Montando o Sistema Solar – 2ª Etapa (Fase 2): Terra e Lua

Dando continuidade a montagem do meu sistema planetário, ao final deste post veremos como está o projeto após a inserção do mais importante planeta de todos: Terra – o nosso lar.

Terra – o nosso lar

Única no nosso sistema solar, a Terra é um mundo propenso à vida, parecendo que foi criada com o objetivo de permitir que a nossa espécie – e outras tantas incontáveis – pudesse existir.

O único planeta conhecido que possui um clima bastante moderado, com mares e vastas extensões de terra firme e um incrível, mas delicado, sistema de alternância de ciclos e equilíbrio entre diversas forças. 

extras_terra
Figura 1 – Terra vista do espaço.

Vários aspectos tornam o nosso planeta especial e exclusivo no sistema solar:

  • É o único planeta a apresentar placas tectônicas, permitindo regular a temperatura interna do planeta.
  • Possui uma inclinação axial de 23,45º que possibilita, ao longo do período de translação, que primeiro um hemisfério e depois o outro receba uma grande quantidade de luz que, aliado ao período de rotação de apenas 24 horas, permite a alternância de dias e noites, sem as quais a Terra seria um mundo morto, muito mais frio nos polos e tremendamente tórrido no equador.
  • Possui um campo magnético protetor, como uma espécie de couraça que desvia as partículas mais daninhas da radiação solar antes de alcançarem a nossa superfície.
  • E possui um satélite natural – a Lua – relativamente grande em relação ao planeta, protegendo-nos da maioria dos impactos de asteroides, além de promover, aliado a outros fatores, o ciclo das mares na Terra, essencial ao equilíbrio planetário necessário à manutenção da vida.

Situada a 150 milhões de quilômetros do Sol, é o maior dos planetas rochosos.  Suas dimensões excedem um pouco as de Vênus e bastante as de Marte e Mercúrio.  Em comparação ao Sol e até mesmo aos demais planetas do sistema solar, no entanto, nosso planeta não passa de um ponto perdido no espaço. 

exstras_comparação_tamanho_planetas
Figura 2 – Concepção artística mostrando a proporção de tamanhos entre o Sol e planetas do sistema solar.

O sistema Terra-Lua

A Lua, satélite natural da Terra, possui um tamanho considerável em comparação ao nosso planeta.  Isso faz com que ambos tenham uma grande influência recíproca e alguns cientistas classificarem a Terra-Lua como um planeta duplo.

extras_lua
Figura 3 – A Lua.

A Lua tem um tamanho equivalente à quarta parte da Terra, com 1/50 do seu volume e 1/80 de sua massa.  Isto é muito grande para um satélite.

Um dos fenômenos naturais terrestres mais conhecidos e facilmente comprovado por nós são as marés, que acontecem por influência direta da Lua, que provoca uma espécie de abaulamento ocasionado pelo puxão causado pela gravidade do nosso satélite natural.  Na verdade a influência gravitacional é tal que chega a alterar a forma do nosso planeta!  Ou seja: a Terra não seria a mesma sem a Lua.

O material da segunda fase da 2ª etapa

Com quatro fascículos e uma leitura sempre agradável e enriquecedora, as peças para a montagem do sistema Terra-Lua são apresentadas.

montagem_fase2_etapa2_1_pecas
Figura 4 – As peças da segunda fase da etapa 2.

Não deixo de me impressionar com a qualidade do material que compõe as peças do planetário.  Abaixo, em destaque, uma das catracas para mostrar o belíssimo acabamento do produto.

montagem_fase2_etapa2_2_pecas
Figura 5 – Uma das catracas quem compõe a engrenagem do sistema Terra-Lua.

Os planetas de cada kit são exclusivos, pois são pintados a mão, um a um.  Abaixo, o planeta Terra com um excepcional acabamento artístico.

montagem_fase2_etapa2_3_pecas
Figura 6 – O excelente trabalho de pintura à mão do globo terrestre.

Mãos à obra!

Juntadas as peças e as ferramentas necessárias, que incluem chave philips, chaves allens e tesoura, iniciei a montagem das engrenagens do sistema Terra-Lua.  Um trabalho que exige bastante atenção e cuidado, pois algumas peças exigem o lado correto para colocação dos parafusos e os mesmos são muito pequenos, correndo o risco fácil de se perderem.  Para isso, portas e janelas fechadas e um sonzinho suave para acompanhar são pré-requisitos fundamentais. Smiley piscando

montagem_fase2_etapa2_4_pecas
Figura 7 – Parafusando uma das engrenagens.

