assinando uma petição pelo projeto de lei de iniciativa popular pelo FIM DO DESMATAMENTO NO BRASIL.

Vamos participar, como cidadão brasileiro, exigindo do nosso Congresso Nacional a resposabilidade por evitar que nossas florestas sejam desmatadas mais ainda do que tem ocorrido ao longo dos últimos anos.

Eu já assinei a petição. Mais de 1 milhão e 400 mil pessoas já assinaram a petição. Faça isso você também!  Clique no banner do Greenpeace ao lado e participe.

As TVs modernas e os truques dos fabricantes para atrair os consumidores

Nos últimos anos temos sido favorecidos com inúmeras ofertas de TVs com os mais variados recursos tecnológicos que, por vezes, deixa-nos mais confusos na hora da escolha.

Um dos aspectos mais levados em consideração, hoje em dia, é o chamado recurso motion resolution, que indica, teoricamente, a capacidade da TV em evitar o efeito ou sensação humana (variada de pessoa para pessoa) de que a imagem não apresenta uma boa definição na transição dos quadros que a compõe.

Sabemos que, por padrão, os sinais de TV são transmitidos numa taxa de 30 quadros por segundo, ou seja, uma sequência de imagens estáticas que são alteradas 30 vezes por segundo, dando a sensação de movimento. Sabemos, também, que as TVs padrão operam numa taxa de atualização de tela na ordem de 60 vezes por segundo (são os conhecidos 60 Hz). Desta forma as TVs repetem cada quadro recebido para atingir o total de 60 quadros por segundo.

O problema com as TVs modernas (LCD e Plasma) é que alguns usuários (não todos, pois depende da sensibilidade visual de cada pessoa) podem perceber uma espécie de “mancha na imagem” durante a transição dos quadros, principalmente em cenas de movimentos rápidos.

Para reduzir esse efeito, os fabricantes de TVs LCD passaram a usar o recurso de “criação de um quadro extra” entre os quadros recebidos para diminuir o tempo de transição da imagem, favorecendo um melhor conforto visual àqueles usuários com visão mais apurada. Desta forma, uma taxa que antes era 60 Hz passa a ser 120 Hz.

É este recurso, portanto, que diferencia as TVs de LCD atualmente, sendo anunciado pelos fabricantes que quanto maior a taxa de atualização (medida em Hz), melhor a qualidade da imagem. A disponibilidade deste recurso impacta, também, no preço final do produto.

Acontece, no entanto, que a simples apresentação do número 120 Hz (ou mesmo 240 Hz, 480 Hz ou 600 Hz) não indica que o fabricante da TV utiliza uma escala padronizada e universal, pelo contrário, fabricantes distintos utilizam processos distintos para tentar atingir o objetivo de melhorar a imagem ao usuário final.

É neste sentido que começa o marketing de cada empresa, tentando vender a ideia aos usuários de que quanto maior a taxa de atualização da sua TV melhor será a qualidade da imagem final obtida. Mas nem sempre é isto que acontece.

Uma das formas de reduzir a indefinição da imagem é a chamada MEMC (Motion Estimation-Motion Compensation), ou seja, utilização do recurso de interpolação de uso, criando um quadro extra entre cada um dos quadros originais. Este quadro é criado através de um algoritmo próprio definido pelos laboratórios das empresas fabricantes e funciona, na prática, como uma espécie de melhor palpite do processador utilizado pela TV para definir o que deve existir entre um quadro original e outro, baseado no quadro anterior e posterior.

Desta forma, nas TVs de 240 Hz, por exemplo, para cada quadro verdadeiro existem três quadros interpolados. Fabricantes como a Sony e a Samsung utilizam-se do MEMC, tanto nos modelos 120 Hz como 240 Hz.

Outros fabricantes, como a LG, Toshiba e Vizio, usam a tecnologia chamada Scanning Backlight. Esta tecnologia, em vez de uma segunda interpolação, usa o MEMC uma vez para atingir os 120 Hz e, a partir daí, uma combinação com uma luz que pisca muito rapidamente para “simular” uma taxa de atualização de 240 Hz.

Começam aí os cuidados do consumidor ao adquirir um produto levando em conta este aspecto da tecnologia. Neste sentido a Toshiba está tendo o cuidado em anunciar seus produtos ao destacar “Efeito 240 Hz”, para descrever seu método de varredura, baseado em Scanning Backlight.

Analistas do assunto ainda não afirmam que uma forma ou outra seja a melhor, pois tudo é relativo e depende muito da capacidade de cada usuário. Testes com vários usuários confirmaram que a partir de 120 Hz é praticamente imperceptível a diferença entre a qualidade das imagens, mas sempre pode haver aquele usuário mais com sensibilidade visual mais forte a ponto de realmente detectar diferenças entre taxas de varredura de 120 Hz para 240 Hz ou superiores. Já são uma minoria aqueles que percebem diferenças entre 60 Hz e 120 Hz, segundo análises efetuadas.

Segundo alguns analistas, em vez de os fabricantes tentarem vender seus produtos baseados nos números 120 Hz, 240 Hz ou até mesmo 600 Hz, deveriam informar para seus usuários a distância entres os pixels das telas das TV (pixel pitch), como uma medida de quão boa será a imagem de suas TVs.