Montando o Sistema Solar – 2ª Etapa (Fase 8): Netuno

Entramos nas fases finais da montagem do planetário, chegando ao oitavo planeta que assinala o limite exterior do nosso sistema planetário. Embora possua algumas semelhanças com Urano, certas características o convertem em um planeta único.

Netuno – o gigante azul

Netuno é o único planeta que não pode ser localizado a olho nu e que foi descoberto graças ao poder da matemática!

Seu descobrimento é atribuído ao matemático francês Urbain Le Verrier, que calculou sua posição e massa a partir das anomalias causadas na órbita de Urano, que havia sido reconhecido pouco tempo antes.

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Figura 1 – Netuno, o gigante azul.

Netuno, assim como seu vizinho Urano, é um “gigante de gelo”, um planeta de grandes dimensões cujo interior se encontra dominado por uma mistura turbulenta e meio derretida de materiais congelados como água, amoníaco e metano. O núcleo do planeta é uma esfera sólida de gelo e rochas com um tamanho similar ao planeta Terra.  Possui 13 luas conhecidas, mas uma se destaca devido ao tamanho em relação as demais e ao próprio planeta: Tritão.

A distância média em relação ao Sol é de cerca de 4.500 milhões de quilômetros (ou 250 minutos-luz). Sua superfície – comparada a terrestre – é de 15 Terras. Possui um período de rotação (dia) de 16 horas e de translação (ano) de 165 anos terrestres.

O material da oitava fase da 2ª etapa

O material dos planetas exteriores tem sido praticamente os mesmos: engrenagens, eixos, parafusos, etc. iguais aos planetas anteriormente montados.

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Figura 2 – material de montagem da oitava fase da segunda etapa.

Devido ao tempo desde a última montagem, precisei recorrer às instruções. Mas foi suficiente uma passada de olhos apenas, somente para relembrar alguns macetes.

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Figura 3 – aspecto de uma das engrenagens, antes da montagem.

Abaixo, o planeta Netuno na minha mão e depois já inserido no braço do planetário.

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Figura 4 – o planeta Netuno na minha mão.

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Figura 5 – o planeta Netuno (azul, à esquerda) já inserido no braço do planetário ao lado de Urano (turquesa, à direita).

Concluindo mais uma fase da montagem do planetário, a imagem abaixo mostra o aspecto do mesmo após a inserção de Netuno.

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Figura 6 – aspecto do planetário com a inserção de Netuno (planeta mais à esquerda).

Na próxima fase será a vez de Plutão, o planeta rebaixado.

Montando o Sistema Solar – 2ª Etapa (Fase 7): Urano

Vamos seguindo com a montagem do planetário e desta vez chegamos ao sétimo planeta, o primeiro dos gigantes de gelo sistema solar.

Urano – turquesa e inclinado

Devido a sua enorme distância do Sol, Urano foi o primeiro planeta a ser descoberto com a ajuda de um telescópio.  Seu brilho, portanto, está no limite do que pode ser observado a olho nu a partir da Terra.

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Figura 1 – Urano, o planeta cor de turquesa

O traço mais chamativo de Urano é sua inclinação axial muito acentuada.  Diferentemente de outros planetas, como Mercúrio ou Júpiter, que orbitam em torno do Sol quase erguidos, ou apenas inclinados 20º ou 30º, como a Terra e Marte, Urano tem uma inclinação de 98º, deixando o seu polo norte ligeiramente abaixo do plano de sua órbita, ou seja, enquanto os outros planetas giram como piões, Urano parece girar como um bola, tornando o seu ciclo estacional o mais estranho do sistema solar.

Urano tem uma massa, comparada a terrestre, maior em 14,5 vezes.  Seu volume equivale a 63 planetas Terra, possuindo um período de rotação de pouco mais de 17 horas, enquanto que um ano em Urano equivale a 84,32 anos aqui na Terra.

O material da sétima fase da 2ª etapa

O material para a montagem do planeta Urano é basicamente o mesmo do planeta Saturno.

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Figura 2 – O material para montagem.

A montagem das engrenagens dos últimos planetas é bastante semelhante e, por isso, já estou realizando sem mais precisar da orientação do guia de montagem.