Ao final de alguns minutos as engrenagens estavam montadas e mais uma vez tive que fazer a desmontagem do eixo central do planetário, o que exigiu bastante cuidado devido as engrenagens dos planetas anteriores, além do peso que já é considerável.

montagem_fase2_etapa2_5_pecas
Figura 8 – As engrenagens já instaladas no eixo central do planetário. Cada vez mais complexo.

Após a inserção das engrenagens, foi a vez de acoplar o braço de sustentação da Terra e da Lua, dando uma beleza particular ao planetário, afinal a Terra é o planeta mais lindo que existe. Polegar para cima


Figura 9 – O sistema Terra-Lua inserido no planetário. 

Afastando-se um pouco, percebemos melhor a inserção do sistema Terra-Lua no planetário e a complexidade de engrenagens que já se mostra visível.

montagem_fase2_etapa2_7_pecas
Figura 10 – O Sol e os três primeiros planetas: Mercúrio, Vênus e o sistema Terra-Lua. Complexidade visível do sistema de engrenagens.

E por último, o aspecto do planetário ao final da montagem das peças da segunda fase da 2ª etapa, que já contém os três primeiros planetas e a primeira lua do sistema solar.

montagem_fase2_etapa2_8_pecas
Figura 11 – Aspecto atual do planetário.

Mais uma fase concluída.  Agora é aguardar o recebimento dos próximos fascículos com novas peças para dar continuidade ao projeto.  Não vejo a hora!

Próximo destino: Marte! Smiley piscando

Montando o Sistema Solar – 2ª Etapa (Fase 1): Vênus

Primeira etapa concluída, agora começa a 2ª etapa do projeto,  a maior das três, com 10 fases no total. 

Neste post mostrarei como está o projeto após a inserção do planeta Vênus e a engrenagem gravada que tem a função muito precisa de comprovar a posição dos planetas em um determinado momento, mas primeiro vamos saber mais um pouquinho sobre o nosso vizinho mais próximo. Smiley nerd

Vênus – o planeta infernal

Apesar de receber o nome da deusa romana do amor e da beleza, Vênus é o mais próximo que se pode imaginar de um mundo infernal, devido a sua atmosfera tórrida, asfixiante e hostil a qualquer forma de vida, mantendo praticamente constante uma temperatura média na superfície de 465º C e uma atmosfera composta na sua maior parte por dióxido de carbono (CO2), que exerce uma pressão sobre a superfície 100 vezes maior que a da Terra, e ácido sulfúrico condensado que provoca chuvas ácidas de grande poder corrosivo. Ou seja, qualquer objeto que alcance a superfície do planeta logo será destruído, queimado e fundido.  Tudo isso ao mesmo tempo!

Vênus situa-se a uma distância média de 108 milhões de quilômetros do Sol e, portanto, a cerca de 48 milhões de quilômetros da Terra em sua maior aproximação.  Sua massa equivale a 0,82 Terras e sua gravidade corresponde a 0,9 da força gravitacional terrestre.  Com um período de translação correspondente a 225 dias terrestres e com uma rotação a cada 243 dias terrestres, em Vênus 1 dia é mais longo que 1 ano! Estranho né?  Estranho também é saber que Vênus gira em direção contrária em relação aos demais planetas (rotação).  É realmente um planeta estranho. Smiley surpreso

Destaque no céu

Depois do Sol e da Lua, é o corpo celeste que mais se destaca no nosso céu nos finais de tarde/início de noite e ao amanhecer, sendo facilmente reconhecido, conforme podemos constatar na imagem a seguir, onde foi fotografado por mim em 04/08/2013, logo após o pôr do Sol.

extras_venus_mossoro
Figura 1 – Vênus facilmente destacado no céu logo após o pôr do Sol.

O brilho intenso de Vênus, além da proximidade com a Terra, ocorre pelo fato do planeta ser encoberto por uma grossa camada de nuvens (veja figura 2) que refletem até 80% da luz do Sol que incide no planeta, sendo praticamente impossível visualizar sua superfície sem o uso de equipamentos especiais (veja figura 3).

extras_venus_2
Figura 2 – Vênus visto sem o uso de equipamentos especiais.  A grossa camada de nuvens impede a visualização de sua superfície.

extras_venus
Figura 3 – Aspecto da superfície de Vênus revelado após um conjunto de imagens obtidas por RADAR pelas sondas Magalhães e Pioneer montadas sobre um modelo esférico simulado por computador.

O material da primeira fase da 2ª etapa

Após mais uma leitura prévia nos fascículos correspondentes e juntadas as ferramentas e peças necessárias é hora de continuar a montagem do planetário.  Mãos à obra!

montagem_fase2_etapa1_1_pecas
Figura 4 – Ferramentas e peças para mais uma fase de montagem do planetário.

A montagem dos novos planetas, a partir de Vênus, necessitará efetuar a remoção temporária do eixo central da base do planetário, o que exige cuidado com as peças já montadas anteriormente.  O grau de dificuldade também aumenta, pois tudo tem que ficar perfeitamente encaixado para o correto funcionamento.  Leva um tempinho, exige concentração, mas é muito legal poder fazer tudo isso.  O cuidado maior é não perder nenhuma peça, pois não há reserva.  Algumas peças medem apenas 3 mm.

Vênus fazendo companhia a Mercúrio no Planetário

Após a inserção de Vênus, Mercúrio ganha companhia e já podemos contemplar os “planetas interiores” (aqueles que ficam mais próximos do Sol em relação a Terra).  Também já podemos rotacionar os planetas em torno do Sol e perceber a diferença de velocidade de translação entre Mercúrio e Vênus.  É muito legal poder ver na prática a fração do caminho percorrido por Vênus em sua órbita durante 1 ano do planeta Mercúrio. Smiley nerd

montagem_fase2_etapa1_2_venus
Figura 5 – Vênus inserido no Planetário, fazendo companhia a Mercúrio.  A engrenagem maior, na posição mais inferior, é a base de cálculo da rotação de todos os planetas e se refere ao planeta Terra, ainda não inserido.

A engrenagem gravada

A engrenagem gravada permitirá conhecer o Sistema Solar em uma determinada data, pois a mesma possui várias indicações que fazem parte de um esquema radial (denominado roseta) composto por 180 linhas separadas por intervalos de 2º, permitindo calcular o ângulo aproximado a partir do qual se olha e determina a posição real, considerando-se três datas chaves importantes: 1ª) a posição dos planetas segundo a Estrela de Belém; 2ª) a posição dos planetas em 1º de janeiro de 2000 (novo milênio); e 3ª) a posição dos planetas com a data da resolução do IAU (24 de agosto de 2006).

Abaixo o aspecto geral do planetário já incluindo o Sol, Mercúrio e Vênus.

montagem_fase2_etapa1_3_concluida
Figura 6 – Aspecto do planetário ao final da primeira fase da segunda etapa.

Mais uma fase concluída.  Agora é aguardar o recebimento dos próximos fascículos com as peças que faltam para a conclusão da próxima fase: o planeta Terra e sua Lua.  Não vejo a hora! Smiley piscando

Montando o Sistema Solar – 1ª Etapa: O Sol e Mercúrio

Continuando a sequência de posts que dedicarei a mostrar o trabalho de montagem do meu planetário do Sistema Solar, abordarei neste tópico a primeira etapa da montagem, que constitui na base, eixo central, o Sol e o primeiro planeta: Mercúrio.

Antes de pôr a mão na massa, logicamente, tive que ler os fascículos correspondentes a cada etapa/fase, o que na primeira etapa corresponde aos 4 primeiros fascículos.

É muito legal, mesmo para mim, acostumado a esse tipo de leitura técnica, poder “viajar” pelo Sistema Solar, sempre aprendendo algo novo, e apreciando belas imagens do nosso universo. 

Pois é, os fascículos não trazem apenas as instruções para montagem de cada etapa, mas também um pouco de cada corpo celeste do Sistema Solar, com informações, imagens, curiosidades, etc.  A leitura, assim, torna-se uma prazerosa obrigação. Smiley nerd

montagem_fase1_etapa1_1
Figura 1 – Estudando as instruções de montagem.

O Sol

Não é por acaso que este corpo celeste dá nome ao nosso sistema planetário.  Sozinho, ele contém 98,4% de toda a massa do sistema solar e controla o movimento pequenos fragmentos que constituem os planetas e os diversos satélites, proporcionando toda a energia para uma girão do espaço que varia entre 15 e 20 bilhões de quilômetros de diâmetro.

extras_sol
Figura 2 – O Sol.

Nosso Sol localiza-se a acerca de 27.000 anos-luz do centro da nossa galáxia: Via Láctea.  A distância média até o nosso planeta é de 150 milhões de km, ou 8 minutos-luz (tempo que a luz do Sol leva para chegar até nós), e possui uma massa equivalente a 333 mil planetas Terra.