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Figura 3 – Montando as engrenagens.

Em detalhe, o planeta Urano e sua cor característica.

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Figura 4 – O planeta Urano já inserido no planetário.

Com o planeta já inserido, resolvi fazer essa imagem com uma vista de cima do planetário, dando pra ver todos os planetas e imaginar suas órbitas, igualzinho como víamos nos antigos livros de geografia no colégio.

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Figura 5 – O planetário visto de cima.  Todos os planetas inseridos até o momento estão visíveis.

Consegue identificar cada um dos planetas?  Se sim, deixa um comentário aqui no final do post! Smiley piscando

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Figura 6 – Aspecto atual do planetário com a inserção do planeta Urano.

Partindo agora para as últimas fases da etapa atual, o planetário já embeleza o meu home office com os vários tamanhos e cores dos planetas do nosso sistema solar.

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Figura 7 – O planetário já compondo a decoração do meu home office.

Mais uma fase cumprida e já com o material da próxima fase, o planeta Netuno, agora é aguardar mais um tempinho para a montagem e apresentação no próximo post.

Montando o Sistema Solar – 2ª Etapa (Fase 6): Saturno

Nem completou um mês desde o último post sobre a montagem do meu sistema planetário e estamos de volta para mostrar como está o conjunto após a inserção de um dos mais belos planetas: Saturno.

Saturno – o senhor dos anéis

O segundo maior planeta do sistema solar se tornou célebre por seus espetaculares anéis e seu grande sistema de satélites.  O planeta possui 60 luas conhecidas!

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Figura 1 – Saturno, seus anéis e algumas de suas luas.

O diâmetro de Saturno é um pouco menor do que o de Júpiter (cerca de 80% do diâmetro de Júpiter), enquanto que seu peso equivale a um terço.  Trata-se, portanto, do planeta menos denso do sistema solar – na verdade, é mais leve do que a água.

Como Júpiter, Saturno é composto em sua maioria por dois gases mais leves, o hidrogênio e o hélio, com traços de outros elementos.  A principal diferença entre os dois mundos está nas baixas temperaturas que ocorrem nesses lugares tão afastados do sistema solar.  Nas regiões superiores de Saturno a temperatura chega aos -153ºC, cerca de 30ºC menos que Júpiter.

Saturno está a 1.433 milhão de km do Sol (79 minutos-luz).  Sua superfície equivale a 83,7 planetas Terra, mas por ter pouca densidade a gravidade comparada com a terrestre é de apenas 0,91.

O material da sexta fase da 2ª etapa

Eis o material para colocar o segundo maior planeta do sistema solar no planetário.

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Figura 2 – Material necessário para a inserção de Saturno no planetário.

Em minhas mãos, o segundo maior dos planetas do sistema solar.

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Figura 3 – Saturno, o segundo maior dos planetas.

As engrenagens dessa fase são praticamente as mesmas da fase anterior, quando Júpiter foi inserido no planetário.

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Figura 4 – Duas das engrenagens necessárias para o cálculo correto da órbita de Saturno.

A dificuldade aumenta apenas no momento de retirar o eixo central para inserção das novas engrenagens, devido ao peso do conjunto que já é considerável para ser manuseado por apenas uma das mãos.

Nesta fase um outro fator de dificuldade foi a necessidade da troca dos pés da base de sustentação, justamente devido ao aumento do peso do conjunto.  Os novos pés possuem uma base de apoio maior que os anteriores.  A retirada dos pés anteriores necessitou do uso de alicate, mas a inserção dos novos foi realizada sem necessidade de qualquer ferramenta.

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Figura 5 – Novos pés de apoio inseridos na base do sistema.  Ao lado, o antigo pé de apoio.

Finalizando, podemos ver o novo aspecto do planetário com a inserção do planeta Saturno.

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Figura 6 – Saturno inserido no planetário.

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Figura 7 – Aspecto final do planetário após a inserção do planeta Saturno.

Concluída mais uma fase, o próximo destino será o planeta de cor turquesa Urano, o primeiro planeta descoberto na era do telescópio.  Vamos aguardar!!! Smiley piscando