A temperatura do Sol varia de 5.500º C na superfície até cerca de 15.000.000º C no núcleo, sendo composto basicamente de Hidrogênio (92,1%), Hélio (7,8%) e outros elementos (0,1%).  Estima-se que o Sol ainda levará 5 bilhões de anos até consumir todo o seu combustível nuclear para depois morrer.

Mercúrio – o primeiro planeta

É o menor de todos os planetas do Sistema Solar, com um tamanho pouco maior que nossa Lua, estando privado de atmosfera e com a superfície coberta de crateras.

extras_mercurio
Figura 3 – Mercúrio, o menor dos planetas.

Mercúrio está localizado a 58 milhões de km do Sol e possui uma gravidade de 0,3 vezes, comparada a gravidade terrestre, ou seja, lá todos os corpos possuem cerca de 3 vezes menos o peso que teria na Terra.  Não possui luas e seu período de translação (ano) corresponde a apenas 88 dias terrestres.  A temperatura em Mercúrio varia de 170º C negativos (noite)  a 430º C (dia).

Devido ao seu tamanho e também pelo fato de nunca se separar mais de 28º do Sol não é fácil observar Mercúrio a partir da Terra, pois apenas no pôr do Sol ou no nascer do Sol é que temos a oportunidade de ver seu brilho no céu, e mesmo assim nada diferente de outras estrelas, necessitando de conhecimento exato de sua posição no céu.

A placa base

Então, após a montagem das peças correspondentes a primeira etapa do planetário, já podemos ter uma ideia do projeto.

Primeiramente foi montada a placa base do planetário.  É ela quem sustenta todo o sistema através do eixo central. 

A placa base possui a data gravada de 24 de agosto de 2006 (data da resolução da IAU).  Isto já identifica todo o planetário como um objeto para colecionadores, com edição limitada.

Graças as gravações na placa base será possível seguir o trajeto dos planetas através das constelações do céu noturno, pois o seu anel móvel permite compensar a posição mutável da Terra em relação às estrelas.

montagem_fase1_etapa1_5_base
Figura 4 – A placa base do planetário: o mapa para seguir o trajeto dos planetas.

O Sol e Mercúrio no Planetário

Com a montagem da placa base e do eixo central, foi a vez da inserção do Sol e do planeta Mercúrio no planetário, dando o primeiro aspecto visual do projeto.

montagem_fase1_etapa1_4_sol_e_mercurio
Figura 5 – O Sol e Mercúrio inseridos no planetário.

Neste momento já é possível rotacionar o planeta em torno do Sol, mas ainda sem a noção proporcional de seu período de translação, devido a falta dos demais planetas.

Abaixo, o aspecto geral do planetário ao final da primeira etapa.

montagem_fase1_etapa1_6_concluida
Figura 6 – Aspecto do planetário ao final da primeira etapa de montagem.

Devo dizer que o trabalho de leitura e montagem do planetário está sendo muito prazeroso para mim.  Poder perceber, através das engrenagens, toda a complexidade dos movimentos dos planetas é algo realmente incrível.

A qualidade do material das peças que compõe o planetário é impressionante.  A precisão dos engates mostra o esmero do criador do projeto em entregar aos colecionadores um produto de excepcional qualidade.

Por enquanto é só, mas logo logo um novo post será publicado para mostrar o início da montagem da segunda etapa, que será composta de várias fases, começando pela que colocará o próximo planeta: Vênus.  Até lá! Smiley piscando

Montando o Sistema Solar – Apresentação

Como um apaixonado pela ciência – em especial a astronomia – sempre fui fascinado pelo Sistema Solar – o Sol, os planetas, as luas, asteroides e cometas – e desde criança esse é o tipo de literatura que me atrai, tendo colecionado várias publicações a respeito numa época em que as revistas impressas e os livros em bibliotecas eram as principais – senão as únicas – fontes de conhecimento disponíveis.  Lembro-me que foi com uma dessas publicações, uma calculadora científica, lápis, papel e um transferidor que calculei a rota do cometa Halley no final de 1985 e início de 1986 para facilitar a localização do mesmo no céu durante minhas observações. Smiley nerd

Agora, na era da Internet, onde as publicações impressas em fascículos estão ficando escassas, substituídas pelas consultas online diretamente no computador e aplicativos espetaculares que nos permitem “viajar” a qualquer lugar do planeta, a descoberta de uma publicação ímpar e rara, com edição limitada, fez-me voltar no tempo e iniciar uma nova coleção sobre o nosso Sistema Solar.

Trata-se da obra: Monte e Descubra o Sistema Solar, da Editora Planeta DeAgostini do Brasil Ltda., que nos presenteia com esta fascinante coleção.  Parabéns a editora e aos produtores da obra.

Claro, não foi apenas pela publicação impressa em si, pois o conteúdo informativo sobre o Sistema Solar pode ser facilmente encontrado em sites especializados na Internet, mas pelo que a mesma contém e me proporcionará: a construção de um planetário. 

Na verdade serão duas construções: o planetário baseado em nosso Sistema Solar, com o modelo definido pela IAU (União Astronômica Internacional) em 24 de agosto de 2006, data em que uma nova definição dos planetas incluíram Ceres e Éris como novos planetas anões, juntamente com Plutão que foi “rebaixado” de categoria; e o magnífico sistema Terra-Lua-Sol.  A conclusão dos trabalhos, no entanto, levará meses, uma vez que os módulos de montagem serão distribuídos em etapas e, em cada uma delas, fases.

No meu primeiro contato com as peças do planetário pude constatar a alta qualidade do material utilizado.  Realmente impressionante, pelo peso, consistência e precisão nos detalhes, dando a certeza de um material de grande resistência.  As engrenagens são de latão maciço e as peças fixas são de chapas de latão, enquanto os planetas são de chapas metálicas e as luas de metal maciço.  No final, todo o conjunto será movido a eletricidade para dar o movimento real dos planetas em torno do Sol.

Um pouco de História

O primeiro planetário foi encomendado em 1704 por Charles Boyle, o quarto conde de Orrery, ao famoso fabricante de instrumentos John Rowney.  O conde cedeu seu título ao modelo, que no Reino Unido passou a ser conhecido como “Orrery”.  Hoje o nome pode parecer estranho, mas naquela época o tempo era rapidamente reconhecido como o título de uma propriedade perto de Cork, na Irlanda.  O modelo original do planetário foi criado pelo famoso relojoeiro e inventor londrino George Graham, que cedeu a John Rowney os direitos de reprodução. 


O modelo de planetário que irei montar foi desenhado e fabricado originalmente pelo artista londrino Louis Calmels, inspirado nos instrumentos científicos clássicos dos séculos XVII e XVIII e construído durante seu tempo livre.  É um fruto do seu fascínio pela astronomia e um testemunho de como o Sistema Solar é conhecido hoje.  É realmente louvável o trabalho deste artista.

planetario
Figura 1 – Aspecto do planetário criado por Louis Calmels e que acompanha a obra “Monte e Descubra o Sistema Solar” da Editora Planeta DeAgostini

Postarei aqui a minha experiência durante a montagem do planetário, ao mesmo tempo em que darei informações científicas a respeito de cada corpo celeste envolvido na etapa/fase abordada.  Então, se você curte ciência e astronomia, fique ligado nos próximos posts. Smiley piscando

Mundo virtual: até que ponto nossa privacidade está exposta e de quem é a culpa?

Lembram-se da máxima: “se conselho gratuito fosse bom…” acho que é mais ou menos isso, mas não importa… o que quero dizer é que no mundo virtual devemos desconfiar das mensagens apelativas dando conselhos mágicos, tirados ninguém sabe de onde, que procuram induzir aqueles que os seguem a algo que acreditam tornar a sua vida mais segura ou menos exposta.

Pois bem, vendo o número crescente de posts recentes no Facebook de pessoas pedindo por tudo para que seus amigos desabilitem certa opção para, com isso, ter mais privacidade na rede social com a alegação de que “com as mudanças do Facebook, agora todos ficam sabendo das nossas coisas e gente que nem está nos nossos contatos, só porque um contato faz um ‘comentário’ ou ‘curte’ algo nosso…”, resolvi escrever esse artigo para desmistificar um pouco a questão da privacidade no Facebook, mas que também serve de exemplo para outros serviços no mundo virtual.

Primeiramente temos que ter a compreensão que o Facebook é uma rede social e, como tal, tem o objetivo realmente de expor conteúdo, mensagens, comentários, fotos, vídeos, etc. tanto entre amigos, amigos de amigos e até mesmo que nem conhecemos. Isso não tem nada demais, é o que a ferramenta propõe e isso você deve compreender.

Então onde está o “X” da questão no que se refere à falta de privacidade? No usuário, claro! Ou seja, em você.

Acontece que a grande – mas é a grande mesmo – maioria dos usuários adora estar postando suas coisas (textos, fotos, vídeos, etc. de forma quase que compulsiva) e também vendo o que os outros postam – o que também não há nada de errado nisso – mas desconhece a ferramenta que tanto utiliza a ponto de se colocar numa situação de exposição gratuita sem saber.

O Facebook possui um alto poder de personalização daquilo do que você deseja ou não que seja visualizado por outras pessoas, quer sejam amigos ou não. Ah! Isso você não sabia? Sério? E de quem é a culpa? É sua, ora! Como você usa tanto uma ferramenta, passando horas e horas postando e respondendo mensagens e nunca parou alguns minutos – uma única vez – para personalizar as opções de sua conta e de sua privacidade? Como disse a culpa é sua!

Então agora você sabe que existe sim uma maneira – aliás, várias maneiras – de o Facebook ficar do jeito que você quer, com a privacidade que você deseja, sem ter que ficar achando que esse tipo de conselho que chega por e-mail ou por posts desconhecidos no próprio Facebook trará a desejada privacidade e sensação de segurança no mundo virtual.

Bom, acho que já deu pra perceber que essa dica que está rolando por aí não vai resolver o seu problema, ou seja, essa falsa dica não passa de um fenômeno viral ou SPAM. Ou você acha realmente que uma ferramenta tão popular como o Facebook, que possui cerca de um bilhão de usuários no mundo todo, faria com que você tivesse que depender da boa vontade de seus amigos em desmarcar uma determinada opção para ter a privacidade desejada? Você achou isso? Ou pior, você nem entendeu do que se tratava, mas como a dica estava num post de um amigo seu, que recebeu de um amigo dele, que recebeu de sabe-se lá de quem e por aí vai, você simplesmente tratou de executá-la e replicá-la na sua linha do tempo para seus amigos? Isso não está parecendo aquelas correntes inúteis que temos no serviço de e-mail do tipo “leia isso: é verdade!” ou então “essa pessoa precisa de sua ajuda! compartilhe essa mensagem” e que só fazem mesmo é aumentar o número de SPAM na rede, contribuindo para o congestionamento e lentidão na troca de mensagens realmente úteis e que, aos poucos, está fazendo com que gastemos cada vez mais tempo com a manutenção de nossa caixa postal, excluindo o lixo eletrônico? Pois é, voltamos ao ponto inicial sobre o usuário que usa uma ferramenta sem conhecê-la e daí gera todo um problema, para ele próprio e para o sistema como um todo.

Depois do sermão acima, que com certeza te fez refletir um pouco sobre o assunto, vamos ver o que realmente você pode fazer no Facebook para conseguir uma maior privacidade.

A primeira coisa que você precisa saber é que você possui dois perfis no Facebook: um público e outro personalizado para seus amigos.

É aí que pode estar o seu problema, ou seja, o que você não quer que outras pessoas vejam, exceto seus amigos, pode estar sendo exibido no seu perfil público, fazendo com que qualquer pessoa na Internet veja o que você coloca no Facebook, quer seja um post, um comentário, quem são seus amigos, suas informações pessoais, suas fotos, etc.

O que você precisa fazer é muito simples: tornar o perfil público o mais restritivo possível – de acordo com sua preferência – e personalizar aquilo que realmente deseja que seus amigos vejam de você.

Vou basear as explicações a seguir na forma como personalizei os meus perfis, tanto público como o de amigos, mas você poderá fazer como achar melhor para o seu caso, não sendo necessário seguir exatamente o meu modelo.

Vamos começar então!

Primeiro saiba como você pode analisar como está o seu perfil público e como está o seu perfil para seus amigos.

Acesse o seu perfil clicando no seu nome ou na sua foto de perfil quando estiver na tela inicial do Facebook. Isto levará você para a tela onde você verá a sua linha do tempo. Então clique na setinha para baixo que existe no botão Registro de atividades, conforme figura abaixo, e em seguida na opção Ver como…

clip_image001

Isto fará o Facebook mostrar o seu perfil público, ou seja, como você é visto por qualquer pessoa na Internet.

Repare que nessa mesma tela – canto superior esquerdo – há uma caixa de texto onde você poderá digitar o nome de algum amigo seu. Isso fará o Facebook mostrar como seus amigos veem o seu perfil.

clip_image003

Entendeu? Há um perfil público e outro para amigos. O que você deve fazer é configurar o Facebook para que cada um seja exibido de acordo com a sua preferência. E é o que veremos a seguir.

Configurei um perfil público bastante restritivo, somente com o que não é possível evitar: meu nome, minha foto de perfil e minha foto de capa. Essas três informações são obrigatórias no Facebook e não há como deixar de ser vista por qualquer pessoa. Pode ser bom pra mim, mas não pra você. Se o seu objetivo é que outra pessoa te encontre com maior facilidade, restringindo tanto assim você dificultará a vida dela, que pode inclusive ser um amigo seu de verdade, que mora longe e lembrou-se de você, ou mesmo um amigo antigo da faculdade ou da época do colégio. Então, use o recurso com moderação e de acordo com seu objetivo na rede social.

Na figura abaixo você pode ver como um perfil público configurado com um alto nível de restrição – como é o meu caso – é visto por qualquer um que não esteja na lista de amigos.

clip_image005

Repare que, desta forma, as únicas informações que alguém que não seja seu amigo verá no Facebook serão: seu nome, sua foto de perfil e sua foto de capa. Justamente as únicas informações que o Facebook não permite ocultar, bastando você selecionar as imagens corretas para essas duas áreas, sabendo que serão públicas.

Agora repare na imagem abaixo e veja como a coisa já muda de figura. Trata-se, agora, do perfil para amigos.

clip_image007

Novas informações surgiram: casado com, sobre, amigos, fotos, posts, atividades recentes, mensagens diretas e notificações, etc. Mais informações sobre você, mas que serão vistas apenas pelos amigos, pois assim foi configurado o Facebook para tal.

Daí vem a primeira lição: não é o Facebook que te expõe para o mundo de forma gratuita, mas você mesmo, que de forma descuidada dá as informações para quem quiser tê-las.

Como configurar então?

Uma vez conectado ao Facebook, repare no canto superior direito a opção Página inicial. Ela contém uma setinha do lado direito que aponta para baixo. Clicando nela surgirá um menu de opções conforme a figura abaixo, contendo duas opções importantes: Configurações da conta e Configurações de privacidade.

clip_image008

Na opção Configurações da conta você terá os parâmetros gerais de sua conta no Facebook, além de outras opções sobre segurança, notificações, sobre assinantes, aplicativos, dados do seu celular, etc. Essas informações são importantes para a manutenção de sua conta no Facebook e você não precisa se preocupar a ponto de informar algo que não seja verdade, só para preencher os campos. Apenas informe aquilo que deseja realmente constar no seu cadastro e que seja exigido pelo Facebook, pois cada informação tem um objetivo específico. Por exemplo: o número do seu celular. Não precisa ter receio em informá-lo, pois com ele o Facebook poderá notificá-lo no caso de novas mensagens, novos pedidos de amizades, se você foi citado num post ou comentário, etc. diretamente no seu aparelho. O fato de informar seu número nessa área não significa que o mesmo será conhecido, nem mesmo por seus amigos, se assim você desejar, pois o mesmo pode ser usado apenas para um serviço de notificação do Facebook e que pode ser bastante útil pra você. Se não quer o serviço e também não quer divulgar o número, não há porque cadastrá-lo. Entendeu o espírito da coisa? Você analisa cada caso. Se houver vantagem para você, se vai lhe trazer algum benefício, a informação é válida e deve ser cadastrada sem problemas. Não interessa? Não sabe o porquê daquilo? Então pra que informar algo que não lhe trará benefício algum se nem o Facebook está te obrigando fazer?

É na segunda opção, Configurações de privacidade, que você começará a definir o que pode ser visualizado e por quem. Você começa a separar seu perfil público do seu perfil para os amigos.

Clicando na opção Configurações de privacidade uma tela com várias opções será mostrada, mas eu vou dividi-la em três seções para melhor compreensão.

A primeira seção – Controlar a privacidade ao publicar– informa que você pode gerenciar a privacidade de uma publicação no momento em que estiver postando algo.

Repare o círculo em destaque na figura abaixo.

clip_image010

Essa é a caixa de texto de uma publicação sua: No que você está pensando? É onde você coloca seus posts. Veja que o círculo destaca uma área que lhe permite clicar e escolher algumas opções, conforme imagem abaixo.

clip_image011

Com estas opções você pode definir quem verá o seu post: Público (todo mundo), Amigos (somente seus amigos), Somente eu (só para você) e Personalizado (quem você definir especificamente). O símbolo de marcação ao lado da opção Personalizado indica que essa é a opção padrão. Você pode escolher outra, como por exemplo, Amigos, para ser a sua opção padrão.

A segunda seção – Para aplicativos móveis sem o seletor de público – trata da configuração para quem usa dispositivos móveis como smartphones cujo aplicativo do Facebook para o seu aparelho não possua a opção para selecionar quem verá o seu post. Então você poderá definir nas preferências de sua conta como esse aplicativo deverá ser comportar. Quer que qualquer pessoa veja seu post quando for feito a partir de um smartphone? Marque a opção Público. Quer que sejam apenas seus amigos? Marque a opção Amigos. Entendeu? São opções válidas apenas para postagens a partir de um smartphone ou celular.

clip_image013

A terceira e última seção possui cinco grupos de personalização de privacidade, mas vou me concentrar apenas nos dois mais importantes. Você terá condições de analisar os demais depois do que aprender aqui.

Abaixo a imagem com a descrição de cada grupo, que de tão clara, nem vou repetir aqui.

clip_image015

Você terá acesso às opções de personalização clicando em Editar configurações do lado direito.

Nota: Mais uma vez informo que as opções a seguir estão de acordo com a minha preferência, que pode não ser exatamente a sua. Objetivo é mostrar como se faz e onde você deverá se concentrar para personalizar o seu Facebook, portanto analise bem cada opção e deixe-o com a sua cara, pois se você for restritivo ao extremo perderá muitas das funcionalidades e do que ele propõe. Conhecimento e moderação são as palavras chave nesse caso.

Antes de continuar, você já percebeu o escopo das opções certo? Temos como alternativas: Público (ou todos), Amigos (seus amigos diretos), Amigos de amigos (o nome já diz tudo), Somente eu (no caso, você), Ninguém e Personalizado, além de Ativado e Desativadoem alguns casos.

Basta entender o que cada opção de personalização significa – leia com atenção – e escolher a opção apropriada. Não tem erro.

clip_image017
clip_image018

Essas são, verdadeiramente, as principais opções de personalização de seu Facebook, definindo o seu perfil exatamente como você deseja e garantindo a privacidade de suas informações, posts, comentários, fotos, etc.

Nota: Existem ainda os famosos aplicativos do Facebook, como aqueles para registrar aniversários, joguinhos e outras coisas do tipo que fazem todos cair na tentação de aceitar os convites. Saibam apenas que são aplicativos de terceiros, que em nada tem a ver com o Facebook ou sua política de privacidade. Use-os por sua conta e risco, ok?

Ah! Quer saber minha opinião sobre esses aplicativos? Eu não uso nenhum e nego todos os convites de amigos para usá-los. Mas há quem goste e use, é de cada um. Não quero dizer que isso seja um perigo por si só, apenas não vejo utilidade e se não me interessa não tem por que usá-los certo?

Vemos relatos de pessoas que tem suas vidas pessoais expostas ou informações de segurança pessoal dadas de graça a qualquer um na Internet por total ignorância de como se comportar no mundo virtual. É algo inacreditável de imaginar o porquê de se colocar uma foto mais íntima na Internet se o objetivo é que ninguém veja? Por que informar o endereço residencial completo, com nome da rua, número da casa e até mesmo foto da mesma? Por que indicar pra todo mundo onde você trabalha, qual o seu cargo e sua função na empresa? É aproveitando essas falhas dos usuários que os bandidos virtuais de plantão se aproveitam da situação e, sem qualquer esforço, obtêm informações importantes para a ação criminal.

Nota: E tem quem ache hackers o máximo, imaginando que eles sabem de tudo como se fossem mágicos. Quem pensa assim nem imagina que está sendo seu parceiro. Smiley de boca aberta

Minha mensagem final

A mensagem final deste artigo não deve ser restrita apenas ao Facebook, mas a qualquer atividade no mundo virtual. Serve para o uso do correio eletrônico, objetivando os cuidados com o SPAM e o PHISHING, além de contribuir para o fim das famosas “correntes” do tipo “repasse isso ao máximo de pessoas que puder”; serve para o Twitter; serve para as salas de bate papo na Internet e tudo mais que possa – de alguma forma – estimular a divulgação de dados pessoais desnecessariamente.

Espero que este artigo tenha servido para algo além de simplesmente personalizar o seu Facebook, mas principalmente para a reflexão sobre um comportamento menos promíscuo na Internet em prol da segurança de todos.

Divulgue este artigo para seus amigos, é com conhecimento daquilo que usamos na Internet que a tornaremos um ambiente menos arriscado para nós.